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Expansão da Educação Profissional e Tecnológica é tema de seminário internacional no Rio de Janeiro
Ampliar a oferta da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) com qualidade, alinhando a formação dos estudantes às demandas do mundo do trabalho, é o principal objetivo do III Seminário Diálogos Formativos sobre Gestão para Aprendizagem, que começou nesta terça-feira (17/06), no Rio de Janeiro e vai até amanhã.
O encontro reúne os secretários estaduais de Educação, técnicos das redes de ensino e especialistas nacionais e internacionais para debater estratégias voltadas ao fortalecimento da educação técnica que atualmente possui 44% jovens matriculados em todo o mundo. A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro participa da programação representada pela gestora da Pasta, Luciana Calaça.
Realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o seminário integra uma série de quatro encontros voltados ao fortalecimento das equipes das secretarias estaduais de Educação por meio da troca de experiências e do desenvolvimento de conhecimentos estratégicos.
Em sua fala, Henrique Paim, diretor da Diretoria de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas, destacou alguns desafios.
— O fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica depende de uma atuação conjunta entre as redes de ensino e o setor produtivo, do investimento na formação dos professores, que hoje representa um dos principais desafios para a expansão da modalidade, e da oferta de itinerários que abram oportunidades tanto para a inserção no mercado de trabalho quanto para o prosseguimento dos estudos — afirmou.
Foto: Bruno da Matta
Nesta terceira edição, o tema "Transformação da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil" orienta os debates sobre políticas públicas capazes de ampliar a qualidade da EPT. Entre os assuntos em pauta estão o alinhamento dos cursos às necessidades do mercado de trabalho, o uso de dados para a gestão dos sistemas educacionais, a formação e valorização dos professores, além da articulação entre a formação geral e a formação técnica.
Ao longo dos dois dias de programação, especialistas da OCDE, gestores públicos e representantes das redes estaduais apresentarão experiências internacionais e boas práticas que poderão subsidiar a formulação de políticas públicas para a expansão qualificada da Educação Profissional e Tecnológica em todo o país.
Atualmente o Estado do Rio de Janeiro possui 96 escolas ofertando o Curso Normal (Formação de Professores) com cerca de 16 mil matrículas, além de 41 escolas ofertando 18 cursos técnicos, tanto da Seeduc quanto de instituições parceiras. Além disso, ao longo de todo o ano, a disponibiliza o LabEAD para oferta de cursos de capacitação para atender a Formação Continuada.
A participação da Seeduc-RJ reforça o compromisso da rede estadual com o aperfeiçoamento das políticas voltadas à educação profissional, contribuindo para a construção de soluções conjuntas que ampliem as oportunidades de formação e inserção dos estudantes no mundo do trabalho.
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Com a medida, os repasses da arrecadação do ICMS serão vinculados a indicadores de melhoria da educação pública
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, sancionou nesta terça-feira (23/06) a lei que institui o ICMS Educacional no Estado do Rio de Janeiro. A medida adequa a legislação fluminense à determinação da Constituição Federal e estabelece novos critérios para a distribuição de parte da arrecadação do ICMS aos 92 municípios, vinculando os repasses a indicadores de melhoria da educação pública.
Com a sanção, o Rio de Janeiro conclui a regulamentação de uma política nacional criada em 2020 para incentivar avanços na aprendizagem e na qualidade do ensino. A nova legislação passa a considerar resultados educacionais no cálculo da participação dos municípios nos recursos do imposto, estimulando a adoção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento dos estudantes.
A lei cria o Índice de Progressão da Aprendizagem com Equidade do Estado do Rio de Janeiro (Ipaerj), que servirá de base para a definição da parcela dos recursos destinada a cada município. Entre os critérios considerados estão a alfabetização na idade adequada, o avanço da aprendizagem, a redução das desigualdades educacionais, a ampliação da oferta de vagas em creches, a expansão da educação em tempo integral e os resultados de desempenho escolar.
A Secretaria de Educação será responsável por organizar a avaliação e o peso dos indicadores educacionais previstos na lei, que medem aprovação, avanço da aprendizagem, educação em tempo integral, alfabetização e fatores socioeconômicos). Já a Secretaria de Fazenda vai processar o desempenho apontado pela Seeduc para calcular o Índice de Participação dos Municípios (IPM), que é o coeficiente financeiro que define a cota-parte destinada a cada prefeitura.
Os indicadores serão calculados a partir de bases oficiais, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o Censo Escolar e avaliações estaduais. A legislação também determina que mecanismos de aprovação automática não poderão ser utilizados para compor os índices que servirão de referência para a distribuição dos recursos.
A implementação ocorrerá de forma gradual. Após a publicação da lei no Diário Oficial, as secretarias de Educação e Fazenda têm 90 dias para regulamentar a norma. Entre 2026 e 2029 vai vigorar um regime excepcional de transição e os repasses serão calculados com base nos resultados das avaliações já realizadas em 2023 e 2025, exigindo dos municípios apenas a comprovação da participação mínima dos estudantes do Ensino Fundamental nas avaliações previstas.
A aplicação integral da nova metodologia ocorrerá a partir de 2030, quando os repasses passarão a considerar os resultados das avaliações realizadas em 2027. A partir dessa etapa, os municípios deverão atender simultaneamente a todas as condicionalidades e indicadores definidos em lei para fazer jus aos recursos.
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Seeduc + Perto leva mais de 50 serviços ao Centro do Rio em ação do Tribunal de Justiça para pessoas idosas
Iniciativa contou com a participação de 34 instituições parceiras para atender a população
Nesta quarta-feira (17/06), o programa Seeduc + Perto, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação que leva um mutirão de serviços para estudantes e servidores da pasta, esteve presente na 2ª edição da ação social ‘Justiça para a Pessoa Idosa’, promovida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no Centro do Rio. Realizado na mesma semana em que é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, o evento tem como objetivo facilitar o acesso desse público a serviços essenciais de Justiça, cidadania, saúde e orientação social.
No local, a equipe da Seeduc ofereceu mais de 50 tipos de serviços à população, incluindo solicitação de documentos escolares, orientações sobre matrícula, atendimentos voltados a servidores e diversas soluções burocráticas, permitindo que a população tenha acesso aos serviços educacionais sem a necessidade de deslocamento até unidades administrativas.
— A presença da secretaria um evento voltado para pessoas idosas é muito importante porque demonstra o compromisso do poder público com a educação ao longo de toda a vida, valorizando o envelhecimento ativo e a inclusão social — afirmou Alba Valéria Silva, coordenadora do Seeduc + Perto.
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A ação foi promovida pela Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS), em parceria com a Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância e da Juventude e do Idoso (Cevij) e contou com a participação de 34 instituições parceiras.
O Seeduc + Perto foi criado com o objetivo de aproximar a sociedade da secretaria, atender as demandas da comunidade escolar e evitar a necessidade de deslocamento da população dos bairros mais distantes para a sede da pasta.
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Seeduc realiza eleição para conselheiros escolares da rede estadual
No total, 19.840 vagas são destinadas aos segmentos de estudantes, responsáveis, professores e funcionários
A Secretaria de Estado da Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) realizou, nesta quarta-feira (17/06), a consulta pública para a escolha dos novos conselheiros escolares das unidades da rede estadual de ensino para o biênio 2026-2028. Ao todo, 1.241 escolas participaram do processo, com um total de 19.840 vagas destinadas aos segmentos de professores, técnicos administrativo-pedagógicos, responsáveis e alunos.
O Conselho Escolar segue a Resolução Seeduc-RJ 5.109/2014 e é um importante espaço de participação democrática, que busca fortalecer o diálogo entre a escola e a comunidade, contribuindo para a construção coletiva de ações voltadas à garantia do direito, à educação e à melhoria do ambiente escolar.
A comunidade escolar do Ciep 415 Miguel de Cervantes, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, está animada para exercer o direito de votar em representantes que farão a diferença nos próximos dois anos. É o caso de Danielle Vilas, mãe de Marya Eduarda, estudante da unidade.
— O conselho é fundamental para nós, pais, pois garante representatividade, transparência e decisões democráticas. Para mães atípicas como eu, ele é um suporte essencial que assegura o acolhimento e o atendimento das necessidades específicas de seus filhos, promovendo um ambiente escolar mais eficiente para todos os alunos — disse Danielle Vilas.
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Professores, estudantes, responsáveis e funcionários puderam votar durante todo o dia letivo nas unidades escolares. Para que a votação transcorra da melhor maneira possível, as 15 regionais pedagógicas da Seeduc-RJ estarão mobilizadas em prol do processo eleitoral.
— Participar desta eleição é muito importante, porque é por meio do voto que podemos escolher as pessoas que irão ajudar a melhorar a nossa escola. Quando votamos, exercemos a cidadania e mostramos que nós nos importamos com o futuro da escola — contou Rafael de Sousa.
Segundo a professora de Educação Artística Guilhermina de Souza, a votação para o Conselho Escolar é fundamental para a participação democrática e o aprimoramento da escola, permitindo que toda a comunidade colabore na tomada de decisões e na busca por soluções coletivas.
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Saiba qual é a importância do Conselho Escolar
É um grupo composto por 16 pessoas que fiscaliza e decide em comum acordo. Após o resultado da eleição, essa comissão não manda na escola sozinha, mas opina e vota em temas importantes como uso do dinheiro da escola, merenda, reformas; regras internas e calendários de projetos; avalia a qualidade do ensino e aprova o Projeto Político Pedagógico da escola, entre outros.
Para a professora de Educação Artística Guilhermina de Souza, a votação para o Conselho Escolar é fundamental para a participação democrática e o aprimoramento da escola.
— As eleições para o Conselho Escolar permitem que todos tenham voz e que toda a comunidade colabore na tomada de decisões e na busca por soluções coletivas — afirmou a docente.
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Procedimento obrigatório termina em 28 de junho e descumprimento pode gerar sanções administrativas
Os servidores ativos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro devem ficar atentos ao prazo para envio da Declaração de Bens e Valores feita por meio do Sistema de Controle de Bens Patrimoniais dos Agentes Públicos do Poder Executivo Estadual, o Sispatri. O procedimento é obrigatório e também se aplica aos professores temporários que foram contratados para atuar na rede. O prazo termina dia 28 de junho de 2026.
Administrado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ), o Sispatri é a ferramenta utilizada para o registro eletrônico das informações patrimoniais dos agentes públicos estaduais. A declaração atende às exigências da legislação que trata da transparência, do controle patrimonial e da prevenção de conflitos de interesse na administração pública.
Todos os servidores ativos do Poder Executivo Estadual estão obrigados a realizar a declaração, incluindo ocupantes de cargos efetivos e comissionados. Estão dispensados, entre outros casos previstos na legislação, aposentados sem vínculo ativo, pensionistas, estagiários e servidores cedidos a outros poderes ou entes federativos durante o período da cessão.
O preenchimento é realizado exclusivamente de forma digital, por meio do portal do Sispatri, sendo vedada a entrega física da documentação. As informações patrimoniais são importadas diretamente dos dados da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) apresentada à Receita Federal.
Consequências para quem não entregar
O não envio da Declaração de Bens e Valores dentro do prazo coloca o servidor em situação de irregularidade perante o sistema e pode resultar na abertura de procedimentos correcionais pelas unidades responsáveis em cada órgão. Dependendo da apuração, as sanções administrativas podem incluir advertência, suspensão e, nos casos mais graves, demissão por descumprimento de dever funcional.
Além disso, a legislação estadual prevê a adoção de medidas administrativas contra agentes públicos que deixarem de cumprir a obrigação ou prestarem informações falsas.
Como acessar
O acesso ao sistema é realizado pelo portal do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Para o primeiro acesso, o servidor deverá efetuar seu cadastro utilizando os dados funcionais solicitados pelo sistema.
A recomendação é que os servidores não deixem o procedimento para os últimos dias, evitando dificuldades de acesso e possíveis pendências que possam comprometer o cumprimento do prazo legal.
O acesso ao Sispatri pode ser feito pelo seguinte link: www.rj.gov.br/servico/acessar-sispatri-declaracao-patrimonial-2023169
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Interessados em concluir o Ensino Fundamental ou Médio podem se inscrever pela internet; aulas começam em 27 de julho
A Secretaria de Estado de Educação divulgou o calendário de matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para o segundo semestre de 2026. Os estudantes já matriculados na modalidade poderão renovar a matrícula entre os dias 1º e 8 de julho. Já os interessados em ingressar na rede estadual deverão realizar a inscrição a partir de 20 de julho pelo site Matrícula Fácil (www.matriculafacil.rj.gov.br).
A EJA é destinada a jovens e adultos que desejam concluir a educação básica. Para ingressar no Ensino Fundamental, é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos. Já para o Ensino Médio, a idade mínima é de 18 anos completos.
As normas para ingresso e permanência dos estudantes preveem prioridade de matrícula para irmãos na mesma unidade escolar, desde que haja oferta dos segmentos de ensino pretendidos por ambos.
Durante o período de matrícula e renovação, as unidades escolares funcionarão em dias úteis, de acordo com os horários de atendimento de cada unidade.
SERVIÇO:
Calendário da EJA – segundo semestre de 2026
* Renovação de matrícula (cursos semestrais): de 1º a 8 de julho;
* Inscrições para novos estudantes: a partir de 20 de julho;
* Confirmação presencial da matrícula na unidade escolar: a partir de 20 de julho;
* Inscrições para cursos de Educação Profissional: a partir de 27 de julho;
* Início das aulas: 27 de julho.
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Escolas estaduais participam da 1ª Festa Literária Internacional da Fiocruz
Evento com foco nos estudantes de escolas públicas debateu o papel da ciência e da saúde no combate ao racismo, além de estimular a leitura
Estudantes das escolas estaduais participaram da 1ª edição da FliFio – Festa Literária Internacional da Fiocruz: o papel da Ciência e da Saúde na luta antirracista, realizada de 10 a 12 de junho, no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro. Três mil vales-livros, no valor de R$ 250, foram distribuídos aos estudantes, para incentivo à leitura mesmo após o encerramento do evento.
Com foco nos estudantes de escolas públicas, o evento, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, teve como objetivo debater o tema, propondo reflexões e visando ao combate do racismo e das desigualdades sociais, além de estimular o hábito da leitura entre os jovens.
A programação reuniu uma feira de livros, mesas literárias, rodas de leitura e apresentações musicais e teatrais, voltadas para os alunos de escolas da rede pública das localidades onde a Fiocruz atua, como Maré, Manguinhos, Jacaré e Complexo do Alemão.
– Cultura, saúde e ciência andam de mãos dadas. A Flifio é mais um evento cultural que sediamos e esperamos que se torne anual, contribuindo para disseminar os livros nas comunidades do nosso entorno – comentou Mario Moreira, presidente da Fiocruz.
Foto: Sandra Barros
O evento debateu o papel da Ciência e da Saúde na luta antirracista, focando no combate às iniquidades sociais, na valorização da cidadania e num futuro com melhores oportunidades para todos.
– Foi um momento de muito aprendizado, reflexão e inspiração, além de uma oportunidade de enxergar o mundo por diferentes pontos de vista e valorizar ainda mais a cultura e a história de diferentes povos – ressaltou Maria Luiza Leiras, que cursa a 2ª série do Curso de Iniciação Científica e Tecnológica do Colégio Estadual Coronel Sérgio José do Amaral, de Magé.
Grandes nomes participaram do encontro, como Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves e Barbara Carine, promovendo uma intensa troca de informações e conhecimento. Ao reconhecer que o racismo estrutura desigualdades também no acesso à saúde, à educação e à cultura, a Flifio assume um papel relevante na construção de respostas coletivas, valorizando saberes comunitários e promovendo o protagonismo desses jovens, muitos residentes em territórios marginalizados.
– Este é mais do que um evento cultural. É uma plataforma de intervenção social que conecta ciência, cultura e participação cidadã, atuando frente aos desafios do acesso desigual à leitura e aos bens culturais. Buscamos caminhos em que literatura, ciência e educação atuem juntas no combate ao racismo e na ampliação de direitos, valorizando o protagonismo desses territórios e suas potencialidades – disse o coordenador da área de Cultura na Cooperação Social da presidência da Fiocruz, Felipe Eugênio.
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A feira contou com diversos livros que encantaram os estudantes, desde os clássicos aos romances modernos, os preferidos da juventude. Os alunos puderam se divertir e levaram para casa diversos livros e muitas lembranças boas.
– Estou muito feliz de participar deste evento. Sei que, com a leitura, a gente tem mais oportunidades, e os livros nos fazem conhecer coisas novas e ir a lugares que a gente nunca imaginou. A sala de leitura é o meu lugar favorito na escola e estar nesta feira parece um sonho – declarou Fletcher Bichara, aluno da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Rio Grande do Norte, de Volta Redonda.
O festival promoveu um diálogo entre literatura, ciência, saúde pública, arte e território periférico dentro de uma visão antirracista. O grande propósito deste encontro foi ampliar o campo da cidadania por meio da participação social, formando cidadãos críticos e fortalecendo vínculos entre comunidades, instituições e o universo da leitura.
– Ações como essas são oportunidades para despertar talentos, fortalecer as aprendizagens e incentivar nossos estudantes a acreditarem em seu potencial – analisou a subsecretária de Gestão de Ensino da Seeduc, Daniela Vasques.
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Caminhos da Memória: conhecendo a história do Instituto Pretos Novos
As ruas do Centro do Rio de Janeiro guardam marcas importantes da história do Brasil. Entre elas, estão os vestígios da presença africana que ajudou a construir a identidade cultural do país. Ao percorrer um circuito histórico pela região, é possível conhecer locais que preservam a memória da população negra e compreender melhor o impacto da escravidão na formação da sociedade brasileira. Um dos principais pontos desse trajeto é o Instituto Pretos Novos.
Localizado no bairro da Gamboa, o Instituto Pretos Novos foi criado para preservar um importante sítio arqueológico descoberto em 1996. No local, funcionava o antigo Cemitério dos Pretos Novos, onde eram enterrados africanos recém-chegados ao Brasil que não resistiam às condições da viagem ou aos primeiros dias após o desembarque.
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Durante a visita, é possível observar vestígios arqueológicos, conhecer documentos históricos e refletir sobre um período marcante da história brasileira. O instituto também promove atividades educativas e culturais que contribuem para a valorização da herança africana e para o combate ao racismo por meio da educação e da preservação da memória.
Além de revelar aspectos muitas vezes esquecidos da história, o espaço destaca a importância da contribuição africana para a cultura brasileira, presente na música, na culinária, na religião, na língua e em diversas manifestações culturais que fazem parte do cotidiano da população.
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Visitar o Instituto Pretos Novos é mais do que conhecer um espaço histórico; é uma oportunidade de refletir sobre o passado e compreender a importância da memória na construção de uma sociedade mais justa e consciente. Ao preservar histórias que por muito tempo foram silenciadas, o instituto desempenha um papel fundamental na valorização da cultura afro-brasileira e na promoção do conhecimento sobre a história do país.
Texto produzido pela Jovem Repórter Maria Luiza Costa de Oliveira, do Ciep 097 Filinto Müller Intercultural Brasil-China, de Duque de Caxias
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Colégio Estadual Guilherme Briggs Intercultural Brasil-Espanha
Escolas interculturais do Rio de Janeiro entram no clima da Copa do Mundo
Mundial é oportunidade para estudantes conhecerem mais sobre as nações participantes
O clima de Copa do Mundo chegou às escolas interculturais da rede estadual de ensino! O maior evento esportivo do planeta é tema das conversas entre os estudantes e reacende o interesse dos jovens pelo futebol, além de transformar a comunidade escolar em torcedores. Em todo o estado, estas unidades, fruto de parceria do Governo do Rio com embaixadas e consulados de diversos países, se preparam para celebrar o Mundial, vestindo as cores do Brasil e dos países parceiros. A competição também é uma oportunidade para estimular o conhecimento e reforçar a aprendizagem dos alunos, com produções de texto, atividades temáticas e pesquisas sobre as nações participantes. Das 40 escolas desta modalidade de ensino, 31 estão na torcida pelos países neste Mundial.
— Estamos todos animados, decorando a escola com bandeiras do Brasil e da Suécia, além dos murais com jogadores dos dois países. É uma movimentação bem legal, adoro esses momentos. Estamos todos na torcida – conta Manuella Sousa de Oliveira, aluna do Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia, de Nova Iguaçu.
Para a diretora do Colégio Estadual Jardim Marilice Intercultural Brasil-Uruguai, Margareth Cataldi, o Mundial da Fifa é um importante recurso para promover a integração, o diálogo intercultural e a formação de cidadãos mais conscientes, solidários e conectados com o mundo.
— É um momento especial de união entre povos e culturas. Em uma escola intercultural, esse evento fortalece os laços de amizade e respeito entre os dois países, valorizando suas semelhanças e diferenças. Além da paixão pelo futebol, os estudantes têm a oportunidade de conhecer melhor a história, as tradições, os costumes e os idiomas que fazem parte de suas identidades — destaca a diretora.
Neste período, as unidades escolares usam o futebol como porta de entrada para trabalhar diversos aspectos pedagógicos, como respeito, cooperação e trabalho em equipe. Os projetos acadêmicos envolvem atividades esportivas, pesquisas sobre países participantes, produção de textos, trabalhos artísticos, confecção de cartazes e pintura temática e ações que estimulam o aprendizado de forma lúdica, além de incentivar a integração, a comunicação e a participação dos estudantes.
— Gosto da Copa porque ela une as pessoas, cria um clima de alegria e faz todo mundo se envolver com o futebol. Na minha escola, a expectativa está bem alta. Os alunos estão animados, comentando sobre jogos, jogadores e, principalmente, sobre a participação do Brasil e da Alemanha. Além de fazer atividades temáticas, estamos pensando até em assistir às partidas juntos — conta Yasmin dos Santos Rodrigues, do Colégio Estadual Eliane Martins Dantas Intercultural Brasil-Alemanha, de Vista Alegre.
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CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade Intercultural Brasil-Estados Unidos
A Copa do Mundo reacende sonhos, inspira estudantes e movimenta o ambiente escolar. Mas, para além da visibilidade dos grandes jogadores, a escola defende que o principal legado do esporte continua sendo a formação construída no dia a dia.
— O clima de empolgação já tomou conta da escola. Fizemos um trabalho de Geografia, confeccionando as bandeiras dos países que vão participar da Copa. Estou com ótimas expectativas e espero que seja um evento cheio de emoções e momentos marcantes. E, claro, estamos todos na torcida para que o Brasil faça uma grande campanha e conquiste o tão sonhado hexa — conclui Rayssa do Carmo Felicio, que estuda no Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil-Turquia, de Duque de Caxias.
O sucesso das unidades interculturais
O modelo intercultural alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros.
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CIEP 413 Adão Pereira Nunes Intercultural Brasil-México
Essa proposta pedagógica permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros "centros culturais", portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país.
— As escolas interculturais têm uma dinâmica clara, bem definida e realizada de maneira prazerosa, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes. Este é o grande objetivo de nossas interculturais: serem verdadeiros centros culturais, vivenciando os costumes dos países parceiros dentro dos muros da escola e expandindo por toda a comunidade — afirma Luciana Calaça, secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
Esta modalidade de ensino é um grande sucesso. Prova disso são os excelentes resultados que essas instituições conseguiram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com notas acima da média. O apoio pedagógico vindo desta parceria contribui com a aquisição de materiais, livros e recursos pedagógicos para o desenvolvimento das atividades, além da formação e qualificação dos professores. Tudo isso graças a parcerias firmadas com consulados, embaixadas e institutos internacionais. Ao longo dos anos, os alunos dessas unidades são preparados para atuarem no mercado de trabalho, seja no Brasil ou em qualquer país.
— É incrível estudar em uma intercultural. Hoje em dia, é muito necessário o aprendizado das línguas diversas do mundo, e as nossas chances são maiores no mercado de trabalho. A cultura chinesa também é muito forte e essencial para os estudantes que entendem a sua importância cultural nos dias atuais. Pena a China não estar na Copa — comenta Maria Luiza Costa de Oliveira, estudante do Ciep 097 Filinto Muller Intercultural Brasil-China, de Duque de Caxias.
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Ciep 307 Djanira Intercultural Brasil-Canadá
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A Comissão de Coordenação Geral do Financiamento de Boas Práticas Pedagógicas, tendo em vista o interesse público envolvido na correta homologação do objeto e a necessidade de assegurar a integridade, consistência e qualidade dos resultados, prorrogamos o prazo de homologação por até 30 dias, iniciando em 12/06/2026.
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A Comissão Organizadora do Prêmio Diálogos de Gestão para a Aprendizagem, tendo em vista o interesse público envolvido na correta homologação do objeto e a necessidade de assegurar a integridade, consistência e qualidade dos resultados, prorrogamos o prazo de homologação por até 30 dias, iniciando em 12/06/2026.
Foto: Ellan Lustosa
Com nova chamada, total de docentes convocados pelo Governo do Estado já ultrapassa 4,5 mil profissionais
O Governo do Estado do Rio convocou mais 2,2 mil professores da rede estadual, nesta sexta-feira (12/06), para participar do processo de migração da carga horária de 18 para 30 horas semanais. Com a nova publicação no Diário Oficial, o total de docentes convocados já ultrapassa 4,5 mil profissionais, atendendo a uma reivindicação histórica da categoria.
A ampliação da carga horária fortalece a carreira docente, amplia a permanência dos professores nas unidades escolares, estreita o vínculo com a comunidade escolar e garante maior continuidade pedagógica aos estudantes.
Até o momento, 2.144 professores já concluíram o processo de migração e passaram a atuar com carga horária de 30 horas semanais na rede estadual.
A medida também tem impacto direto na remuneração dos profissionais beneficiados e integra o conjunto de ações implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação, para fortalecer a carreira docente, ampliar as oportunidades de crescimento profissional e aprimorar as condições de trabalho na rede estadual.
O processo não implica prejuízo à progressão na carreira. Os professores mantêm o nível e a referência em que se encontravam antes da migração, conforme prevê o Plano de Carreira do Magistério.
Os rendimentos desses profissionais serão atualizados de acordo com a tabela de vencimentos do Professor Docente I – 30 horas, assim que a folha de pagamento processar a alteração da jornada. A mudança de regime também poderá refletir, conforme cada caso, em benefícios incorporados à aposentadoria.
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Estudantes de escola intercultural na Vila da Penha são premiados por produção de curtas-metragens
Mostra promovida pelo colégio é inspirada no Expressionismo Alemão; iniciativa utiliza o cinema como forma de valorizar a arte e a criatividade
Luz, câmera, ação e o Oscar vai para... Estudantes do Colégio Estadual Professora Eliane Martins Dantas – Intercultural Brasil-Alemanha, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, foram premiados no 'Oscar CEPEMD', uma mostra audiovisual inspirada no cinema expressionista alemão, realizada no Goethe-Institut, nesta terça-feira (9/6). Durante o estudo de clássicos, nas aulas de Linguagens Artísticas, os alunos trocaram os cadernos por câmeras e roteiros para criar releituras dos filmes ‘Nosferatu’, ‘Der Müde Tod’ e ‘Metrópolis’ em formato de curta-metragem.
A iniciativa da escola tem como objetivo valorizar o protagonismo estudantil a partir da arte, utilizando o cinema como ferramenta de aprendizagem, expressão cultural e desenvolvimento artístico.
— Foram 79 estudantes que participaram da confecção dos três curtas-metragens, atuando ativamente em todas as etapas da produção, que levou um mês e meio entre gravações e finalização. Eles se dividiram entre atuação, direção, maquiagem, figurino, cenografia, filmagem e edição — destacou Adriana Ferreira, professora responsável pela iniciativa.
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O projeto buscou celebrar o talento dos jovens, fortalecendo o contato com a cultura alemã, por meio da linguagem audiovisual e da experiência coletiva de criação cinematográfica. A diretora-geral do colégio, Deise Perfeito, destaca que esse tipo de atividade traz empolgação e conexão aos estudantes envolvidos, além de demonstrar a importância de se aprofundarem nessa área.
— Essa é uma oportunidade única para os alunos explorarem a arte e a cultura alemã de uma forma criativa e envolvente. Parabéns à professora Adriana e aos alunos pelo empenho e dedicação ao longo de todo o projeto — disse a diretora.
Categorias como Melhor Filme, Melhor Edição, Melhor Cenário, Melhor Figurino, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Maquiagem e Melhor Filme por Voto Popular foram premiadas. Os vencedores receberam estatuetas simbólicas e medalhas.
— Quero parabenizar vocês por fazerem esse trabalho e por trazerem um pouco do Expressionismo Alemão para dentro da sala de aula de vocês. Parabéns pelas edições e pelos filmes que vocês criaram junto com a professora. Eles são realmente muito bons — disse Fábio Anschau, diretor de Ensino do Goethe-Institut.
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Troféu de Melhor Filme
A releitura do clássico ‘Der Müde Tod’ (‘A morte cansada’, em tradução no Brasil) conquistou o maior prêmio da noite: Melhor Filme. O grupo comandado pela ‘diretora’ Manuela Pimentel trouxe um curta do drama mudo expressionista de Fritz Lang, em que uma jovem enfrenta a própria Morte para tentar recuperar o amado. A narrativa envolve três histórias ambientadas em épocas e culturas distintas, unidas por temas de amor, sacrifício e destino. Após a vitória, a estudante agradeceu aos colegas por se dedicarem ao projeto.
— Sou muito grata pela oportunidade e por ter trabalhado com esta turma. Foi divertido trabalhar com eles. A gente regravou as cenas várias vezes. Estamos todos muito felizes com essa conquista — comemorou a estudante.
O filme é considerado uma obra-prima do cinema mudo e um marco na carreira de Lang, altamente recomendada para apreciadores de clássicos e do Expressionismo Alemão.
— Foi incrível participar deste projeto. Além de conhecer mais sobre o expressionismo, eu consegui melhorar a minha edição e também pude contribuir para a minha turma, aproximando-me ainda mais dos meus colegas. Iniciativas como essas permitem apresentar nossas ideias e que tenhamos voz dentro do ambiente escolar — contou Maria Clara Nogueira, de 17 anos, que participou da produção do curta-metragem vencedor.
A iniciativa foi muito celebrada por todos na escola, criando novas forma de desenvolver o processo pedagógico da unidade, usando o lúdico como ferramenta de aprendizado.
— Projetos como esses incentivam a integração de atividades culturais na escola e são fundamentais para o desenvolvimento integral do aluno. Essas vivências enriquecem o currículo escolar e fazem com que esses jovens levem esta experiência para sempre — afirmou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
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Escola estadual da Baixada Fluminense é premiada pelo MEC por apoio a estudantes do Ensino Médio noturno
A unidade se destacou com proposta voltada à redução da evasão escolar
O Colégio Estadual Professora Vera Lúcia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi premiado no Caderno de Boas Práticas do Programa Ensino Médio Mais, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em Brasília. A unidade se destacou entre as 30 escolas elegíveis do estado com uma iniciativa que possibilita aos estudantes vivências para além dos muros da escola, com acesso a espaços formativos como museus, universidades, centros culturais e instituições de pesquisa. A proposta tem como objetivo reduzir a evasão escolar e fortalecer o suporte aos alunos do Ensino Médio noturno.
A prática selecionada também integrará o e-book do Ministério da Educação, que reunirá experiências de 18 estados contemplados pelo programa. A ideia é que a experiência bem-sucedida da Baixada Fluminense sirva de guia para outras escolas públicas do país que também ofertam o Ensino Médio regular no turno da noite.
— Estamos muito orgulhosos. Iniciativas assim têm como finalidade promover o reconhecimento e disseminação das boas práticas em prol da melhoria das aprendizagens com equidade na nossa rede. Parabéns aos profissionais desta unidade escolar por garantirem a permanência dos estudantes na escola — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
A proposta se baseou em uma educação inclusiva, emancipadora e contextualizada, integrando teoria e prática por meio de experiências dentro e fora da escola. Foi pensada com foco nas necessidades dos estudantes, que conciliavam estudo, trabalho e outras responsabilidades, buscando valorizar seus saberes, respeitar sua realidade e ampliar o acesso a espaços formativos.
— É uma felicidade imensa para toda a nossa comunidade escolar. É um sentimento de satisfação e realização, de tudo que foi vivido de forma sensível pelos integrantes que compõem os espaços da escola — afirmou a diretora-geral, Talita Fonseca, que está à frente da escola desde 2024.
De acordo com a diretora, a proposta surgiu com a finalidade de assegurar a permanência dos alunos na unidade, fomentando oportunidades que ampliem os espaços escolares além dos muros da escola.
— Estar nesta premiação, num lugar que eu nunca tinha estado por um projeto tão bonito, me deixa muito feliz. É uma experiência maravilhosa representar meus colegas, a fim de incentivá-los a não pararem os estudos — disse a estudante Juliana Sabino, que enalteceu a importância de estudar numa unidade que valoriza o aprendizado, mesmo com tantas situações adversas.
Saiba mais o que é programa
Ensino Médio Mais é um programa que reconhece as particularidades dos alunos que estudam à noite e oferece apoio técnico e financeiro às escolas estaduais que ofertam pelo menos uma turma de Ensino Médio noturno, especialmente as com menor índice no Indicador de Nível Socioeconômico (Inse).
Para participar do programa, secretarias de Educação e escolas elegíveis (equipe pedagógica e estudantes) devem elaborar propostas pedagógicas para melhorar seus índices de permanência e possibilitar trajetórias escolares exitosas para todos os alunos.
As propostas devem ser elaboradas considerando: ações que assegurem o direito à aprendizagem dos estudantes; equidade no acesso e na permanência com trajetórias escolares bem-sucedidas; aprimoramento da organização curricular e pedagógica, considerando perfis, necessidades e expectativas dos estudantes do Ensino Médio noturno; estratégias de fortalecimento do regime de colaboração; e foco no desenvolvimento integral dos estudantes.
Foto: Herison Carlos - Divulgação
Foto: Sandra Barros
Escolas interculturais da rede estadual celebram o Dia Nacional da Suécia
Festejos destacam aspectos da cultura do país nórdico
No último sábado (06/06), as escolas interculturais da rede estadual comemoraram o Dia Nacional da Suécia, quando é celebrada a eleição do rei Gustavo Vasa em 1523, marco da independência do país nórdico, e a promulgação da Constituição de 1809. Os festejos também homenagearam os 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a nação europeia, além do fortalecimento da parceria com a Secretaria de Estado de Educação, refletido no ensino do idioma e da cultura sueca nas unidades escolares.
— Esta integração é fundamental. As escolas interculturais têm uma dinâmica clara, bem definida e realizada de maneira prazerosa, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes, motivando-os. Precisamos espalhar os bons exemplos de nossa rede. Nosso foco deve ser sempre criar as melhores condições para nossos alunos — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
A rede estadual de ensino possui três unidades interculturais Brasil-Suécia: Ciep 026 São Vicente de Paula e Ciep 345 Y-Juca Pirama, ambos de Nova Iguaçu, e Colégio Estadual Presidente Roosevelt, em Volta Redonda. Para celebrar o Dia da Suécia, as escolas da Baixada Fluminense realizaram eventos culturais envolvendo toda a comunidade escolar.
A festa no Ciep 345 trouxe diversos aspectos culturais da nação europeia. Os alunos participaram de diversas dinâmicas e atividades de conhecimento até completarem seus passaportes com vistos, dando direito à entrada na Suécia Iguaçuana, no auditório da escola, para conferir as apresentações artísticas.
— Não é só uma comemoração, é um momento em que a gente consegue conhecer mais sobre outra cultura, aprender coisas novas e valorizar ainda mais as diferenças. É um dia muito especial, cheio de significado, alegria e troca de experiências — afirmou Beatriz Miranda, aluna da 3ª série do Ensino Médio, que interpretou a rainha da Suécia na encenação da escola.
No Ciep 026, a celebração foi pautada por aspectos de sustentabilidade e ações entre as turmas, destacando pontos importantes da união entre os países.
— Celebrar esta data é reafirmar nosso compromisso com uma educação voltada para o futuro. A Suécia é reconhecida mundialmente por seus avanços em sustentabilidade, inovação e tecnologia, e esses valores dialogam diretamente com aquilo que queremos construir dentro da nossa escola — explicou o diretor-geral, Fabio do Nascimento Corrêa.
Nas interculturais da Baixada, estudantes do Projeto Jovem Repórter fizeram a cobertura jornalística do evento. A iniciativa, que está em sua 3ª edição, é uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação, da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais, que permite que alunos da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem como repórteres em diversos eventos.
— É maravilhoso poder aprender ainda mais e transitar em diversos ambientes. Estou amando participar desta ação aqui, na minha escola — disse Manuella Sousa, estudante do Ciep 345 e integrante do projeto.
O colégio de Volta Redonda fará sua comemoração no próximo dia 17, com uma atividade que valoriza a sustentabilidade. Um dos momentos principais será o desfile de roupas confeccionadas com materiais recicláveis, incentivando a criatividade, a consciência ambiental e o protagonismo estudantil. Durante a atividade, os alunos apresentarão seus modelos em português e em inglês, desenvolvendo a comunicação e a aprendizagem de línguas.
— Esta celebração fortalece o sentimento de pertencimento dos nossos alunos à proposta de uma escola intercultural, valorizando o respeito às diferentes culturas, tradições e formas de ver o mundo. Vivenciar a cultura sueca proporciona a ampliação do repertório cultural dos estudantes — ressaltou Adriana Bellei, coordenadora pedagógica da escola do Sul Fluminense.
Foto: Sandra Barros
Laços de união
As relações entre Brasil e Suécia são marcadas por um forte laço de colaboração, com destaque para o intercâmbio econômico, diplomático e de defesa. Neste ano, os países celebram o bicentenário do estabelecimento de suas relações diplomáticas com importantes ações e parcerias estratégicas, destacando-se nas áreas tecnológica, industrial e de desenvolvimento sustentável.
— Estes festejos realizados nas escolas não são apenas relacionados à nossa história, mas também um símbolo de amizade, do diálogo e dos valores que unem nossas nações. Como estamos celebrando, em 2026, os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Suécia, é inspirador ver essa amizade refletida no ensino, no intercâmbio cultural e nas conexões construídas entre os estudantes e os professores. Essa troca é fantástica. E vamos em frente — declarou Jan Lomholdt, cônsul honorário da Suécia.
No Dia Nacional da Suécia, as cidades suecas se enfeitam de azul e amarelo, com os tradicionais corais e piqueniques. Até 1982, a celebração era conhecida apenas como o Dia da Bandeira Sueca e só foi oficializada como o Dia Nacional em 2005.
Foto: Sandra Barros
Foto: Sandra Barros
Alunos da rede estadual conquistam medalhas de ouro e prata na Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas
Os estudantes da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro seguem subindo ao lugar mais alto do pódio em olimpíadas pedagógicas. Foi o que aconteceu com Erik Silva e Rafael Ambrósio, que conquistaram medalha de ouro, e Ana Clara de Oliveira, que ganhou a prata, na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) 2025. A cerimônia de premiação aconteceu nesta terça-feira (02/06), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e agraciou os alunos pelo excelente desempenho na competição.
A iniciativa tem como objetivo despertar o interesse pela Física entre os estudantes da Educação Básica, a fim de identificar talentos na área e promover a inclusão por meio do conhecimento. As escolas premiadas foram os colégios Baldomero Barbará, de Barra Mansa; Ciep 399 Jean Baptiste Debret e Duque Costa, ambos de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
— É muito bom ganhar esta medalha de ouro. Confesso que é uma sensação de um pouco de alívio, pois eu estudei para alcançar esse desempenho. É maravilhoso ser reconhecido pelo meu esforço — comemorou Erik Silva.
Ana Clara lembra que o amor pela Física veio com o incentivo de um professor e, desde então, se apaixonou pela matéria.
— Nem sempre gostei dessa disciplina. Estou me sentindo muito feliz de estar aqui, de ter essa oportunidade, de ganhar esse prêmio e ter esse reconhecimento único — contou a medalhista de prata.
Para a superintendente de Avaliação e Acompanhamento do Desempenho Escolar, Erika do Nascimento, é fundamental que exista incentivo às olimpíadas.
— Acreditamos no potencial pedagógico de uma olimpíada, um projeto pedagógico por excelência que movimenta a rede de uma forma muito positiva e interessante — salientou a superintendente.
Erika destacou ainda que não é só o estudante que recebe a premiação.
— É a família, a comunidade escolar, a tia da cozinha... A Olimpíada tem essa capacidade de mobilizar a comunidade escolar. Estamos trabalhando para que cada vez mais alunos participem dessas competições — afirmou.
Saiba mais sobre a competição
A Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) é uma competição nacional voltada para estudantes de escolas públicas do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Promovida pela Sociedade Brasileira de Física, a olimpíada tem como objetivo despertar o interesse pela ciência, incentivar o estudo da Física, identificar talentos e aproximar os estudantes do universo da pesquisa científica.
Realizada em duas fases, a OBFEP premia alunos, professores e escolas com destaque na competição, contribuindo para a melhoria da educação científica e para a formação de futuros profissionais das áreas de ciência e tecnologia.
— Nosso objetivo é garantir que cada vez mais jovens participem de olimpíadas e sejam reconhecidos, a fim de incentivarmos talentos que poderão transformar o futuro da ciência e da tecnologia no nosso estado. Parabéns aos medalhistas — disse a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
Foto: Bruno da Matta
Seeduc realiza palestra para os servidores sobre saúde mental
O ambiente de trabalho que pode adoecer o funcionário é o mesmo que pode protegê-lo. Foi o que mostrou a palestra sobre saúde mental promovida pela Secretaria de Estado de Educação, na última quinta-feira (28/05), na sede da pasta, na Cidade Nova, Região Central do Rio. A iniciativa, organizada pela Subsecretaria Executiva (Subex) da Seeduc, teve como objetivo levar aos servidores orientações e informações relacionadas ao tema. No evento, o médico Bernardo Barros, cirurgião vascular e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que pequenas mudanças de gestão, comunicação e rotina podem melhorar o clima para todos, seja na atividade na sede ou numa unidade escolar.
– Quanto melhor o ambiente de trabalho, e as grandes empresas e instituições sabem disso, mais esse empregado performa e menos ele vai ter problema psicossocial e físico também – afirmou o médico.
A palestra é a oitava sobre saúde para os servidores promovida pela pasta nos últimos dois anos. Desta vez, as recentes mudanças na Seeduc, no governo estadual e até o momento difícil do país influenciaram a escolha do tema. Segundo Bernardo Barros, tudo isso mexe com a cabeça das pessoas, o que torna a abordagem do assunto ainda mais relevante.
– Muitas pessoas não sabem direito o que é saúde mental. Por isso, faço uma palestra mais informativa, falo o que a gente está procurando, como achar e como tentar mitigar esses efeitos – contou.
Foto: Bruno da Matta
Excesso de demandas, acúmulo de funções, falta de reconhecimento, violência ou ameaça no ambiente de trabalho são fatores que afetam a saúde mental do funcionário. Para o médico, uma das principais questões é a forma de comunicação não violenta entre chefes e subordinados. Ou seja, é preciso ter cuidado na hora de falar e fazer alguma cobrança.
– Às vezes, é sem querer, a gente não percebe a forma de falar, porque traz de casa algum problema – pontuou Bernardo, lembrando ainda que a troca de mensagens pelo WhatsApp não tem entonação, o que pode tornar a comunicação ainda mais estressante.
Segundo Loraine Santos, superintendente de Gestão de Contratos e Convênios na Subsecretaria Executiva, o objetivo das palestras é alertar os servidores sobre os cuidados com a saúde.
– Passamos muito tempo dentro da secretaria, envolvidos com as nossas demandas, e assim, às vezes, deixamos de nos cuidar. Muitas mulheres deixam de fazer seus exames, e os homens, que não gostam de médico, evitam também. Assim, trazemos a saúde pra perto do servidor, fazendo com que ele entenda o que acontece com o corpo dele, desmistificar doenças como câncer de mama e de próstata, e dizer que, quanto antes conseguir um diagnóstico, mais rápido iniciamos o tratamento e vencemos essa batalha – destacou a superintendente.
Foto: Bruno da Matta
Aproveitando a ocasião, Loraine compartilhou sua história com os servidores e falou sobre um AVC leve que sofreu no ano passado, por causa do estresse. Ela contou que, após o susto, foi obrigada a “botar o pé no freio” e mudar seus hábitos. Há meses, passou a praticar exercícios na academia toda manhã e a atender em dois celulares, um para a família e outro para o trabalho.
– Uma coisa é o médico falar o que pode acontecer com você. Outra coisa é ter uma pessoa que trabalha ao seu lado contar a experiência dela. Acho que as pessoas só funcionam assim, na base do exemplo. Quis falar o que aconteceu comigo porque é uma maneira de tentar alertar – disse ela.
De acordo com o médico, não é necessário mudar a vida inteira para manter uma boa saúde mental. Mas ele indica que pequenas ações, “possíveis e reais”, podem ajudar bastante para começar o dia: para o corpo, dormir 30 minutos mais cedo e fazer caminhadas; para as relações, conversar com alguém de confiança; para a mente, fazer pausas de respiração e organizar três prioridades do dia; para o trabalho, alinhar uma demanda confusa e organizar uma rotina pendente.
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Governo do Rio de Janeiro e França renovam parceria para ampliar ensino intercultural nas escolas estaduais
Acordo formalizado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, prevê formação bilíngue, intercâmbio cultural e projetos ligados a grandes eventos internacionais
O Governo do Rio de Janeiro renovou, nesta segunda-feira (01/06), a parceria institucional com a França para o fortalecimento das escolas interculturais Brasil–França da rede estadual de ensino. A iniciativa reafirma o compromisso com a formação acadêmica, cultural e linguística dos estudantes fluminenses, ampliando oportunidades educacionais e fortalecendo os laços de cooperação. O acordo foi formalizado em reunião entre o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, o embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, e o cônsul-geral da França no Rio de Janeiro, Eric Tallon.
– A cooperação entre o Estado do Rio de Janeiro e a França é um exemplo de como a educação pode construir pontes duradouras entre países. Ao fortalecer as escolas interculturais, ampliamos horizontes para os estudantes, não apenas pelo aprendizado de uma nova língua, mas também pelo acesso a experiências que ampliam perspectivas acadêmicas, culturais e profissionais – afirmou o governador em exercício.
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Referência na rede estadual, o modelo intercultural oferece ensino em tempo integral e promove a integração curricular entre Brasil e o país parceiro, proporcionando aos estudantes uma formação bilíngue e multicultural. Atualmente, a rede estadual conta com 40 escolas interculturais distribuídas em diferentes regiões. Destas, três são desenvolvidas em parceria com a França: o CIEP 449 Governador Leonel de Moura Brizola, em Niterói, pioneiro na iniciativa desde 2014; o CIEP 100 São Francisco de Assis, em Mesquita, desde 2021; e o Colégio Estadual Piauí, em Volta Redonda, desde 2023.
— As escolas interculturais têm uma proposta pedagógica muito consistente e transformadora. Elas aproximam os estudantes da cultura do país parceiro, ampliam horizontes, fortalecem o aprendizado de línguas e contribuem para a permanência dos jovens na escola. É uma modalidade que apresenta excelentes resultados acadêmicos e sociais — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
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Conexão com o mundo
Os impactos da formação intercultural vão além da sala de aula. Os alunos dessas unidades participam de iniciativas que ampliam sua vivência internacional, como o projeto Jovem Repórter, que capacita estudantes para a cobertura jornalística de grandes eventos. Em 2024, jovens da rede estadual participaram da cobertura do G20 e, em 2025, do encontro dos BRICS, realizando entrevistas com autoridades e representantes de diferentes países.
Além das unidades interculturais Brasil–França, a rede estadual mantém cooperação educacional com instituições que ofertam o ensino da língua francesa em formato específico, como o Liceu Nilo Peçanha, em Niterói, e o Liceu de Humanidades de Campos, em Campos dos Goytacazes.
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Estudantes de escolas interculturais participam da Festa Alemã no Museu de Arte Moderna
Celebração promove a cultura, o idioma e a culinária da Alemanha, em uma imersão no universo do país europeu
Neste sábado (30/05), estudantes de quatro escolas interculturais Brasil-Alemanha da rede estadual participaram da Festa Alemã, realizada pelo Consulado-Geral da Alemanha e pelo Goethe-Institut, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Parque do Flamengo. O evento teve como objetivo promover a cultura, a língua, a culinária e o estilo de vida alemão, além de celebrar a conexão entre os dois países e a parceria com Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ).
— Essa integração é fundamental. Precisamos apresentar e espalhar bons exemplos de nossa rede para todos e também aprender bastante. Nosso foco deve ser sempre criar as melhores condições para nossos alunos — afirmou a secretária de Educação, Luciana Calaça.
Marcando a abertura da 9ª edição da Semana da Língua Alemã no Brasil, o evento promoveu o idioma e a diversidade cultural dos países falantes, com o tema ‘Sabor na ponta da língua’, valorizando a gastronomia germânica. Foram realizadas atividades culturais, exposições, apresentações musicais, contação de histórias, brincadeiras e aprendizado interativo.
— A parceria entre nossos países tem muito sucesso, e isso se reflete na educação, com essa união Brasil e Alemanha trazendo excelentes resultados em nossa rede. É um projeto duradouro, que queremos que continue cada vez mais forte, formando cidadãos para o mundo — explicou Viviane Dorado, subsecretária de Planejamento e Ações Estratégicas da Seeduc.
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As escolas interculturais são grandes destaques da rede estadual de ensino, verdadeiros ‘centros culturais globalizados’. Em parceria com a Alemanha, a Seeduc possui o Ciep 038 Santos Dumont, de Petrópolis, o Colégio Estadual Professora Eliane Martins Dantas, de Vista Alegre, e os Cieps 238 Doutor Ilton Faria da Costa e 422 Nicanor Ferreira Nunes, ambos de São Gonçalo. As quatro escolas estiveram presentes no evento.
— Estarmos inseridos em uma celebração que reúne instituições, entidades e escolas ligadas à língua e à cultura alemã fortalece o sentimento de pertencimento dos nossos alunos e amplia seus horizontes acadêmicos, culturais e humanos — destacou a diretora-geral do Ciep 038 Santos Dumont, Nelí de Vasconcellos Peterman Tesch.
Para a diretora-geral do Ciep 238 Doutor Ilton Faria da Costa, Vera Inês Alvares Silva Lins, a festa consolida a identidade Brasil-Alemanha da escola.
— Isso desperta nos nossos alunos o orgulho de estudarem em uma escola pública de excelência — frisou Vera Inês.
As relações entre as duas nações baseiam-se em uma parceria estratégica abrangente, com fortes laços históricos, culturais e econômicos. A Alemanha é o principal parceiro comercial brasileiro na Europa. Além disso, a ligação histórica entre os dois países reflete-se na grande presença da cultura germânica no Brasil – atualmente, estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros tenham ascendência alemã.
— Quando jovens brasileiros têm acesso a imersões como esta, eles carregam consigo valores, saberes e perspectivas que retornam em forma de transformação social — comentou Fabio Anschau, diretor de Ensino do Goethe-Institut Rio de Janeiro.
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Jovens repórteres na festa
Estudantes que integram o Projeto Jovem Repórter fizeram a cobertura jornalística do evento, conferindo todas as novidades da ação. Em sua 3ª edição, a iniciativa é uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação, da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais, que permite que alunos da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo informativo para diferentes mídias.
— Nossa participação é muito especial porque é uma oportunidade incrível de manter viva a tradição que une a escola e a comunidade. E é uma experiência única e gratificante poder registrar esses momentos como aluna e jovem repórter, pois, além de aprender na prática, está sendo um orgulho representar minha escola — disse Natália Nocetti, estudante do Colégio Estadual Professora Eliane Martins Dantas.
A festa uniu entretenimento e diversão, com uma programação diversificada para toda a família, agradando públicos de todas as idades. Os participantes tiveram contato multicultural com a memória, a história e a educação do país europeu.
— Este evento realizado em um espaço de referência como o MAM reafirma a importância de iniciativas que promovam o diálogo entre diferentes culturas e incentivem a ampliação de repertórios culturais e educacionais — ressaltou a diretora-geral do Ciep 422 Nicanor Ferreira Nunes Intercultural Brasil-Alemanha, Bruna Alexandrina Quintes Morado.
Colaboraram as estudantes do Colégio Estadual Professora Eliane Martins Dantas que integram o projeto Jovem Repórter: Manuela Pimentel Gomes Mercês, Maria Clara Nogueira do Carmo, Natália Raymundo de Carvalho Nocetti e Yasmin dos Santos Rodrigues
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Parlamento Juvenil: três projetos elaborados por estudantes da rede estadual serão votados na Alerj
Propostas podem virar leis estaduais. Alunos apresentaram, ao todo, 86 projetos, envolvendo temas como educação, prevenção à violência e inclusão
Durante a última semana, 97 estudantes da rede estadual representaram seus municípios e assumiram, simbolicamente, o cargo de deputados estaduais, apresentando propostas e discutindo ações importantes para o futuro do estado, no 17º Parlamento Juvenil da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Na edição deste ano, foram apresentados 86 projetos, sendo que três deles serão levados à votação na Alerj e poderão ser transformados em leis estaduais. Entre as propostas, estão a criação de comissões de prevenção e enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes, programa de inclusão para neurodivergentes e capacitação de cuidadores.
— É motivo de muito orgulho olhar esses jovens em uma atividade tão importante que discute o nosso estado, ainda mais tendo essa missão especial, que é vivenciar, na prática, o exercício do Poder Legislativo — disse a secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Calaça.
O projeto vencedor foi o PL nº 33/2026, que altera a Lei nº 9.116/2020, responsável por instituir comissões de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência e promoção dos direitos da criança e do adolescente nas escolas públicas e privadas do estado do Rio de Janeiro. A proposta é de autoria das parlamentares juvenis Alícia de Castro Ferraz, do município do Carmo, e Raylla Motta Teixeira, de Santa Maria Madalena.
Além deste, os projetos que instituem Programa Estadual de Centros de Reabilitação e Inclusão para Neurodivergentes no âmbito do estado do Rio de Janeiro e as diretrizes para capacitação, formação continuada e critérios de atuação dos cuidadores sociais nos serviços de acolhimento institucional serão votados na Alerj.
— Essa lei fala sobre a criação de comissões de enfrentamento à violência contra criança e adolescente. Eu percebi que não havia um membro estudante nessas comissões. Não dá para falar da violência sofrida pelos estudantes sem representatividade. A alteração propõe incluir um representante do grêmio estudantil, justamente para garantir essa voz dentro da comissão — explicou a estudante Alícia Ferraz.
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O Parlamento Juvenil
Criado em 1998, o Parlamento Juvenil é um projeto da Alerj em parceria com a Secretaria de Estado de Educação que envolve as escolas estaduais de todos os municípios do Rio de Janeiro, com o objetivo de proporcionar aos jovens uma imersão no processo legislativo, vivência no exercício da atividade política e estímulo ao protagonismo.
— Podemos formar cidadãos mais conscientes, preparados e capazes de gerir suas finanças, contribuindo para a redução do endividamento e para o desenvolvimento social e econômico do estado — explicou Annalice da Silva Marciano, jovem parlamentar do Colégio Estadual Américo Pimenta, do município de Quatis.
A semana passada foi bem movimentada para os jovens parlamentares. Na segunda-feira, houve a sessão solene de posse, e os jovens já elegeram a Mesa Diretora e começaram a apresentar suas propostas. Na terça-feira, eles defenderam seus projetos de lei no auditório da Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (Elerj). A quarta-feira foi marcada pela discussão das propostas. Na quinta-feira, foram votados os pareceres dos relatores dos projetos criados durante o programa.
Para terminar a semana, foi realizada a votação dos projetos aprovados pelas comissões, no plenário do Edifício Lúcio Costa, sede atual do Legislativo fluminense. Durante esse período, os estudantes também visitaram os pontos turísticos da capital.
— Agradeço por toda a bagagem que consegui neste projeto e vejo que, a partir destas boas ideias, posso fazer meu município crescer cada vez mais. Foi muito inspirador. Nas próximas eleições, quero concorrer como vereadora em meu município — declarou Laura Emmerick, representante de Bom Jardim, aluna do Colégio Estadual Ramiro Braga.
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Educação em destaque
Entre os projetos de lei apresentados, o tema Educação aparece como o principal eixo das propostas, seja de forma direta ou associado a assuntos como saúde mental e acessibilidade. Cerca de um terço das iniciativas possui relação direta com educação pública e juventude escolar.
— Foi uma experiência muito nova, conhecendo pessoas muito inteligentes em uma organização sensacional. Vamos levar para toda a vida — ressaltou o jovem parlamentar João Batista Veloso Caldas Junior, do Colégio Estadual Baccoparo Martins, de Cachoeiras de Macabu.
Todas as discussões realizadas durante a semana foram acompanhadas por deputados estaduais, que poderão se aprofundar nestas demandas e transformar as propostas apresentadas em projetos de lei, para serem enviadas ao governador do estado.
O grupo de alunos que participou do projeto neste ano teve em sua maioria representantes mulheres e foi fortemente marcado pela inclusão, com a participação de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e paralisia cerebral.
Com tudo isso, os estudantes deixaram uma excelente impressão e não apenas a sensação de dever cumprido, mas um sentimento especial para um futuro promissor para o nosso estado.
— Iniciativas como essas são fundamentais, pois mostram como é importante debater assuntos que permeiam a sociedade constantemente. Além disso, podemos considerar isso como um passo fundamental para a trajetória desses jovens — resumiu a secretária Luciana Calaça.
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Foto: Ellan Lustosa
Migração: 49 professores são convocados para mudança de regime de 18 para 30 horas semanais
Nova convocação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (29/05)
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Educação, publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira (29/05), a aprovação de 49 profissionais no Processo Seletivo Interno para a migração da carga horária de Professor Docente I de 18 horas para 30 horas semanais. A mudança de regime permitirá que os profissionais recebam uma remuneração maior, compatível com a nova jornada, com mais horas destinadas à regência, ao planejamento e à formação.
— Esse processo atende a uma reivindicação antiga da categoria e demonstra o compromisso sério assumido por nossa gestão com a educação fluminense — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
O regime de 30 horas semanais deverá ser cumprido na forma de 20 horas de efetiva regência, acrescida de 10 horas de planejamento e estudo, seguindo assim a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Vale ressaltar que, com a migração, não haverá prejuízo na progressão da carreira, sendo assegurada a manutenção do nível e referência que se encontravam antes da migração, conforme Plano de Carreira do Magistério.
A migração também contribui para ampliar a permanência dos docentes nas unidades escolares, fortalecendo o vínculo com a comunidade escolar e garantindo maior continuidade pedagógica aos estudantes.
Os candidatos aprovados precisam comparecer à Coordenadoria de Gestão de Pessoas da Regional de sua lotação, no dia e horário fixados no edital publicado no Diário Oficial para a escolha das vagas com os horários das aulas.
Os rendimentos destes profissionais serão atualizados de acordo com a tabela de vencimentos do Professor Docente I - 30h, assim que a folha de pagamento processar a alteração de jornada. A mudança de regime é um benefício para a carreira do docente, que poderá, de acordo com a opção, incidir em benefícios que serão levados para a aposentadoria.
Foto: Sandra Barros
Estudantes da rede estadual conquistam 102 medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas
Jovens premiados em competição nacional ampliam oportunidades acadêmicas e reforçam destaque da educação pública fluminense
Nesta quinta-feira (28/5), estudantes da rede estadual de ensino que se destacaram na 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas foram premiados em cerimônia realizada no Teatro do Colégio Pedro II, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Ao todo, 102 alunos receberam medalhas de prata e bronze nacionais, além de medalhas estaduais de ouro, prata e bronze.
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas reuniu participantes de todo o país, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da 1ª à 3ª série do Ensino Médio. Nesta edição, a competição alcançou mais de 18,5 milhões de estudantes inscritos, em mais de 57 mil escolas brasileiras.
Foto: Sandra Barros
A conquista também evidencia o fortalecimento da formação científica na rede pública estadual, estimulando estudantes a ampliarem seus horizontes acadêmicos e profissionais por meio da educação.
— É uma grande honra receber essa premiação, pois desde criança sempre gostei muito de matemática. Essa conquista é um grande incentivo para continuar evoluindo, com vontade de aprender cada vez mais — comentou Luan Amaral e Silva, ex-aluno do Ciep 413 Adão Pereira Nunes Intercultural Brasil-México, que conquistou medalha de ouro estadual e prata nacional na competição.
A secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, destacou o empenho coletivo por trás dos resultados alcançados pelos estudantes.
— Cada estudante premiado representa o esforço coletivo de professores, famílias e escolas, que acreditam no conhecimento como o caminho para o futuro. Parabenizo todos os medalhistas, educadores e gestores, que fazem dessa conquista um motivo de orgulho para nossa rede — afirmou a secretária.
Foto: Sandra Barros
Mais do que reconhecer talentos, a olimpíada vem se consolidando como porta de entrada para novas oportunidades acadêmicas. Instituições como Instituto de Matemática Pura e Aplicada Tech, Universidade Estadual de Campinas e Universidade de São Paulo já contam com processos seletivos voltados a estudantes premiados em olimpíadas científicas, valorizando o desempenho e o potencial dos jovens medalhistas.
— Essa premiação renova as nossas energias como educadores e mostra que temos muitos talentos nas escolas. É uma emoção inexplicável ver que todo o esforço vale a pena — ressaltou a professora Adriana de Souza Valle Cottis, da Escola Estadual Marechal Zenóbio da Costa, de Nilópolis. Ela foi uma das docentes premiadas durante o evento.
Foto: Sandra Barros
Foto: Sandra Barros
Seeduc realiza campanha de doação de sangue
Nesta quarta-feira (27/05), servidores da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) participaram de uma campanha de doação de sangue realizada na sede da pasta, na Cidade Nova, Região Central do Rio. A ação foi promovida em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e a Polícia Civil, com o objetivo de aumentar o estoque do Hemorio.
– Doar sangue é um gesto de solidariedade e pode salvar vidas, contribuindo para a recuperação de saúde de muitas pessoas. Agradeço a todos os servidores que puderam colaborar com essa campanha tão importante e necessária – destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
O projeto é desenvolvido pela Seeduc, juntamente com o Hemorio, há três anos. Em tempos de férias, feriados prolongados ou festas regionais, quando os estoques dos bancos de sangue estão reduzidos, iniciativas como esta ajudam a atender a demanda. A doação de uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas.
– Acho que a principal importância desta campanha é a empatia, a colaboração, o amor ao próximo em primeiro lugar, antes de qualquer instituição, porque o sangue você não compra, o sangue você só doa. E é através da doação que você consegue salvar vidas – disse a assistente Ana Lucia de Oliveira Raposo, da Assessoria de Comunicação, que integra a equipe organizadora do evento.
Foto: Sandra Barros
Para o policial Ailton Barreto Castricini, do gabinete de Gestão de Pessoas da Polícia Civil (DGGP), nós só sentimos a falta de um banco de sangue quando sofremos um acidente e percebemos que nossa vida está em risco. Agentes da corporação também aderiram à campanha.
– Num acidente, o que mais você precisa é de um suporte que venha, se for o caso, da doação de sangue. Na função policial, a gente vive tendo ferimentos de perfuração por arma de fogo e perde muito sangue. Então, precisamos desse auxílio da sociedade. Por isso, queremos disponibilizar também o nosso sangue para que as pessoas sejam beneficiadas com isso – contou Ailton.
O coronel Aristeu Leonardo Tavares, da Reserva da PM e assessor especial da Sedcon, lembrou que, aos 18 anos, foi levado pelo pai para doar sangue. Durante muitos anos, ele aproveitou o check-up na corporação para fazer sua doação ao Hospital da Polícia Militar. E hoje, como não está mais na ativa, doa para o Hemorio.
– Entendo ser fundamental a doação de sangue, na verdade vital. Nós temos a obrigação cidadã de doarmos para as pessoas que estão necessitadas nesse momento, lembrando que amanhã poderemos ser nós – afirmou o coronel.
Foto: Sandra Barros
Segundo a médica Cristiane Amaral Garcia Mendonça, do Hemorio, a campanha é uma forma de captar pessoas que estão em boas condições físicas para doar sangue, já que não existe um substituto industrial. Ela disse que é fundamental que outras instituições e empresas promovam essa ação não só para aumentar as doações, mas conscientizar a população.
– Pacientes atendidos pela rede pública, como vítimas de acidentes, de cirurgias e onco-hematológicos, são os que mais consomem sangue. E precisamos manter o Hemocentro abastecido, para que toda a rede consiga receber esse material. Os estoques estão sempre em baixa, porque o consumo é muito grande. Há pacientes que fazem mais de uma transfusão todas as semanas – contou a médica.
Para ser um doador, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 kg e estar com boa saúde. Jovens de 16 e 17 anos precisam de autorização e presença dos responsáveis.
– Eu me sinto muito feliz em poder ajudar o próximo, sempre faço isso e acho que é um ato de amor. Sou doadora há uns três anos, desde quando fui doar para o filho de um amigo – afirmou a servidora Mariléia Moraes de Carvalho, lotada na Subsecretaria Administrativa (SUBAD) da Seeduc.
Foto: Sandra Barros
Fotos: Equipe do projeto Jovem Repórter, formada por Beatriz Miranda Lopes Da Silva, Júlia Maria Rangel Anunciação de Oliveira e Manuella Sousa de Oliveira, do Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil Suécia
Alunos da rede estadual assumem mandato no 17º Parlamento Juvenil da Alerj
Durante o programa, estudantes vivenciam atividade dos deputados e apresentam propostas que podem virar leis no estado
Um grupo de 97 alunos da rede estadual tomou posse, nesta segunda-feira (25/05), no 17º Parlamento Juvenil da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Palácio Tiradentes. A iniciativa proporciona aos jovens uma imersão no processo legislativo e ocupação de um espaço de protagonismo na política fluminense. Durante o programa, os estudantes representarão seus municípios e terão a oportunidade de experimentar o dia a dia dos parlamentares e apresentar propostas que podem virar leis no estado.
— Essa iniciativa é fundamental para a formação do pensamento crítico e da identidade dos nossos estudantes. Precisamos garantir que os alunos estejam cada vez mais inseridos, atuantes, sendo protagonistas, além de espalhar bons exemplos para todo o estado — destacou a secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Calaça.
Fotos: Equipe do projeto Jovem Repórter, formada por Beatriz Miranda Lopes Da Silva, Júlia Maria Rangel Anunciação de Oliveira e Manuella Sousa de Oliveira, do Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil Suécia
A sessão de abertura do Parlamento Juvenil marcou o início oficial das atividades. Após assumirem seus mandatos, os estudantes do Ensino Médio vivenciarão a rotina legislativa e discursarão na tribuna, durante a semana, para apresentar demandas e projetos de lei que representam seus municípios. O projeto simula os moldes do parlamento convencional, com direito à escolha da Mesa Diretora, Regimento Interno e votação em plenário.
— Quero aprender e passar um pouco das demandas de meu município, com importantes pautas, voltadas, principalmente, para a educação — comentou o jovem parlamentar Kayson Junior da Silva Oliveira Toledo, do Colégio Estadual Sérvulo Melo, representante do município de Silva Jardim.
Após a realização do Parlamento Juvenil, os melhores projetos de lei são encaminhados para a ciência do governador. Todas as discussões realizadas durante a semana são acompanhadas por deputados estaduais e podem se tornar uma lei estadual. Até hoje, cinco propostas apresentadas por parlamentares juvenis se transformaram em leis que estão em vigor no estado do Rio de Janeiro.
— Nós estamos aqui aprendendo, crescendo e defendendo projetos para todos nós e para as gerações futuras — declarou Melissa Mara da Silva Julião, jovem parlamentar do Ciep 111 Gelson Freitas, em Mesquita.
Fotos: Equipe do projeto Jovem Repórter, formada por Beatriz Miranda Lopes Da Silva, Júlia Maria Rangel Anunciação de Oliveira e Manuella Sousa de Oliveira, do Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil Suécia
Todos os representantes eleitos participarão da experiência parlamentar com apoio integral da Alerj, que cobre despesas de transporte, alimentação e estadia.
Criado em 1998, o Parlamento Juvenil é um projeto da Alerj em parceria com a Secretaria de Estado de Educação que envolve as escolas estaduais de todos os municípios do Rio de Janeiro. O grupo eleito para esta edição é formado majoritariamente por mulheres e está marcado pela inclusão, incluindo estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e paralisia cerebral, reforçando a representatividade e superação.
— Tem sido uma imersão de muito aprendizado e conhecimento de todo o estado — disse Joyce de Souza, aluna do Colégio Estadual Maria da Conceição Pereira Pinto e parlamentar juvenil de Bom Jesus do Itabapoana.
Fotos: Equipe do projeto Jovem Repórter, formada por Beatriz Miranda Lopes Da Silva, Júlia Maria Rangel Anunciação de Oliveira e Manuella Sousa de Oliveira, do Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil Suécia
Foto: Ellan Lustosa
Enem 2026: inscrições abertas até o dia 5 de junho
Estudantes concluintes do Ensino Médio da rede pública terão inscrição automática, mas deverão confirmar participação na Página do Participante
Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Os interessados devem se inscrever, exclusivamente, pela Página do Participante, até o dia 5 de junho. O prazo vale também para os pedidos de atendimento especializado e tratamento por nome social. Uma das novidades deste ano é que os estudantes da 3ª série do Ensino Médio da rede pública já estão inscritos automaticamente no exame, por meio dos dados enviados ao MEC pelas redes de ensino. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.
Apesar da inscrição automática, os estudantes concluintes do Ensino Médio deverão acessar a Página do Participante para confirmar a participação e complementar informações, como escolha do local de provas, opção de língua estrangeira e, se for necessário, recursos de acessibilidade.
Os participantes que tiveram a isenção da taxa de inscrição aprovada também deverão realizar a inscrição no exame.
Para os estudantes não isentos, a taxa de inscrição continua no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto, PIX, cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança até o dia 10 de junho.
Certificação
O Enem 2026 continuará possibilitando a certificação de conclusão do Ensino Médio para participantes maiores de 18 anos. Para utilizar o exame com essa finalidade, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição.
Atendimento especializado
Os participantes que necessitam de atendimento especializado poderão solicitar apoio no momento da inscrição. Esse atendimento é para pessoas com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.
Nome social
Participantes travestis, transexuais ou transgêneros terão o nome social utilizado automaticamente, conforme os dados cadastrados na Receita Federal. Antes de se inscrever, o candidato deverá verificar se seu cadastro na Receita está atualizado.
Pé-de-Meia
Os beneficiados do Pé-de-Meia que concluírem o Ensino Médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para as demais parcelas do programa.
Mais locais de prova
Neste ano, a previsão é que cerca de 10 mil escolas receberão o exame em todo o país. Para facilitar o acesso e reduzir custos, a ideia é que 80% dos estudantes da rede pública façam as provas na própria escola onde estudam.
CRONOGRAMA:
- Inscrições: de 25 de maio a 5 de junho
- Pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 10 de junho
- Solicitação de tratamento por nome social: de 25 de maio a 5 de junho
- Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho
- Resultado do atendimento especializado: 19 de junho
- Recurso do atendimento especializado: de 22 a 26 de junho
- Resultado do recurso: 3 de julho
- Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro
Foto: Ellan Lustosa
Colégio Estadual Jornalista Maurício Azedo retoma aulas em espaço adaptado na Central do Brasil
Unidade da rede estadual ganha estrutura provisória para garantir continuidade do ano letivo de 120 estudantes
Os alunos do Colégio Estadual Jornalista Maurício Azedo, localizado no Caju, já retomaram as aulas em um novo espaço adaptado no prédio da Central do Brasil. A iniciativa da Secretaria de Estado de Educação garante a continuidade do ano letivo e evita prejuízos pedagógicos aos 120 estudantes da unidade.
As turmas do Ensino Médio estão retornando gradualmente às atividades presenciais no novo endereço. Para facilitar o deslocamento, o Governo do Estado disponibilizou transporte especial diário entre o Caju, onde funcionava a antiga escola, e a nova unidade.
Foto: Ellan Lustosa
O espaço, anteriormente ocupado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), foi cedido pela Secretaria de Estado da Casa Civil e passou por adequações para receber a comunidade escolar. A estrutura conta com seis salas de aula, cozinha, refeitório, banheiros e áreas administrativas para atendimento aos servidores.
– Somos profundamente gratos pela atenção e sensibilidade do governador Ricardo Couto e da secretária de Educação, Luciana Calaça, diante de uma causa que, por muito tempo, aguardou o cuidado e a prioridade necessários. A força da comunidade do Caju, somada ao apoio da Seeduc e da Regional Metropolitana VI, tornou possível a conquista de um espaço provisório digno para garantir o ano letivo de 2026 aos nossos estudantes – disse a diretora-geral da unidade, Monica Tadeu Neves de Azevedo.
Foto: Ellan Lustosa
A mudança é temporária, até a conclusão da nova sede do Colégio Estadual Jornalista Maurício Azedo, que está sendo construída pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), no bairro do Caju, a cerca de 350 metros da antiga unidade.
– Estou muito feliz com o novo espaço, porque assim nosso ano letivo não será prejudicado – afirmou a aluna Ana Kelly Nunes de Lima.
Para garantir uma retomada organizada das atividades, equipes da escola realizaram, desde o início da semana, ações de acolhimento e integração com estudantes, responsáveis e professores, apresentando o novo espaço e alinhando a dinâmica das atividades pedagógicas. Também foi elaborado um Plano Especial de Estudos para recompor conteúdos e assegurar o cumprimento do calendário letivo.
– Estamos trabalhando para garantir que nenhum estudante seja prejudicado no processo de aprendizagem. Toda a estrutura foi preparada para acolher os alunos e permitir a retomada das aulas com segurança, organização e qualidade – destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Ellan Lustosa
Mais de 5,4 mil professores conquistam migração para 30 horas na rede estadual do Rio
Medida do Governo do Estado fortalece a carreira docente e amplia a permanência dos profissionais nas escolas
Mais de 5,4 mil professores da rede estadual foram convocados, somente este mês, para a migração da carga horária de 18 para 30 horas semanais. Nesta sexta-feira (22/05), o Governo do Estado do Rio fez uma nova convocação no Diário Oficial, contemplando mais de 2 mil docentes. A medida atende a uma reivindicação antiga da categoria.
A ampliação da carga horária garante impacto direto na remuneração dos profissionais beneficiados e integra o conjunto de ações implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, para fortalecer a carreira docente, aumentar as oportunidades de crescimento profissional e melhorar as condições de trabalho na rede estadual. A migração também contribui para ampliar a permanência dos docentes nas unidades escolares, fortalecendo o vínculo com a comunidade escolar e garantindo maior continuidade pedagógica aos estudantes.
Os rendimentos destes profissionais serão atualizados de acordo com a tabela de vencimentos do Professor Docente I – 30h, assim que a folha de pagamento processar a alteração de jornada. A mudança de regime poderá refletir, de acordo com cada caso, em benefícios incorporados à aposentadoria. O processo também não implica prejuízo na progressão da carreira, sendo assegurada a manutenção do nível e referência em que se encontravam antes da migração, conforme o Plano de Carreira do Magistério.
Qualificação e promoção de servidores
Além da migração de carga horária, a política de valorização da categoria inclui avanços funcionais e incentivo à formação continuada. Foram realizadas 476 promoções por formação, assegurando mudança de nível para professores que concluíram pós-graduação lato sensu. Outros 94 docentes passaram a receber adicional de qualificação após a conclusão de mestrado ou doutorado. Entre os servidores administrativos, também foram efetivados 73 processos de progressão e promoção funcional.
A Secretaria de Educação também ampliou o investimento em formação continuada, com a criação de 15 novos cursos voltados aos profissionais da rede estadual. As capacitações são alinhadas à progressão de carreira e à concessão de adicional de qualificação, com potencial de alcance de cerca de 61 mil servidores. Os cursos abordam temas estratégicos para a educação pública, como liderança e gestão escolar, avaliação da aprendizagem, tecnologias digitais, combate à evasão escolar, metodologias ativas, sustentabilidade, gestão democrática e políticas públicas educacionais.
Foto: Ellan Lustosa
Diretora, professoras e estudantes posam na entrada do MAST
Alunos de escola estadual da Ilha Grande visitam o Museu de Astronomia e Ciências Afins
Estudantes conheceram instrumentos e lunetas que serviam para observar o céu e fazer a medição da hora legal no país
Mais de 30 alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Brigadeiro Nóbrega, da Ilha Grande, em Angra dos Reis, visitaram o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), em São Cristóvão, na última quinta-feira (14/05). O passeio, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e a instituição, foi um verdadeiro mergulho na história do desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil, proporcionando aos estudantes um pouco mais de conhecimento sobre as máquinas e os instrumentos utilizados para observar o céu e determinar a hora legal no país.
Para a diretora-geral da unidade, Raquel Guerra Jordão, a visita foi uma oportunidade enorme para os jovens vivenciarem uma experiência que vai enriquecer ainda mais o que eles estudam em sala de aula.
– Nossos alunos não têm muita facilidade de sair da ilha. É mais difícil porque a gente está num local de difícil acesso, na Ilha do Abraão, que depende de barco e de outra condução. É uma logística bem complicada. Então, quando temos a possibilidade de levá-los a algum lugar para viverem algo que vai trazer mais conhecimento, nós agarramos a oportunidade com todas as forças – disse a diretora.
Durante a visita, os estudantes foram acompanhados de uma guia e puderam conhecer centenas de objetos da reserva técnica do museu. Os equipamentos e instrumentos científicos ficam expostos em quatro grandes salas, organizadas por áreas como Astronomia, Meteorologia, Navegação, Medição do Tempo e Eletricidade & Magnetismo.
Foto: Ellan Lustosa
Segundo o aluno Rafael Ceia Salabert, de 17 anos, o passeio ao MAST pode ser muito útil nas aulas de Ciência na escola, além de servir como inspiração para o seu futuro profissional, já que pretende seguir a carreira militar, ingressando na Marinha.
– Achei um projeto legal da escola, porque estamos aprendendo mais sobre um tema muito interessante. São coisas que depois os professores podem aproveitar e explorar na sala de aula – afirmou Rafael.
Um dos espaços que mais chamou a atenção dos estudantes foi o histórico pavilhão das lunetas, onde ficam as cúpulas de observação astronômica de diferentes tamanhos, erguidas há mais de 100 anos. Numa das estruturas, está instalada a luneta do Círculo Meridiano de Gautier, construída pelo fabricante francês Paul Ferdinand Gautier, um instrumento de precisão utilizado até a década de 1960 para determinar a posição das estrelas e a hora exata no Brasil.
– Está sendo uma experiência muito rica, porque são coisas novas que estamos vendo e não imaginávamos. Por exemplo, a exposição da luneta gigante e o meteorito que vimos aqui. Isso foi o que mais me chocou, porque ele é muito pesado e tão pequeno. Foi bem interessante – destacou o aluno Cassiano de Oliveira Guedes, de 17 anos, que espera compartilhar com os professores tudo o que viu e aprendeu no museu.
Foto: Ellan Lustosa
O aluno Rafael Salabert observa a luneta de Gautier
O MAST fica situado no conjunto arquitetônico e paisagístico do antigo Observatório Nacional, em uma área de aproximadamente 44 mil m², no Morro de São Januário. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o local abriga 16 edificações da década de 1920, além de um acervo que reúne mais de dois mil objetos, como instrumentos, máquinas, equipamentos, mobiliário e esculturas.
Para Stéphanie Lopes, coordenadora pedagógica da escola, o passeio ao museu ajuda a despertar a curiosidade sobre o tema, a aprendizagem e o desejo de conhecer locais diferentes, além do que é visto e ensinado nos livros.
– As oportunidades de visitar lugares como este são bem raras, porque vivemos numa comunidade isolada. Então, para eles é fundamental ter essa vivência. Vai servir para aplicação no dia a dia prático deles, como foi falado aqui, como é regulado o horário... Eles já vão ter esse entendimento, diferentemente de quando você está só numa sala de aula – disse Stéphanie.
Foto: Ellan Lustosa
Estudantes visitam o Pavilhão das Lunetas
Foto: Ellan Lustosa
Governo do Estado convoca mais de 1,8 mil professores para migração de carga horária
Medida amplia jornada de docentes da rede estadual para 30 horas semanais
A Secretaria de Estado de Educação convocou 1.810 professores aprovados no processo de migração da carga horária de Professor Docente I, de 18 para 30 horas semanais. A medida garante aos docentes uma remuneração compatível com a nova jornada, além de ampliar o tempo destinado à regência, ao planejamento pedagógico e à formação continuada.
A iniciativa atende a uma demanda histórica da categoria e reforça o compromisso da gestão estadual com o fortalecimento da educação pública e com a valorização da carreira do magistério. Os professores aprovados deverão comparecer às Coordenadorias de Gestão de Pessoas das diretorias regionais de sua lotação para a escolha das vagas e definição dos horários das aulas.
O novo regime de 30 horas semanais será composto por 20 horas de efetiva regência e 10 horas destinadas ao planejamento e estudo, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A migração preserva a classificação do docente na unidade escolar para fins de alocação em turmas e turnos, além de assegurar a manutenção do nível e da referência na carreira, conforme previsto no Plano de Carreira do Magistério.
Com a alteração da jornada, os vencimentos dos profissionais serão atualizados de acordo com a tabela salarial do Professor Docente I de 30 horas. A medida também representa um avanço para a trajetória funcional dos servidores, com reflexos positivos em benefícios futuros, incluindo a aposentadoria.
Foto: Ana Carolina Gonçalves
Jovens Repórteres da rede estadual de ensino se destacam no Festival LED
Durante o evento, os alunos entrevistaram especialistas e descobriram a importância de debater o futuro da educação
Os alunos que integram o Projeto Jovem Repórter da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro fizeram a cobertura jornalística da 5ª edição do Festival LED — Luz na Educação, promovido pela TV Globo e realizado no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, nos últimos dias 15 e 16 de maio. O evento reuniu estudantes, professores, especialistas nacionais e internacionais em uma programação diversa e gratuita, com palestras, debates, oficinas e reflexões sobre temas essenciais para o presente e o futuro da educação.
A iniciativa faz parte de uma parceria com o Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj) e visa incentivar o protagonismo estudantil em grandes eventos realizados no estado.
— É motivo de muito orgulho olhar esses jovens em um evento tão importante que discute o futuro da nossa educação. Ainda mais tendo essa missão especial, que é produzir conteúdo e vivenciar, na prática, o exercício da comunicação — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Durante o festival, os estudantes realizaram entrevistas, registraram os bastidores e acompanharam as programações, além de se conectarem com especialistas, ampliando repertórios e experimentando o jornalismo em um dos maiores eventos de educação do país.
— Como Jovem Repórter, é importante participar da cobertura deste evento. Uma vez que somos pontes entre um projeto incrível e o público que nos acompanha nas redes sociais da Seeduc-RJ. Este é um local repleto de conhecimento e oportunidades, que inspira não apenas a minha geração, mas todas — disse Ana Clara de Souza, de 17 anos, aluna do Ciep 117 Carlos Drummond de Andrade – Brasil-Estados Unidos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
O Projeto Jovem Repórter é resultado de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação (Seeduc-RJ), da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais. A iniciativa permite que estudantes da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem como repórteres na cobertura de eventos oficiais.
Em 2026, os alunos que participam do projeto já fizeram a cobertura jornalística do Rio Fashion Week e do Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude. Ao longo deste ano, eles serão convidados ainda a fazer a cobertura de diversas ações do Governo do Estado, produzindo conteúdo para site e mídias sociais, além de fazerem reportagens sobre ações realizadas na escola e na comunidade.
Os estudantes do Ciep 218 Ministro Hermes Lima - Brasil-Turquia, em Duque de Caxias, do Colégio Estadual Herbert de Souza, em Rio Comprido, e do Colégio Estadual Hispano Brasileiro, no Méier, também tiveram a oportunidade de participar do evento.
Foto: Ana Carolina Gonçalves
Projeto de sucesso transforma vida
A programação do Festival LED também contou com a participação de Eloah Mota, ex-integrante do Projeto Jovem Repórter, que hoje cursa Estudos de Mídia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela integrou uma mesa sobre letramento midiático, reforçando a importância da formação crítica no ambiente digital. O convite surgiu porque ela foi umas das vencedoras do 1º prêmio destinado aos jovens repórteres na Olimpíada Digital.
— Estar aqui tem um significado muito especial. É gratificante receber um reconhecimento, principalmente saindo de um espaço que, muitas vezes, é cheio de desafios. Esta oportunidade possibilita que eu ocupe um lugar importante, onde posso compartilhar minhas vivências e perspectivas. Estou honrada demais por representar tantos jovens que sonham em ocupar espaços como esse — contou Eloah, que também estudou no Ciep 117 Carlos Drummond de Andrade – Brasil-Estados Unidos.
O que é Festival LED?
A 5ª edição do Festival LED – Luz na Educação reuniu uma programação gratuita com debates sobre o futuro da educação no Brasil. Com curadoria da Fundação Roberto Marinho, o evento contou com mais de 20 atividades entre palestras, mesas e oficinas, além de encontros com especialistas nacionais e internacionais das áreas de educação, cultura, tecnologia e comunicação.
Entre os principais temas desta edição, estão os impactos da tecnologia na educação, o papel da escola na formação de leitores críticos em um cenário de desinformação e os efeitos do uso excessivo de telas na vida de crianças e adolescentes. Houve ainda discussões sobre arte, cultura e convivência como dimensões fundamentais da formação integral dos estudantes, além de políticas públicas voltadas ao ensino de artes.
— Achei incríveis as experiências que nós vivemos aqui. Acredito que é muito importante essa questão de relacionar tecnologia com educação. O mais legal foi olhar os jovens querendo entender sobre essas temáticas — contou Maria Clara Xavier, aluna do Ciep 218 Ministro Hermes Lima - Brasil-Turquia.
Foto: Ana Carolina Gonçalves
Foto: Sandra Barros
Alunos da rede estadual de Volta Redonda participam do Interclasse 2026
Iniciativa tem como objetivo incentivar o espírito esportivo dentro e fora das quadras
Torcida organizada, competições diversas e muito frio na barriga. Foi assim que o Colégio Estadual Piauí - Intercultural Brasil-França, em Volta Redonda, realizou a abertura oficial do Interclasse 2026, nesta segunda-feira (18/05). A iniciativa conta com a participação de aproximadamente 190 estudantes do Ensino Médio Integral e tem como objetivo estimular o espírito esportivo dentro e fora das quadras.
— Ações pedagógicas como essas são fundamentais para despertar o amor pelas práticas esportivas e trazer disciplina para os estudantes. É maravilhoso ver o corpo docente realizando esse tipo de trabalho. Acreditamos que iniciativas assim precisam ser replicadas — afirmou a secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Calaça.
Durante a competição, os alunos têm acesso a diversas modalidades esportivas, como atletismo, vôlei, futebol de campo, futsal, xadrez, dama e queimada.
— O objetivo é promover a prática esportiva e recreativa na Educação Física, incentivando a integração, a socialização e valores como disciplina. O foco está em atividades competitivas inclusivas — destacou a professora de Educação Física Eveline Patrícia, que está à frente da iniciativa há três anos.
O Interclasse é realizado há cinco temporadas na unidade e, neste ano, conta com a participação de sete turmas.
— Estou participando pela primeira vez da competição. Gostei muito da atmosfera do colégio, que promove essa interação entre os alunos. Meu desafio é treinar para o xadrez. Essa modalidade me acalma e exige muita concentração — contou Aksa dos Santos, aluna da 1ª série do Ensino Médio.
Foto: Sandra Barros
Jovens Repórteres brilham na cobertura
A edição deste ano foi para lá de especial para a unidade e teve um reforço de peso: as alunas que integram o Projeto Jovem Repórter tiveram a oportunidade de fazer a cobertura jornalística do evento. Elas acompanharam cada lance, registraram os bastidores, entrevistaram os participantes e trouxeram toda a emoção da competição, que agitou a escola. Além disso, jogaram para ajudar suas equipes.
— Para mim, está sendo muito importante. É uma oportunidade única e autêntica, pois consigo estar em três lugares ao mesmo tempo: na torcida, jogando e fazendo a cobertura pelo projeto — contou Ana Luiza Camporezi, jovem repórter da unidade escolar, que atua como fotógrafa.
Foto: Sandra Barros
O Projeto Jovem Repórter é resultado de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação (Seeduc-RJ), da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais. A iniciativa permite que estudantes da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem como repórteres na cobertura de eventos oficiais.
Em 2026, os estudantes que participam do projeto já fizeram a cobertura jornalística do Rio Fashion Week, do Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude e do Festival LED. Ao longo deste ano, eles ainda serão convidados a fazer a cobertura de diversas ações do Governo do Estado, produzindo conteúdo para site e mídias sociais, além de realizarem reportagens sobre ações desenvolvidas na escola e na comunidade.
Foto: Sandra Barros
Foto: Sandra Barros
Alunos do Projeto Jovem Repórter fazem cobertura jornalística do lançamento do 3º Concurso Literário Arcádia Iguaçuana
Iniciativa é voltada para estudantes do ensino público e privado de Nova Iguaçu e visa incentivar o interesse pela literatura
Nesta terça-feira (19/05), foi lançado o 3º Concurso Literário da Arcádia Iguaçuana, voltado para os alunos das redes de ensino público e privado do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação busca despertar o interesse dos jovens pela literatura, pela reflexão crítica e pela escrita criativa, ao mesmo tempo em que destaca a importância das mídias sociais no cotidiano. O evento contou com a cobertura jornalística dos estudantes que integram o Projeto Jovem Repórter, que produziram conteúdo para as redes sociais da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ).
— Esta iniciativa é fundamental para a formação do pensamento crítico e da identidade dos estudantes. Uma experiência muito rica para eles, além de abrir portas para a descoberta de novos caminhos — declarou a secretária de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
Promovido pela Associação Arcádia Iguaçuana dos Amigos da Arte e Cultura de Nova Iguaçu, o concurso visa criar um espaço onde os alunos possam desenvolver suas habilidades linguísticas e literárias, além de fomentar a criatividade e o pensamento crítico, no intuito de valorizar e divulgar a produção dos estudantes, contribuindo para o reconhecimento do talento jovem e o fortalecimento da cultura literária no município. Neste ano, o tema será ‘A volta do homem ao espaço... Qual sua opinião?’.
— Estamos muito felizes com a realização desta terceira edição do concurso. Não podemos negar o poder da literatura e sua função social, e esse incentivo, com nossa ação, despertará nesses jovens cada vez mais o interesse para os livros — afirmou Tereza Petsold, presidente da Arcádia Iguaçuana.
Nesta edição, a iniciativa contará com a participação das escolas de rede estadual que oferecem Ensino Médio no município da Baixada, além das mais de 270 escolas particulares. O processo será realizado em algumas etapas de classificação, e a premiação final está prevista para o dia 20 de setembro, na Câmara Municipal de Nova Iguaçu. Os vencedores ganharão notebook tablet e Kindle.
— Essa dinâmica é muito interessante, pois esse encontro vai além do aprendizado básico. Sou também oriundo de uma escola estadual e, graças à educação, consegui alcançar meus objetivos. É um momento de interação e conhecimento, e desejamos que seja divertido para todos — frisou Tiago Dionísio da Silva, superintendente de Projetos Estratégicos da Seeduc-RJ
Desde a fundação, a Arcádia tem se dedicado a realizar projetos que inspiram a comunidade e fomentam a integração entre diferentes expressões culturais. Em 2024, promoveu palestras educativas, um concerto musical e organizou a exposição ‘Nova Iguaçu em Suas Mãos’, no Shopping da Pedreira. Durante um mês, a mostra encantou os visitantes com uma rica visão sobre a cidade.
— O projeto está trazendo cada vez mais interessados, bem legal ver a movimentação das escolas. Queremos que, mais uma vez, o vencedor deste concurso venha da nossa rede estadual de ensino — destacou a coordenadora de Ensino da Regional Metropolitana I, Nanci Pilar.
Foto: Sandra Barros
Uma equipe do Projeto Jovem Repórter esteve presente no lançamento da 3ª edição do concurso. Andressa Santos e Gyselle Silva, alunas do Ciep 026 São Vicente de Paula - Intercultural Brasil-Suécia, fizeram a cobertura jornalística do evento e conferiram todos as novidades da ação.
O Jovem Repórter é uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação, da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais. Em sua terceira edição, a iniciativa permite que estudantes da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem como repórteres na cobertura de eventos oficiais.
— É de extrema importância que os nossos jovens repórteres participem de eventos assim, que trazem mais oportunidades e, principalmente, o fortalecimento acadêmico do estado do Rio de Janeiro — disse a secretária Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
Foto: Ellan Lustosa
Seeduc participa do 2º Summit de Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa
A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) participou do 2º Summit de Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa, realizado entre os dias 13 e 15 deste mês na Fundação Cesgranrio, no Rio de Janeiro. A presença da pasta é parte de uma parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). A iniciativa visa reforçar a importância da inclusão para fortalecer a educação, o cuidado e o desenvolvimento social de crianças e jovens.
Durante o evento, os participantes debateram soluções inovadoras e desafios comuns entre países de língua portuguesa, como saúde mental, envelhecimento populacional e emergências de saúde pública.
— A presença da Seeduc passa, primeiramente, pelos nossos estudantes, que vivenciaram e viram de perto pautas da política de cuidado, que começa na infância e atravessa a educação e a saúde. Uma vez que a juventude compreende a relevância desse tema hoje, teremos cidadãos muito mais conscientes na política de cuidado no futuro — destacou a secretária de Educação, Luciana Calaça.
O convite para participar do Summit reflete também a atuação de Luciana Calaça na primeira edição em 2025, realizada em Lisboa, Portugal. Na ocasião, então presidente da Fundação Leão XIII, ela liderou o projeto desenvolvido pelas assistentes sociais da Vila Residencial de Idosos de Nova Sepetiba, abrigo da instituição na Zona Oeste do Rio, trabalho que virou novamente destaque no encontro internacional.
Foto: Ellan Lustosa
Alunos instrumentistas encantam público
Na abertura do evento, cinco estudantes do Ciep 131 Professora Armanda Álvaro Alberto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, se apresentaram para o público. Do quinteto, quatro alunas fazem parte da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, que, em abril, tocou na Praça de São Pedro, no Vaticano, durante audiência pública com o Papa Leão XIV. O grupo, formado exclusivamente por meninas estudantes da rede pública do Rio de Janeiro, viajou para a Itália com outras instrumentistas.
— Foi maravilhoso para a gente participar desses dois eventos. É muito gratificante saber que estamos levando a nossa música e a história de vida de cada uma de nós, principalmente por sermos de escola pública — contou Luíza Belmiro, de 16 anos, que toca flauta.
Estudantes do Colégio Estadual Guilherme Briggs - Intercultural Brasil-Espanha, em Niterói, que integram o Projeto Jovem Repórter, também estiveram no encontro fazendo a cobertura jornalística. Eles gravaram entrevistas com os participantes e apuraram informações sobre as ações desenvolvidas durante o Summit. O projeto é um sucesso em toda a rede e está em sua terceira edição, com a participação de representantes de todo o estado, cobrindo eventos oficiais de uma forma mais leve e descontraída.
— Achei muito interessante participar desta cobertura. O Summit traz luz a uma problemática atual. É fundamental que nós, estudantes de escolas públicas, estejamos nesses espaços internacionais, debatendo, vivenciando e construindo o futuro — disse o aluno Samuel Victor.
Foto: Ellan Lustosa
Saiba mais sobre o evento
Com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o encontro internacional reuniu mais de 120 palestrantes em 28 sessões para debater soluções inovadoras e desafios comuns enfrentados no dia a dia por países de língua portuguesa, como a tuberculose, a malária e o crescimento da população idosa, que já soma 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos.
— A realização deste evento reforça ainda mais a importância do Rio de Janeiro como um espaço estratégico para o debate internacional sobre políticas de cuidado e integração social. É fundamental que tenhamos iniciativas que priorizem soluções mais humanizadas e eficientes para a população — afirmou a secretária Luciana Calaça.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Sandra Barros
Comissão Intergestores Bipartite da Educação inicia seus trabalhos
Primeira reunião ordinária discutiu elaboração do regimento e proposta do novo Plano Estadual de Educação
Nesta sexta-feira (15/05), foi realizada a 1ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite da Educação do Rio de Janeiro (CIBE), na sede da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ), na Cidade Nova, Região Central do Rio. Criada a partir do Sistema Nacional de Educação, a comissão tem como objetivo estabelecer um regime de colaboração entre seus entes para viabilizar políticas públicas, sendo responsável pela pactuação e articulação entre o estado e os municípios fluminenses, organizando ações educacionais conjuntas.
Durante o encontro, foram discutidos diversos temas, como a elaboração do regimento, a proposta do novo Plano Estadual de Educação e o auxílio aos municípios para a elaboração de seus próprios planos, assim como a constituição de subcomissões temporárias – grupos de trabalho que discutirão o planejamento e a gestão destes projetos, alinhados com o planejamento nacional. A reunião também destacou a importância da transparência e da continuidade das políticas educacionais.
— Essa integração é fundamental. Precisamos apresentar e espalhar bons exemplos de nossa rede para todos e também aprender bastante. Nosso foco deve ser sempre criar as melhores condições para nossos alunos e todos os nossos servidores — afirmou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
A CIBE é um órgão colegiado de pactuação e articulação entre estados e municípios, criado para implementar o regime de colaboração educacional, alinhado à Lei Complementar Federal nº 220 de 31/10/2025. Esta iniciativa tem o intuito de fortalecer a cooperação entre o governo estadual e os municípios na gestão educacional, discutindo diretrizes, estratégias e mecanismos, e atuando na articulação de ações, programas e diretrizes para a melhoria da qualidade do ensino na rede pública.
— Estamos construindo os planos de ações estratégicas para a consolidação dessa estrutura. O objetivo, tanto nosso como o do Ministério da Educação, é agregação de todos os entes em um sistema unificado de gestão — declarou Pedro de Moraes, superintendente de Gestão das Regionais Pedagógicas e secretário-executivo da CIBE/RJ.
A comissão é composta por 12 membros, sendo seis representantes da Secretaria de Estado de Educação e os demais indicados pelos municípios, garantindo que as políticas estaduais considerem as necessidades dos municípios, atuando para definir políticas pedagógicas e de infraestrutura, podendo organizar subcomissões, de acordo com temas específicos, com a participação de especialistas e de representantes da sociedade civil organizada.
— Estamos aqui para fortalecer a colaboração entre todos, com a participação da sociedade civil. Vamos ter que elaborar um plano executivo e pensar também em formar subcomissões compostas por técnicos. Esse é apenas o pontapé inicial. Temos que trabalhar em conjunto e fazer a diferença — comentou Maria Virgínia Andrade Rocha Feitosa, secretária de Articulação da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e dirigente municipal de Educação de Nova Iguaçu.
A CIBE é o modelo de organização permanente da educação brasileira voltado à articulação e cooperação entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, buscando fortalecer o regime de colaboração previsto na Constituição Federal, promovendo maior coordenação entre os diferentes sistemas de ensino, alinhamento de políticas públicas e atuação conjunta para garantir o direito à educação com qualidade e equidade em todo o país.
Foto: Sandra Barros
A Comissão serve como espaço para negociação e definição de regras operacionais e administrativas entre gestores de educação (Secretaria Estadual e representantes dos secretários municipais). Sua função é pactuar ações educacionais, programas, critérios de distribuição de recursos e políticas conjuntas entre estado e municípios.
— Essa reunião facilitou nosso relacionamento para o início desta comissão. Temos o papel de facilitador. Foi um avanço importante a aprovação do regimento nessa 1ª reunião. Agora, vamos trabalhar de forma mais efetiva, com a participação de todos — destacou Pedro de Moraes.
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Seeduc realiza curso para servidores sobre Contratação Direta
Mais de 100 servidores participaram de um curso sobre Contratação Direta, promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ), nesta terça e quarta-feira (12 e 13/05), na sede da pasta, na Região Central do Rio. Durante os dois dias de capacitação, o professor Ícaro Bitar, especialista em Direito Administrativo e Licitações, abordou a formalização do processo de contratação direta, as hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação, esclarecendo as dificuldades, os riscos e as inovações normativas introduzidas pela Lei 14.133, de 2021.
A secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, destacou que o curso vai contribuir muito para o aprimoramento dos servidores envolvidos na condução dos processos de contratação não precedida de licitação.
– Este é um tema de extrema importância para a secretaria. A capacitação de nossos funcionários é fundamental para que a pasta cumpra as regras estabelecidas pela lei, observando princípios básicos como legalidade, moralidade, transparência e interesse público – disse a secretária.
A Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, estabelece normas gerais de licitação e contratação para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Sua implementação teve como objetivo reorganizar o regime brasileiro de contratações públicas, substituindo o modelo fragmentado anterior por uma estrutura normativa unificada e voltada à transparência.
Foto: Ellan Lustosa
Segundo Tatiane Barros, assessora da Subsecretaria Executiva, o curso teve o objetivo de capacitar os servidores diante das inovações trazidas pela lei, aperfeiçoando e assegurando o ciclo das contratações realizadas pela pasta. O treinamento foi acompanhado por Sandra Silvano, do Grupo Negócios Públicos - In Company, parceiro da Seeduc no evento, que reuniu mais de 100 pessoas no auditório da secretaria.
– Os servidores precisam desse tipo de capacitação, não só nessa área específica, mas em todas. Isso é importante para o crescimento profissional – afirmou Tatiane.
Foto: Ellan Lustosa
O professor Ícaro Bitar explicou que o curso tem uma abordagem prática, esclarecendo questões sobre o processo de contratação direta, e elogiou a participação da turma e a iniciativa da secretaria.
– A capacitação dos servidores públicos é um ativo muito importante, porque quem ganha com isso é a população, e as políticas públicas que são desenvolvidas na Seeduc – ressaltou Ícaro.
Midian Silva, da Coordenadoria de Articulação e Regulação de Parcerias (Coarpe), aproveitou a oportunidade para tirar dúvidas com o professor sobre um grande projeto que será lançado pela Seeduc no segundo semestre.
– O curso está sendo fundamental pra mim, porque a gente trabalha só com contratação direta na minha Coordenadoria. Caiu como uma luva. Estava aqui trocando para ver se realmente estou colocando o que estou aprendendo na minha prática do dia a dia. Isso realmente foi maravilhoso – disse Midian.
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Foto: Sandra Barros
Governo do Estado do Rio amplia oferta de cursos técnicos gratuitos para estudantes da rede estadual em parceria com a Firjan Senai
Iniciativa vai qualificar jovens em áreas com alta demanda no mercado de trabalho, como tecnologia, indústria criativa e eletrotécnica
Com foco na ampliação das oportunidades para jovens da rede pública e na aproximação entre educação e mercado de trabalho, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro firmou, nesta quarta-feira (13/05), uma parceria com a Firjan Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) para ampliar a oferta de cursos técnicos gratuitos para estudantes do Ensino Médio da rede estadual. Serão ofertadas aproximadamente 400 vagas, em quatro escolas da Tijuca, São Gonçalo, Itatiaia e Barra Mansa.
— A educação precisa dialogar diretamente com os sonhos e com o futuro dos nossos estudantes. Essa parceria amplia oportunidades, conecta os jovens às demandas do mercado de trabalho e fortalece a formação técnica dentro da rede estadual, preparando nossos alunos para novas possibilidades profissionais — declarou a secretária de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
Voltada para áreas estratégicas e com alta demanda no mercado de trabalho, a iniciativa oferecerá cursos como Programação de Jogos Digitais, Eletrotécnica, Panificação e Multimídia, ampliando as possibilidades de qualificação profissional para os jovens da rede estadual.
— Essa parceria traz uma perspectiva de melhora de vida para o nosso aluno. Ele não sai mais somente com o curso singular, mas, sim, com uma formação profissional. Entendemos que a empregabilidade é uma preocupação muito grande de toda a sociedade. E quanto mais capacitação profissional nós conseguimos proporcionar, mais os nossos alunos vão conseguir projetar sua vida profissional — destacou a subsecretária de Gestão de Ensino da Seeduc, Daniela Vasques.
Além da qualificação profissional, a parceria busca incentivar a permanência dos jovens na escola, utilizando inovação, tecnologia, indústria e economia criativa como ferramentas para ampliar perspectivas de futuro e desenvolvimento social.
— Acho que a questão da educação do nosso estado é uma prioridade. E nós, como Firjan Senai, pensamos no desenvolvimento econômico e social. E essa parceria vai na direção disso. Será inicialmente um projeto piloto em quatro escolas, mas, com certeza absoluta, irá para outras – disse o diretor regional da Firjan Senai, Alexandre dos Reis.
Foto: Sandra Barros
O projeto permitirá que os estudantes tenham acesso à formação técnica, experiências práticas e preparação para diferentes áreas de atuação profissional.
— Temos uma parceria de muitos anos com a Firjan Senai, e daqui a pouco vamos ter outros frutos, outras propostas em conjunto e novas oportunidades para os nossos alunos — enfatizou a subsecretária de Planejamento e Ações Estratégicas da Seeduc, Viviane Dorado.
As vagas estão distribuídas da seguinte maneira:
• Ciep 488 Ezequiel Freire, em Itatiaia – Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais (1 turma / 36 alunos);
• Ciep 493 Professora Antonieta Salinas de Castro, em Barra Mansa – Curso Técnico em Eletrotécnica (2 turmas / 72 alunos);
• Colégio Estadual Comendador Valentim dos Diniz (NATA), em São Gonçalo – Curso Técnico em Panificação (3 turmas / 108 alunos);
• Colégio Estadual José Leite Lopes, na Tijuca – Curso Técnico em Multimídia (3 turmas / 108 alunos);
• Colégio Estadual José Leite Lopes, na Tijuca – Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais (2 turmas / 72 alunos).
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Alunos do NATA em curso do Senai
Foto: Sandra Barros
Alunos de escola estadual de Copacabana recebem dicas de 35 executivos sobre carreiras e mercado de trabalho
Nesta terça-feira (12/05), cerca de 100 alunos do Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, em Copacabana, participaram de um encontro com 35 executivos de grandes empresas promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) em parceria com a ONG JA Rio de Janeiro e JA Brasil. O projeto, chamado ‘Executivos na Escola’, está completando 15 anos no Brasil e tem como objetivo apresentar aos estudantes do Ensino Médio da rede estadual as opções de carreiras e mercado de trabalho.
Durante o encontro, os executivos foram distribuídos em 10 turmas e compartilharam com os alunos suas trajetórias e experiências profissionais. Os estudantes puderam testar suas habilidades, fizeram autoavaliação, simularam entrevistas de empregos, aprenderam a desenvolver o currículo e tiraram dúvidas sobre Jovem Aprendiz, cursos de graduação e certificações, entre outros.
— Essa integração é fundamental. Iniciativas como essa precisam ser cada vez mais replicadas em nossa rede. Ela possibilita que nossos estudantes se conectem com infinitas possibilidades de carreira e tenham contato com profissionais bem-sucedidos. Nosso foco deve ser sempre criar as melhores condições para nossos alunos, no presente e no futuro — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
A diretora-executiva da JA Rio de Janeiro, Ana Luiza Silva, frisou que muitos desses estudantes não têm a oportunidade de ouvir as histórias de pessoas que comandam grandes empresas e multinacionais. Por isso, o evento é tão importante, para que conheçam mais sobre mercado de trabalho, inovação e novos empregos.
— Eu sempre disse que conexões transformam e acredito que, nestas quatro horas de encontro, conseguimos abrir os olhos deles para caminhos possíveis — afirmou Ana Luiza Silva.
O executivo Victor Bernacchi dos Santos, da Casa do Construtor, comentou sobre a experiência na sala de aula e o poder transformador das ações voltadas para os estudantes, visando ao mercado de trabalho.
— Tomara que o que a gente falou aqui possa reverberar neles e na família deles. Na minha turma, eram jovens do 1º ano e tentamos passar tranquilidade, pois eles ainda têm alguns anos para escolher a profissão — contou o empresário.
Foto: Sandra Barros
A analista tributária Gisele Lima, da Transportadora Associada de Gás (TAG), foi uma das palestrantes e falou também sobre a felicidade de poder conversar com os estudantes da escola que ela frequentou no Ensino Médio.
— É um privilégio estar aqui. Eu já havia participado de um projeto da JA como aluna desta escola, o Miniempresa. Poder voltar à sala de aula, onde fui aluna, mas agora como voluntária para falar do futuro do mercado de trabalho, é fantástico — disse Gisele.
Participaram ainda do evento executivos de empresas como TotalEnergies, BW Energy, Nissan Brasil, Grupo Globo, Axia, Sensidia, MetrôRio, BrasilCap, Construtora Sa Cavalcanti, entre outros.
Foto: Sandra Barros
Foto: Victor Mortatti
Alunos da rede estadual da Baixada Fluminense assistem ao jogo Fluminense x Vitória no Maracanã
Parceria entre Seeduc, Casa Civil e Secretaria de Cultura, iniciativa visa democratizar o acesso de estudantes a grandes eventos esportivos
Um grupo de alunos do Ciep 201 Aarão Steinbruch, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, viveu a experiência de assistir ao jogo entre Fluminense e Vitória, válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, realizado no Estádio Maracanã. A iniciativa é fruto de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação, da Casa Civil e de Cultura, com o objetivo de democratizar o acesso de estudantes a grandes eventos esportivos promovidos no estado e incentivar a prática esportiva, além de aproximar o torcedor do time.
— Essa é uma oportunidade que pode transformar vidas e mostrar novos horizontes a esses alunos que, muitas vezes, não têm acesso. Queremos que se sintam incluídos nesse grande movimento e, assim, despertar sonhos — disse a secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Calaça.
Para a aluna Raphaele Vitória, de 17 anos, torcedora do Fluminense, foi emocionante entrar no estádio considerado o coração do futebol brasileiro.
— Nós moramos em Caxias, próximo do Rio de Janeiro, e sempre ouvimos falar do Maracanã. Eu via fotos e olhava na televisão, mas nunca tinha vindo ao estádio. Aqui, tudo é muito diferente; é real, vivo, cheio de cores, e eu posso sentir — contou Raphaele.
Foi um dia de fortes emoções para os estudantes que viram o time carioca buscar o empate (2 a 2) no fim contra o Vitória, em um jogo de quatro gols no Brasileirão. A equipe do Rio abriu o placar no primeiro tempo, mas viu o adversário virar. No finalzinho da partida, o tricolor empatou, levando sua torcida – e os alunos da Baixada – ao êxtase, com a sensação de lutar até o último minuto e nunca desistir.
— Eu amei conhecer o Maracanã e assistir ao jogo do meu time do coração. Chorei em todos os momentos aqui. Hoje é o melhor dia da minha vida. Nunca vou esquecer — afirmou o aluno Carlos Henrique, de 16 anos, que não conseguia esconder o amor pelo clube das Laranjeiras.
O Estádio Jornalista Mário Filho foi construído para a Copa do Mundo da Fifa de 1950, sendo considerado o maior estádio do Brasil por muitos anos. O local serviu de palco para grandes nomes do futebol brasileiro, como Pelé, Garrincha, Rivellino, Zico, Roberto Dinamite, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho.
— Hoje, o Governo do Estado deu um passo importante neste projeto piloto, que tem como objetivo possibilitar que pessoas que nunca tiveram acesso ao Maracanã possam viver essa experiência inesquecível e realizem seus sonhos — destacou Hudson Vianna, assessor responsável por coordenar a ação no estádio.
A iniciativa busca possibilitar que estudantes acompanhem competições importantes do calendário do futebol deste ano, como a Taça Libertadores da América, a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil, além de outras modalidades esportivas, como vôlei e basquete.
— Temos realizado, no Governo do Estado, uma série de iniciativas para democratizar os espaços públicos e fortalecer o sentimento de pertencimento da população. Assim tem sido com os palácios, os eventos culturais e, agora, avançamos também na área esportiva. É um governo cada vez mais aberto e voltado para a população — declarou Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
Foto: Victor Mortatti
Foto: Sandra Barros
Seeduc lança Jornada de Matemática e Olimpíada de Linguagens para incentivar o protagonismo estudantil
As inscrições começam nesta segunda-feira (11/05) e vão até o dia 29 de maio
Nesta segunda-feira (11/05), começam as inscrições para a II Jornada de Matemática e a I Olimpíada de Linguagens. As competições têm como objetivo incentivar o protagonismo estudantil na rede estadual de ensino. Na última semana, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) realizou a cerimônia de lançamento das iniciativas, que buscam reforçar o compromisso com uma educação pública de qualidade, inclusiva e transformadora, além de evidenciar competências fundamentais para o desenvolvimento pedagógico dos alunos, como o pensamento crítico e a criatividade nas escolas fluminenses.
O evento foi marcado pela realização de uma roda de conversa, que reuniu professores, gestores e estudantes com trajetórias de destaque em olimpíadas do conhecimento. Além disso, houve debates importantes que abordaram o impacto dessas experiências na formação acadêmica, no desenvolvimento pessoal e na construção de projetos de vida de cada aluno.
— Este lançamento é fundamental para que tenhamos cada vez mais alunos engajados em competições do conhecimento. O nosso papel é criar estratégias para que as nossas unidades escolares possam orientar e informar os alunos sobre a importância de estarem inseridos. Temos como foco democratizar a participação em olimpíadas, ampliando, assim, a visão de mundo desses jovens — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Durante o lançamento, foram apresentadas orientações práticas para a adesão das unidades escolares às iniciativas. Os educadores receberam, ainda, instruções com informações sobre o regulamento, o cronograma e as inscrições que serão encaminhadas às escolas da rede por meio dos canais oficiais.
— Há mais de 15 anos, estimulo meus estudantes a se dedicarem ao estudo e ao desenvolvimento, buscando alcançar seus objetivos com olimpíadas. Apresentamos diversas oportunidades e, com dedicação, o sucesso é possível. Dispomos de um ciclo, um percurso e múltiplas possibilidades, acessíveis a todos os alunos — afirmou o professor de Matemática Roberto César, do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, medalhista de ouro na Olimpíada Brasileira dos Professores de Matemática.
Saiba mais sobre as olimpíadas
Em 2025, a I Jornada de Matemática premiou estudantes de sete escolas da rede estadual nas categorias ouro, prata e bronze. Mais de 200 equipes de diferentes regiões do estado participaram. A medalha de ouro foi conquistada pela equipe Meta, do Colégio Estadual Doutor Armando Sá Couto, em São Gonçalo.
A Jornada tem como foco a resolução colaborativa de desafios matemáticos, promovendo o protagonismo estudantil, o desenvolvimento de competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a valorização do ensino da Matemática de forma prática, lúdica e contextualizada.
— Foi incrível participar desse evento e ouvir outras pessoas. Eu acho importante aprender Matemática. A prática dela pode ajudar em várias situações. Tudo que a gente faz hoje tem a matemática — comentou o aluno medalhista de ouro Abraão da Silva, do Colégio Estadual Doutor Armando Sá Couto.
Já a Olimpíada de Linguagens - Retrato da Mulher no Rio de Janeiro: Desafios, Conquistas e Perspectivas promove a reflexão crítica sobre o papel da mulher na sociedade fluminense por meio da produção audiovisual estudantil. A iniciativa estimula a criatividade, o pensamento crítico e o uso de diferentes linguagens artísticas, abordando temas como violência de gênero, desigualdade racial, representatividade, mercado de trabalho, identidade, cultura e garantia de direitos.
Entre as principais ações, estão a divulgação do projeto nas escolas, a realização de oficinas pedagógicas, a elaboração de roteiros e a produção de vídeos nos formatos de animação, videoclipe e curta-metragem. Os trabalhos serão desenvolvidos por estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, organizados em grupos e orientados por professores da Área de Linguagens.
— Estes projetos representam mais do que competições e desafios, são oportunidades para despertar talentos, fortalecer as aprendizagens e incentivar nossos estudantes a acreditarem em seu potencial — disse a subsecretária de Gestão de Ensino da Seeduc-RJ Daniela Vasques, que ressaltou a importância de uma educação básica de qualidade.
Foto: Sandra Barros
Foto: Elaine Carvalho
Alunos da rede estadual conhecem Palácio das Laranjeiras em retomada da visitação
Patrimônio histórico foi reaberto ao público pelo Governo do Estado do Rio
Um grupo de alunos da rede pública de ensino, da Baixada Fluminense, visitou o Palácio das Laranjeiras nesta sexta-feira (08/05). O programa faz parte da abertura gradual do espaço pelo governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. O objetivo é ampliar o acesso da população a um dos principais patrimônios históricos do estado, que estava fechado à visitação desde 2020.
Moradora de São João de Meriti e aluna do terceiro ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual Carlos Drummond de Andrade, Marina Motta, de 17 anos, se encantou pela arquitetura e pelos acontecimentos históricos que aconteceram no Palácio.
— Para mim, descobrir não só a história do meu estado, mas um pouco da cidade que eu nasci, que é o Rio, é muito gratificante. Essa visita foi uma aula de história que expande nossos horizontes — declarou.
Durante a visita, os estudantes conheceram as instalações do palácio, que foi construído entre 1909 e 1913 pelo empresário Eduardo Guinle. Além disso, eles tiveram acesso a explicações de história que mostraram, na prática, matérias que são abordadas dentro de sala de aula.
Para Letícia Maria, de 17 anos, apaixonada por belas artes, a visita foi um sonho.
— Eu achei a experiência incrível porque une as coisas que eu mais gosto: história e arte. Amei os quadros, os detalhes. É surreal imaginar que antigamente as pessoas moravam em lugares como esse. Me senti dentro de um filme — relatou a estudante.
Inicialmente, a visita à residência histórica dos governadores do Rio poderá ser feita apenas por estudantes da rede pública estadual e grupos detentores de tradições e instituições que possuem uma relação direta com a preservação e a gestão do patrimônio cultural.
— Esta iniciativa é importantíssima. Ela possibilita que os alunos da rede estadual de ensino tenham cada vez mais acesso à arte, à história e à educação — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Elaine Carvalho
Peças históricas enriquecem o acervo
Entre as atrações do edifício, há um banheiro todo com peças esculpidas em blocos de mármore Carrara, móveis franceses que remetem à Belle Époque (período marcado por inovações e avanços culturais na Europa) e o primeiro elevador instalado no Brasil.
A escrivaninha onde governadores despacham é uma réplica da usada por Luís XIV, no Palácio de Versalhes, na França. Entre as pinturas, a mais emblemática é a que retrata o Rei Sol, por Rigaud (1659-1743).
— A reabertura do Palácio das Laranjeiras para visitação, especialmente com a presença dos nossos estudantes, é um marco simbólico da cultura e educação como aliadas. Quando esses jovens entram em um espaço como esse, eles não apenas aprendem sobre a história, mas também se reconhecem como parte dela. Democratizar o acesso ao patrimônio é fortalecer a identidade do nosso estado — declarou Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
A partir de junho, o público em geral também poderá conhecer o Palácio das Laranjeiras. Os demais grupos elegíveis serão selecionados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
— É muito gratificante olhar iniciativas que trazem os alunos, professores e toda a população para conhecerem a história do nosso estado de perto deste importante patrimônio histórico — disse Sérgio Linhares, professor de História e coordenador de Educação Patrimonial do Inepac.
Foto: Elaine Carvalho
Foto: Sandra Barros
Mais de mil professores são convocados em processo de migração da carga horária
Docentes devem se apresentar nas respectivas diretorias regionais
O Governo do Estado do Rio de Janeiro aprovou a migração de carga horária de 1.358 docentes no processo seletivo interno de Professor Docente I de 18 horas para 30 horas semanais. Esta é a primeira publicação da relação de aprovados do processo neste ano e permitirá que os professores recebam uma remuneração maior, compatível com a nova jornada, com mais horas destinadas à regência, ao planejamento e à formação.
O edital contemplou professores para as áreas de Matemática, Língua Portuguesa/Literatura, Inglês, Espanhol, História, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Artística, Geografia, Química, Biologia, Educação Física, Física, Filosofia, Pedagogia, Sociologia, Ensino Religioso, Enfermagem, Administração e Informática.
Os rendimentos destes profissionais serão atualizados de acordo com a tabela de vencimentos do Professor Docente I - 30h, assim que a folha de pagamento processar a alteração de jornada. A mudança de regime é um benefício para a carreira do docente, que poderá, de acordo com a opção, incidir em benefícios que serão levados para a aposentadoria.
O regime de 30 horas semanais deverá ser cumprido na forma de 20 horas de efetiva regência, acrescida de 10 horas de planejamento e estudo, seguindo assim a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Com a migração será mantida a classificação do docente na unidade escolar para efeito de alocação nas turmas e turnos. Também não haverá prejuízo na progressão da carreira, sendo assegurada a manutenção do nível e referência que se encontravam antes da migração, conforme Plano de Carreira do Magistério.
O processo atende a uma reivindicação antiga da categoria. Os candidatos aprovados precisam comparecer à Coordenadoria de Gestão de Pessoas da Regional de sua lotação, no dia e horário fixados no edital publicado no Diário Oficial para a escolha das vagas com os horários das aulas.
— Esse processo atende a uma reivindicação antiga da categoria e demonstra o compromisso sério assumido por nossa gestão com a educação fluminense — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Ellan Lustosa
Escola estadual de Duque de Caxias realiza Feira Literária
Alunos da Intercultural Brasil-Turquia apresentaram produções inspiradas no universo dos livros, filmes e novelas
Um dia repleto de conhecimento, criatividade e amor pela literatura. Nesta quarta-feira (06/05), o Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil-Turquia, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, realizou a 9ª edição da Feira Literária, um dos eventos mais tradicionais da escola. Durante a iniciativa, os estudantes apresentaram produções inspiradas no universo das novelas, séries e obras literárias, com ações de leitura, exposição de livros e dança na quadra da escola.
— Este é um momento fundamental em nossa metodologia. A iniciativa trabalha o conhecimento de forma lúdica, estimulando alunos e professores, além de inserir toda a comunidade. Com esses grandes projetos, desenvolvemos o protagonismo dos estudantes. A Feira Literária nos dá uma satisfação muito grande, e percebemos que todos ficam muito felizes — disse o diretor-geral da unidade, Tiago Cerqueira.
Foto: Ellan Lustosa
A feira transformou o ambiente escolar com temas literários diversos e apresentações dos alunos, valorizando a produção artística deles e tornando-os protagonistas, além de aproximar as famílias da escola. O Ciep foi decorado para o evento, com salas temáticas, enquanto os estudantes puderam se transformar em personagens lúdicos da memória e das histórias populares.
— O evento está superando nossas expectativas. Em cada sala que entramos, vivemos uma realidade diferente, fazendo com que, de uma forma divertida, possamos aprender mais sobre artes, culturas e história — comentou Mateus Augusto, de 16 anos, aluno da 2ª série do Ensino Médio.
Além de incentivar o hábito da leitura, o evento estimulou a imaginação, a criatividade e o desenvolvimento das habilidades de comunicação dos alunos, promovendo o aprendizado e a interação entre toda a comunidade escolar, fortalecendo os laços e enriquecendo a experiência educacional de todos os envolvidos.
— A experiência está sendo bem interessante. As turmas estão se empenhando e, para nós, do 1º ano, é uma oportunidade incrível de conhecer todo mundo na escola — contou Enzo Arcanjo, de 15 anos.
Foto: Ellan Lustosa
A ação proporcionou aos jovens o acesso a uma enorme variedade de livros e atividades lúdicas relacionadas à literatura e às artes, motivando-os a explorarem novas histórias. Mais do que um projeto escolar, a feira também representa um espaço de desenvolvimento da linguagem e do aprendizado, onde os alunos podem mergulhar em diferentes áreas do conhecimento, ampliar sua visão sobre obras literárias e produções audiovisuais, e compreender a importância desses elementos na formação cultural.
— Essa iniciativa da unidade escolar é fundamental para a formação do pensamento crítico e da identidade dos nossos estudantes. Precisamos garantir que os alunos tenham cada vez mais acesso à arte, à história e à educação, além de espalhar bons exemplos para toda a rede — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
*colaboraram Anna Clara Ferraz de Melo, Letícia Maria Lima de Oliveira e Rayssa do Carmo Felicio, integrantes do projeto Jovem Repórter
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Ellan Lustosa
Educação Especial: Seeduc-RJ realiza treinamento com nova ferramenta inclusiva
Ação capacita professores para utilização do material, que será distribuído para 150 escolas em todo o estado
Na última semana, professores da rede estadual participaram de mais um treinamento para a adoção de uma nova ferramenta tecnológica, com o objetivo de promover a inclusão educacional de estudantes com deficiência. A formação é mais uma iniciativa de investimento de Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) nesta área, e o material será distribuído para mais de 150 escolas em todo o estado.
— Esse material abre muitas portas para estudantes que realmente precisam desta atenção. Nosso objetivo é oferecer oportunidades e fortalecer a educação pública de qualidade — afirmou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Bruno da Matta
A utilização deste equipamento auxilia no processo de alfabetização e letramento por meio de tecnologias assistivas e plataformas educacionais adaptadas para o uso em computadores, tablets e celulares.
O treinamento foi realizado com o Programa Educacional TIX Letramento, que funciona como uma ferramenta de comunicação alternativa e alfabetização, utilizando plataformas e recursos tecnológicos adaptados às necessidades individuais de cada estudante. O material visa promover a autonomia, a expressão e o desenvolvimento em habilidades de leitura e escrita, criando espaços de aprendizagem mais acessíveis e eficazes aos estudantes, integrando-os plenamente no ambiente educacional e social.
Foto: Bruno da Matta
Durante a capacitação, os profissionais contaram com uma monitoria e tiraram dúvidas sobre a ferramenta, que terá distribuição de material próprio para mais de 150 escolas no estado, além de disponibilização de acesso para a utilização de plataforma inclusiva.
— A adoção desta iniciativa se insere no âmbito das políticas públicas de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, tendo por finalidade promover o acesso, a participação e a aprendizagem dos estudantes com deficiência, em conformidade com os princípios da equidade, da acessibilidade e da garantia de direitos educacionais — destacou Cristiane Botelho da Fonseca, coordenadora de Núcleo Pedagógico da Educação Especial da Seeduc-RJ.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Flávio Carvalho/Cecierj
Carreta do Trabalhador: Seeduc marca presença em evento do Dia do Trabalho promovido pelo Governo do Estado
Neste dia 1º de maio, uma grande ação de cidadania e empregabilidade foi promovida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, reunindo diversos órgãos públicos em uma força-tarefa voltada ao trabalhador fluminense.
Organizado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab-RJ), em parceria com a Secretaria de Governo, o evento contou com a Carreta do Trabalhador para encaminhamento de vagas de emprego.
A Secretaria de Estado de Educação esteve presente com o programa Seeduc + Perto, uma iniciativa que ofereceu mais de 50 tipos de serviços, incluindo solicitação de documentos escolares, orientações sobre matrícula, atendimentos voltados a servidores e diversas soluções burocráticas, facilitando o acesso da população aos serviços educacionais sem a necessidade de deslocamento até unidades administrativas.
Foto: Flávio Carvalho/Cecierj
O serviço da Educação se somou às demais oportunidades oferecidas no Dia do Trabalhador, como explica a secretária da pasta, Luciana Calaça.
— O Seeduc + Perto é uma ferramenta importante para facilitar e desburocratizar serviços básicos da Educação, tanto para alunos, quanto para servidores. Nossa equipe é capacitada para resolver essas questões de modo a fazer com que o cidadão saia de lá satisfeito. Essa integração do Governo do Estado com diversos órgãos públicos demonstra o compromisso e o respeito do Governo para com a população, e também o dever de fazermos um trabalho sério — afirmou a gestora da pasta.
Foto: Flávio Carvalho/Cecierj
A ação contou ainda com a participação de parceiros estratégicos, como Detran, Fundação Leão XIII, CIEE e Ministério do Trabalho e Emprego, além de serviços de bem-estar e atividades voltadas ao público infantil. Também houve atenção especial à inclusão produtiva, com a oferta de mais de 500 vagas exclusivas para pessoas com deficiência.
Desta forma, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro avança em sua missão de promover acesso ao ensino por meio de políticas públicas assertivas e com amplo e pleno diálogo com outros órgãos do serviço público fluminense.
Foto: Flávio Carvalho/Cecierj
Foto: Sandra Barros
Secretária Luciana Calaça apresenta as boas práticas da Educação durante o Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude
Evento debateu soluções para o fortalecimento da proteção de crianças e adolescentes
A secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, participou do Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude, realizado entre os dias 28 e 30 deste mês, no Tribunal de Justiça do Estado, no Centro do Rio. A iniciativa teve como objetivo debater soluções para o fortalecimento da proteção integral de crianças e adolescentes, com a participação de magistrados e especialistas. Durante o evento, a gestora apresentou as boas práticas e o trabalho desenvolvido pela Seeduc em relação ao tema, como as E-Tecs, as escolas interculturais e a ação Nós + Seguras, buscando o protagonismo dos estudantes e criando uma rede de segurança e atenção a eles.
— Essa integração é fundamental. Precisamos apresentar e espalhar bons exemplos de nossa rede para todos e também aprender bastante. Nosso foco deve ser sempre criar as melhores condições para nossos alunos e todos os nossos servidores — destacou a secretária Luciana Calaça.
O encontro, promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e Juventude (Abraminj), proporcionou troca de experiências e discussão sobre a construção conjunta de soluções para o tema, contribuindo para a formulação de políticas públicas, a uniformização de entendimentos e o aprimoramento da prestação jurisdicional em todo o país.
— Acolher um fórum desta envergadura, trazendo tantos juízes para discutirem e proporem soluções é uma grande honra. Juntos, nós pensamos melhor e estaremos sempre conectados para fazer algo que não aconteceria se não estivéssemos aqui, unidos por um bem maior — afirmou Suely Lopes Magalhães, 1ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, representando o governador e presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.
Foto: Sandra Barros
Ao longo da semana, foi criado o Fórum da Justiça Especializada em Violência contra Criança (Fonaveca) e aconteceram palestras, workshops e painéis. Os participantes do evento também abordaram a importância de uma atuação com perspectiva de gênero no sistema socioeducativo, com foco na adolescência.
— Esse encontro marca a reunião de magistrados de todo o país para buscarmos soluções para demandas atuais da Infância e Adolescência, algo fundamental para nossa sociedade — disse o juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, presidente da Abraminj.
Foto: Sandra Barros
Protagonismo dos estudantes
Durante o evento, alunos do Ciep E>tec 196 São Teodoro, de Nova Iguaçu, e do Colégio Estadual Engenheiro Pedreira, de Japeri, coordenados pela professora Peter Cohen, realizaram uma exposição de suas pinturas em óleo sobre tela, parte do projeto Multiarte. Este trabalho tem uma história de resgate cultural na Baixada Fluminense, transformando a vida de muitos jovens talentosos por meio da arte. Entre telas, tintas e pincéis, os estudantes mostraram suas técnicas e muita criatividade para os visitantes que prestigiaram o encontro.
— Sou muito grato por juntamente com os meus colegas trazer o nosso trabalho para este evento importante. Isso só comprova que a arte pode nos levar a lugares inimagináveis — comentou Bryan Félix, de 15 anos, aluno do Ciep
Estudantes que integram o Projeto Jovem Repórter também estiveram no encontro fazendo a cobertura jornalística, gravando entrevistas com os participantes e apurando informações sobre as ações desenvolvidas durante o fórum. O projeto, sucesso em toda a rede, está em sua terceira edição, com a participação de representantes de todo o estado, noticiando importantes fatos da realidade fluminense de uma forma mais leve e descontraída.
Esta iniciativa permite que estudantes da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem como repórteres na cobertura de eventos oficiais. Jovens repórteres do Colégio Estadual Professora Eliane Martins Dantas – Intercultural Brasil Alemanha, de Vista Alegre, do Ciep 117 Carlos Drummond de Andrade – Intercultural Brasil Estados Unidos, de Nova Iguaçu, e do Colégio Estadual Herbert de Souza, do Rio Comprido, participaram do encontro.
— Tivemos uma grata surpresa com a participação dos Jovens Repórteres no nosso evento, pois tem tudo a ver com o nosso propósito, que é a participação de todos em nossos processos. A capacitação deles, nesta tão nobre função, que é a comunicação, engrandece ainda mais este momento. Uma honra ter estes estudantes do nosso lado, informando e divulgando todo o trabalho realizado — disse o juiz Daniel Konder de Almeida, presidente do Fórum Nacional de Justiça Protetiva do Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Sandra Barros
Foto: Weslley Barbosa
Jovens Repórteres da rede estadual de ensino participam de bate-papo sobre o futuro tecnológico no Instituto Coca-Cola
Encontro foi marcado por diálogos e aprendizados sobre o universo da comunicação digital no contexto da educação
Nesta terça-feira (28/04), estudantes da rede estadual, integrantes do Projeto Jovem Repórter, participaram de um bate-papo que abordou o futuro tecnológico no Instituto Coca-Cola Brasil, localizado em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O momento foi marcado por trocas, diálogos e aprendizados sobre o universo da comunicação digital no contexto atual da educação.
A secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, destacou que esta vivência amplia ainda mais a visão de mundo desses jovens.
— Iniciativas como essas são fundamentais, pois mostram como é importante debater assuntos que permeiam a sociedade constantemente. Além disso, podemos considerar isso como um passo fundamental para a trajetória desses jovens repórteres — afirmou a secretária.
A estudante Ana Mourão, do Ciep 449 Governador Leonel de Moura Brizola - Intercultural Brasil-França, em Niterói, na Região Metropolitana, ressaltou a importância do momento que foi marcado por descobertas.
— Foi uma experiência incrível. Com certeza, tive muitas trocas e aprendizados. Estar escutando e dialogando, em contato direto, em uma roda de conversa com pessoas que trabalham com comunicação e a vivenciam diariamente, foi uma oportunidade única — disse a aluna.
O momento de integração contou ainda com a presença de Ana Carolina Batista e Sarah Senna, ex-jovens repórteres da edição de 2024, e, agora, estagiárias da Assessoria de Comunicação da Fundação Cecierj, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Secti).
Foto: Weslley Barbosa
Durante a programação, os estudantes participaram de palestras, rodas de conversa e atividades voltadas ao universo digital, com dinâmicas interativas. Entre os destaques, esteve a apresentação da Olimpíada Digital, conduzida por Paula Martini, que ressaltou a importância da iniciativa para ampliar o acesso dos jovens às novas tecnologias e ao conhecimento.
Ronaldo Guardia, superintendente de Inovação Digital da Seeduc, reforçou a importância da ocupação dos jovens nesses espaços.
— Vocês são o futuro dessa geração. Ver vocês aqui, ver como trabalham de forma natural e todas as informações que vocês trazem nos dão a confirmação de que o futuro será muito melhor do que foi para nós — frisou o superintendente, que participou da iniciativa.
O Projeto Jovem Repórter é resultado de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação (Seeduc-RJ), da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais. A iniciativa permite que estudantes da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem como repórteres na cobertura de eventos oficiais.
Em 2026, os estudantes que participam do projeto já fizeram a cobertura jornalística do Rio Fashion Week e, nesta semana, estão cobrindo o Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude. Ao longo deste ano, eles serão convidados ainda a fazer a cobertura de diversas ações do Governo do Estado, produzindo conteúdo para site e mídias sociais, além de fazerem reportagens sobre ações realizadas na escola e na comunidade.
Foto: Weslley Barbosa
Foto: Ellan Lustosa
Alunas da rede estadual que integram a Orquestra Juvenil Chiquinha Gonzaga vão se apresentar para o Papa Leão XIV no Vaticano
Concerto acontecerá na Praça de São Pedro, nesta quinta-feira (29/04)
Quatro alunas do Ciep 131 Professora Armanda Álvaro Alberto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, vão se apresentar com a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga na Praça de São Pedro, no Vaticano, durante audiência pública com o Papa Leão XIV, nesta quinta-feira (29/04). As jovens embarcaram para a Itália, na semana passada, junto com o grupo de instrumentistas, formado exclusivamente por meninas estudantes da rede pública do Rio de Janeiro.
O concerto faz parte da turnê ‘Conexão Vaticano’ e integra a agenda oficial de comemorações do Bicentenário das Relações Diplomáticas entre Brasil e Santa Sé, com apoio do Ministério das Relações Exteriores, por meio das embaixadas do Brasil junto à Santa Sé e em Roma, além do Instituto Guimarães Rosa. Com 25 integrantes, a orquestra cumpre uma agenda de apresentações e visitas a instituições, no Vaticano e em Roma, até o fim do mês.
As alunas da rede estadual que participam da turnê são Evelyn Silva dos Santos, de 16 anos, Maria Sophia Viturino Estêvão Benedito, de 14, Julia do Nascimento Belmiro, de 15, e Luiza do Nascimento Belmiro, de 16. As jovens instrumentistas já fazem parte da OSJ Chiquinha Gonzaga, mas foram escolhidas para a viagem após serem aprovadas em um processo seletivo entre outras 50 meninas que integram o grupo. Na prova prática, as alunas tiveram que tocar para uma banca julgadora formada pela regente e professores da orquestra.
– Fiquei muito feliz, mas também muito nervosa quando soube que ia viajar. Chorei muito. É a primeira vez que pego um avião e saio do país – conta Evelyn, aluna da 2⁰ série do Ensino Médio, que toca violino e pretende fazer faculdade de Música.
Evelyn ganhou o instrumento da avó em 2021 e logo começou a fazer aulas práticas. No ano seguinte, fez teste e entrou na Orquestra Chiquinha Gonzaga. Com o grupo, ela já se apresentou em diversos palcos no Rio, como o Theatro Municipal, a Sala Cecília Meireles e a Cidade das Artes, além do Teatro Unimed, em Belo Horizonte.
– Meu sonho é fazer parte da Orquestra Sinfônica Brasileira – revela a jovem violinista, que tem o apoio dos pais.
Foto: Ellan Lustosa
Maria Sophia, aluna do 9⁰ ano do Ensino Fundamental, começou a tocar flauta com 7 anos, na igreja. Em 2020, adotou a clarineta em si bemol como seu instrumento, passando a fazer parte do Projeto Universo da Música, em Duque de Caxias, até entrar no Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME). Com incentivo da família, ela foi aprovada em 2024 para a OSJ Chiquinha Gonzaga, com a qual já se apresentou nos mesmos lugares que Evelyn.
– Esta será também a primeira vez que vou tocar em outro país. Estou muito nervosa. Para mim, é uma experiência muito diferente – afirma a clarinetista, que gostaria de visitar o Coliseu e a Fontana di Trevi, em Roma.
As irmãs Julia e Luiza pertencem a uma família musical. Pai, mãe, irmão, avô, tias e primos tocam algum instrumento. Assim, o interesse das duas pela música surgiu naturalmente. Em 2020, Luiza começou a tocar flauta na igreja e, em seguida, e entrou no mesmo projeto musical que Sophia ingressou. Três anos depois, foi aprovada no IBME e passou a integrar a Banda de Campos Elíseos e a Banda Sinfônica Juvenil Fluminense, participando de vários concertos. Em 2025, passou no teste para a Orquestra Chiquinha Gonzaga.
– Foi um choque quando soube que viajaria com o grupo. É uma oportunidade grande, tocar em outro país. A gente sonha com isso, mas quando acontece parece que não é real. Mas estou muito feliz – diz Luiza, aluna da 2ª série do Ensino Médio, que também sonha em cursar uma faculdade de Música e ingressar numa orquestra profissional como a OSB.
Julia seguiu os passos da irmã mais velha. Aos 9 anos, começou a ter aulas de saxofone e entrou no Projeto Universo da Música. Porém, em 2024, a menina resolveu que era hora de mudar e aprendeu a tocar trompa em fá, ingressando na Banda Sinfônica. Meses depois, passou no teste para a Orquestra Chiquinha Gonzaga. Em novembro do ano passado, ela tocou com o grupo no Carnegie Hall, uma das salas de concerto mais famosas do mundo, localizada em Nova York, nos Estados Unidos.
– Foi uma experiência muito gratificante me apresentar em outro país e levar a nossa música, a cultura brasileira. Marcou a minha vida – garante Julia, trompista e aluna da 1ª série do Ensino Médio, que agora espera fazer bonito no Vaticano e em Roma.
A ansiedade das estudantes só aumenta diante da possibilidade de estar frente a frente com o Papa Leão XIV durante o concerto na Praça de São Pedro.
– Vou ficar ainda mais nervosa com o Papa assistindo – afirma Luiza, acompanhada em coro pelas colegas da orquestra.
Antes da turnê internacional, as meninas do Ciep 131 participaram de uma bela apresentação na Igreja da Candelária, no Centro do Rio, em 25 de março. Uma experiência emocionante e inesquecível para as instrumentistas.
Foto: André Ricardo Feltes
As estudantes participaram do concerto na Igreja da Candelária, em março
Para o diretor-geral da unidade, Marcos Castro, a façanha das meninas é motivo de orgulho e exemplo para os outros estudantes. O Ciep 131 funciona em três turnos e atende mais de 700 alunos.
– É algo fantástico, porque a escola está num bairro, Jardim Leal, que não é perigoso, mas recebe muitos alunos de comunidade. E a gente sabe que há muitas dificuldades no dia a dia. Então, quando encontramos quatro alunas que se dedicam e estudam algo que só vai acrescentar à vida delas, isso é motivo de orgulho, sim. Mostra que a educação vale a pena – destaca o diretor-geral.
Programação da orquestra na Itália
Nos primeiros dias de viagem, as meninas da OSJ Chiquinha Gonzaga fizeram visitas guiadas aos museus do Vaticano e à Praça de São Pedro. Elas também caminharam pelo centro histórico de Roma e conheceram um pouco mais da beleza e da história da capital italiana.
No último sábado (25/04), as jovens levaram a música brasileira ao Cinema Troisi, em Roma, durante um festival em comemoração do Bicentenário das Relações Diplomáticas entre Brasil e Santa Sé. Nesta quarta (28/04), a orquestra se apresenta na Sapienza Università di Roma, uma das mais antigas e maiores universidades do mundo.
Nesta quinta (29/04), além do concerto para o Papa na Praça de São Pedro, está programada uma apresentação na Embaixada do Brasil em Roma, na Sala Palestrina.
Foto: Ellan Lustosa
As instrumentistas com o diretor do Ciep 131 e representantes da Regional
Foto: Divulgação
Aluna da rede estadual conquista medalha de ouro no karatê nos Jogos Sul-Americanos da Juventude
Vitória em competição no Panamá veio após uma disputa eletrizante contra lutadora equatoriana
Os estudantes da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro seguem dando muito orgulho no esporte e conquistando o lugar mais alto do pódio em competições mundo afora. A jovem Samanta Pereira, de 16 anos, aluna do Colégio Estadual Olga Benário, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio, ganhou medalha de ouro na modalidade karatê nos Jogos Sul-Americanos da Juventude 2026, após um combate eletrizante contra a equatoriana Gabriela Loor. O campeonato foi realizado no Panamá e contou com a participação de esportistas de vários países.
— Estou muito feliz com essa conquista. Consegui o ouro após vencer por 8 a 7. Dei um golpe certeiro a apenas três segundos do fim da luta. Nunca tinha passado por isso, foi a primeira vez que tive um confronto decidido no detalhe — contou Samanta, a mais nova campeã sul-americana.
Para o treinador do Programa Forças no Esporte (PROFESP), o 3º sargento Matheus Pereira de Carvalho, que acompanhou a jovem na competição por ser a primeira viagem internacional dela, o sentimento é de muito orgulho e de dever cumprido com a conquista.
— Esse título representa todo um processo, anos de dedicação, renúncias e um trabalho construído no dia a dia. É a confirmação de que estamos no caminho certo — destacou o técnico da lutadora.
Dica para o sucesso no esporte
Samanta ressaltou o esforço necessário para chegar a esse nível de competição, manter uma rotina forte de treino e focar nos estudos.
— Conciliar a escola com o esporte exige disciplina, mas eu acredito que ambos são fundamentais para o meu futuro. Se você tem o sonho de ser um atleta, não desista! Olha eu aqui — afirmou a estudante.
A secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, destacou que essa conquista é resultado da parceria de sucesso entre a Seeduc e o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), que estimula o esporte oferecendo mais de 30 modalidades no contraturno escolar.
— Que orgulho para nossa rede estadual de ensino ter uma aluna ganhando ouro e representando o nosso país no Panamá. É muito satisfatório ver que esse acordo está transformando a vida de cerca de 1200 jovens que vivem em todo o Rio de Janeiro. Parabéns, Samanta! — disse a secretária.
Foto: Divulgação
Foto: Sandra Barros
Jovens Repórteres da rede estadual de ensino brilham no Rio Fashion Week
Durante o evento, os alunos mergulharam no universo da comunicação e da moda, mostrando carisma e desenvoltura
O Estado do Rio de Janeiro voltou a ser palco do Rio Fashion Week, evento dedicado à moda e à economia criativa, e quatro estudantes da rede estadual de ensino, integrantes do Projeto Jovem Repórter, tiveram a oportunidade única de fazer a cobertura jornalística desse acontecimento, considerado um dos principais do calendário brasileiro e internacional, que voltou a acontecer após uma pausa de dez anos. Realizada no Píer Mauá, no Porto Maravilha, a semana reuniu desfiles, exposições, debates, tendências mundiais, celebrando a diversidade cultural e a contemporaneidade brasileira.
Durante a cobertura, os estudantes foram orientados por profissionais de comunicação da secretaria, e a experiência foi rica: eles atuaram como agentes especiais da imprensa na produção de matérias, exibidas ao vivo no local, para todos os que acompanhavam os desfiles e as novidades da moda. Além disso, os alunos produziram conteúdo para as redes da pasta, entrevistando diversas celebridades e apurando informações sobre o evento, registrando tudo com um olhar atento.
— A comunicação está sempre presente ao nosso lado, levando informações para todos. Este é um momento muito importante na trajetória destes jovens. É um orgulho poder ter mais essa edição deste projeto tão especial — afirmou a secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Calaça.
Lara Gonzales e Nina Machado, do Ciep 413 Adão Pereira Nunes - Intercultural Brasil México, de São Gonçalo; João Victor Santos, do Ciep 097 Filinto Muller - Intercultural Brasil China, de Duque de Caxias; e Kauan de Lima, do Ciep 135 Afonso Henriques Lima Barreto, de São João de Meriti, foram divididos e atuaram como repórteres, videomakers e fotógrafos, trazendo uma linguagem especial, que aproximou o que aconteceu no local com a realidade dos jovens.
— Parece que estou vivendo um sonho. É muito especial conhecer pessoalmente e entrevistar tantas personalidades que admiro, e ver que eles estão gostando do nosso projeto é surreal, algo muito maior do que a gente podia imaginar — declarou a Jovem Repórter Lara Gonzales.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação, da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais. Ela permite que estudantes da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem na cobertura de eventos oficiais.
— Sou muito suspeita para falar, pois minha filha foi uma jovem repórter no ano passado, e isso a ajudou bastante no projeto de vida dela. Estou muito alegre de ver essa nova turma, muito comprometida e interessada. Todos eles são maravilhosos e repleto de afetividade - pontuou ativista e influencer Pam Nascimento.
Durante a cobertura, os jovens repórteres viraram atração e foram tietados por especialistas da moda, celebridades, influenciadores e o público presente.
— Todos os projetos que envolvem o desenvolvimento da educação são muito importantes. Acredito que a educação pode mudar a realidade da pessoa, e, às vezes, não é só sobre dinheiro, mas de pensamento e cultura — ressaltou a influenciadora digital Samanta Alves.
Stephanie Wenk, diretora criativa da marca Sauer, uma das mais importantes do mundo, comentou a relevância da participação de alunos no evento.
— É muito legal ver esses estudantes, tão jovens, ligados aos acontecimentos e com muita vontade de aprender e entrevistar. Amei falar com eles, principalmente pela inteligência das perguntas e por mostrarem tanta maturidade e profissionalismo, mesmo ainda estando no Ensino Médio - disse Stephanie.
O Jovem Repórter tem uma proposta de qualificar alunos da rede estadual, das escolas interculturais e as unidades com ênfase em línguas, para atuação em importantes eventos, como produtores de conteúdo para diversas mídias. Cobrindo estas ações como se fossem repórteres, eles aprendem sobre os universos da comunicação e das relações internacionais.
— Esses jovens são maravilhosos. Eles se portaram muito bem, fizeram uma entrevista inteligente e me deixaram à vontade. Se for do desejo deles, tenho certeza de que teremos grandes jornalistas no futuro — elogiou o ator Lucas Leto.
Foto: Sandra Barros
Rio Fashion Week movimenta economia do Estado
Este universo gera empregos diretos e indiretos em todo o estado: são mais de 50 mil postos de trabalho, impulsionando setores como moda, turismo, hotelaria, transporte e alimentação, trazendo um total de R$ 200 milhões para a economia do Rio de Janeiro. Estima-se que, aproximadamente, 40 mil pessoas passaram pelo Píer, sendo que metade desse público veio de fora da cidade.
— É de extrema importância que os nossos jovens participem de eventos assim, que trazem mais oportunidades, mais renda e o fortalecimento do Rio de Janeiro como referência em moda e inovação — ressaltou a secretária Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
Jovem Repórter Lara Gonzales entrevista Stephanie Wenk, diretora criativa da marca Sauer
Saiba mais sobre o RioFW
O Rio Fashion Week renasceu como um marco no calendário oficial da moda brasileira, e funciona como uma plataforma estratégica para o lançamento de coleções e fomento da indústria têxtil. Esta edição foi marcada por sua proposta educativa e comercial, unindo desfiles conceituais, salões de negócios para compradores nacionais e internacionais e um outlet aberto ao público.
Além dos desfiles e de uma extensa programação artística, o RioFW promoveu encontros estratégicos entre criadores, compradores, investidores e líderes da indústria, estimulando negócios, intercâmbios criativos e colaborações que impulsionam toda a cadeia produtiva da moda.
— Nesses dias vimos bem mais do que moda. Foi uma verdadeira imersão no universo da comunicação, que movimenta o mundo de várias formas. Foi incrível tudo que vivemos aqui — destacou o Jovem Repórter João Victor.
Foto: Sandra Barros
Foto: Ellan Lustosa
Prêmio Rio de Letras 2026 é lançado na ABL e inscrições já estão abertas
Edição deste ano traz como tema a Inteligência Artificial na arte, vai reunir os melhores textos dos estudantes num livro e distribuir tablets e kindles aos vencedores
A terceira edição do Prêmio Rio de Letras foi lançada nesta quinta-feira (16/04), no Auditório da Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio para estudantes da rede estadual de ensino e das escolas Firjan Sesi. O encontro contou com a presença de imortais, autoridades, estudantes e educadores. Como tema deste ano, a relação entre a Inteligência Artificial e a criatividade humana estará no centro das reflexões neste projeto que é uma parceria da Secretaria Estadual de Educação e Firjan SESI, com a curadoria da Academia Brasileira de Letras. As inscrições já estão abertas neste link.
Na página do prêmio, o candidato – e o público em geral – pode conferir ainda, de forma gratuita, videoaulas de imortais como Ruy Castro, Ana Maria Machado e Ailton Krenak. No lançamento, três esquetes apresentaram dilemas, angústias e benefícios que a Inteligência Artificial pode e já vêm trazendo à humanidade e às produções artísticas.
A secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, destacou que iniciativas como essa evidenciam o poder transformador da leitura na construção do futuro dos jovens.
— Ser reconhecido ao compartilhar sua própria história e integrar uma edição especial de um livro produzido pela Academia Brasileira de Letras torna-se um forte incentivo para todos os nossos estudantes, além de abrir portas para a descoberta de novos caminhos — disse a secretária.
Foto: Ellan Lustosa
Alunos da rede estadual de ensino premiados da última edição prestigiaram o evento e falaram sobre o prêmio.
— Foi uma experiência bem diferente. Quando eu me inscrevi, não imaginava que a premiação fosse tão significativa. Participar me ajudou a desenvolver melhor os meus trabalhos na escola — disse Aryel Cristine America de Oliveira, que cursa Ensino de Formação de Professores, no Instituto de Educação Sarah Kubstichek, em Campo Grande, premiada com a poesia “No princípio, era o verde”.
— Participar do Rio de Letras foi uma oportunidade marcante e transformadora para minha vida. Desde o início, eu encarei o concurso como uma oportunidade de me expressar e de explorar novas formas de enxergar uma literatura, mas conquistar o primeiro lugar superou qualquer expectativa minha. Depois do concurso, passei a ler bem mais e a interpretar diferentes manifestações literárias com mais sensibilidade e atenção aos detalhes — conta o estudante Jeferson Alves Soares, do Colégio Estadual Pernambuco, na Zona Norte do Rio, premiado na categoria Conto com “Um pacto esquecido”.
— Eu acho maravilhosa a participação dos alunos, até porque os temas do Rio de Letras são extremamente atuais — finalizou o diretor Stephen Bigler, do Colégio Estadual Pernambuco, um entusiasta do projeto.
Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, mais do que estimular novos escritores, o Rio de Letras busca incentivar a reflexão sobre temas atuais.
— E nesta terceira edição, a Inteligência Artificial estará na pauta de alunos e professores que vão se debruçar sobre essa nova realidade que já faz parte do cotidiano de todos nós, com impacto na educação, na convivência social e no mercado de trabalho. Iniciativas como esta reforçam o papel da Firjan como instituição que investe na cultura e na educação como os vetores mais eficientes para a transformação social e econômica — disse o presidente.
Na opinião do presidente da ABL, Merval Pereira, um concurso de textos com o tema sobre a relação entre a inteligência artificial e a criatividade humana é importante especialmente num mundo com tão rápida transformação digital.
— É uma oportunidade valiosa para explorar questões fundamentais que afetam a sociedade contemporânea, e a ABL expressa toda a sua satisfação com a parceria neste projeto que promove a educação e estimula a leitura, a criatividade e o debate — destacou o presidente.
Foto: Ellan Lustosa
Textos escolhidos pela ABL e livro publicado
O prêmio tem como objetivo fazer os jovens refletirem sobre o mundo e manter a literatura viva. Os próprios membros da ABL vão escolher 54 trabalhos entre os primeiros, segundos e terceiros lugares de cada categoria – Crônica, Conto e Poesia – a estudantes do primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio, de acordo com a rede escolar (Firjan SESI e rede estadual).
O Rio de Letras também vai reconhecer as escolas que mais se destacaram, bem como professores-orientadores e coordenadores das regionais da Seeduc. As incluem prêmios como tablets, kindles, troféus, coletâneas literárias e um exemplar do livro com os textos dos autores vencedores, lançado pela Firjan SESI.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Bruno da Matta
Estudantes da rede estadual são recebidos na OAB para o lançamento da 2ª edição da Cartilha de Combate à Intolerância Religiosa
Parceria com a Seeduc vai levar juristas às escolas para roda de conversa
Cerca de 120 alunos da Secretaria de Estado de Educação - Seeduc participaram, nesta quinta-feira (16/04), do lançamento da 2ª edição da cartilha de combate à intolerância religiosa produzida pela Ordem dos Advogados do Brasil - Rio de Janeiro (OAB-RJ). A ação aconteceu no plenário Evandro Lins e Silva, na sede do órgão, na capital, e reuniu educadores e autoridades jurídicas e eclesiásticas.
O material foi pensado como uma ferramenta pedagógica para estimular o diálogo e conscientizar os jovens sobre os impactos da intolerância religiosa. Ele trata dos direitos e deveres de todo o cidadão brasileiro no que tange à liberdade de culto e expressão de sua fé, com temas ligados ao estado laico e à liberdade religiosa.
No encontro, diversas religiões foram representadas, a começar pelos membros da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da OAB, que é composta por integrantes que professam cada um uma fé diferente.
A iniciativa conjunta, OAB-Seeduc, reforça o compromisso das instituições com a promoção do respeito à diversidade religiosa no ambiente escolar e em formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, como explica a subsecretária de Gestão do Ensino da Seeduc, Daniela Vasques, representando a Secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
— Essa parceria fortalece o trabalho que desenvolvemos nas escolas de valorizar a liberdade de crença, credo e de não credo dos nossos alunos. A proposta é que os grêmios estudantis aqui presentes desenvolvam projetos de combate à intolerância com os demais jovens. O resultado dessa ação será apresentado na escola em um evento com a presença da OAB, que vai contribuir nesse tema que é tão importante para a nossa rede. Vale lembrar que a Seeduc já possui uma cartilha semelhante e que estamos no Abril Verde, mês de combate à intolerância religiosa. Afinal, ninguém pode ser ofendido por suas escolhas de fé — afirmou a gestora.
Foto: Bruno da Matta
Ao todo, alunos de cinco escolas estiveram presentes, entre eles, os do Curso Normal (Formação de Professores), o que mostra a importância da preparação dos futuros educadores, que agora vão poder iniciar suas carreiras com mais conhecimento sobre o tema. Os demais jovens são membros dos grêmios estudantil, que vão atuar como multiplicadores das boas práticas.
Ainda no encontro, os estudantes conheceram melhor o papel da Ordem dos Advogados do Brasil e da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), da Polícia Civil, que falaram sobre a manutenção e a aplicação das leis que protegem o direito ao culto religioso. Um ponto importante abordado no material são os canais de denúncia, que incluem a Polícia Civil e o Ministério Público, entre outros.
Aproveitando a ocasião para tirar dúvidas, os jovens fizeram perguntas e aprenderam ainda mais sobre o que a legislação tem a dizer sobre o tema, como foi o caso de Victor Oliveira, aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Herbert de Souza, que foi à tribuna para perguntar sobre como podem denunciar crimes.
— Eu quis entender melhor sobre os canais de denúncias via internet porque é onde os adolescentes estão. Acredito que aprender sobre isso vai trazer muita reflexão sobre o tema, sobre os nossos direitos e sobre os direitos de outros que têm religiões diferentes.
Foto: Bruno da Matta
OAB vai à escola
Um cronograma de visitas às escolas da rede está previsto para começar ainda este ano, quando a Ordem irá promover debates e rodas de conversas com os estudantes, momento no qual também irá distribuir o material produzido. Além disso, em breve, o conteúdo estará disponível para ser baixado no site da OAB.
O presidente da comissão, Arnon Velmovitsky, comentou a iniciativa.
— A educação é o melhor caminho para combater a intolerância religiosa. Tem que vir da base e para isso, a educação é fundamental. Se conseguirmos fazer isso, vamos evitar muitos problemas futuros e teremos uma sociedade mais justa e mais fácil de se viver. A Seeduc nos recebeu muito bem e tem nos ajudado nessa missão. Estamos de mãos dadas pelo futuro do nosso país — afirmou o jurista.
A liberdade religiosa no Brasil é uma conquista que levou anos para ser alcançada. Como um país plural e multirreligioso, compreender os avanços é conhecer as ferramentas que possibilitaram chegarmos até aqui. Nesse sentido, a representante da Associação Religiosa Israelita, Ana Balassiano, contextualizou historicamente o tema ao lembrar que a nossa liberdade religiosa tem raízes antigas.
— Embora a separação oficial do Estado e da Igreja tenha ocorrido após 1889, já na Constituição do Império, em 1824, havia a previsão da liberdade de culto, ainda que restrita ao âmbito privado. Esse foi um passo importante que abriu caminho para os direitos que temos hoje — pontuou.
Desta forma, desde que se tornou independente, o Brasil vive um aumento necessário nos direitos à liberdade religiosa e no combate ao preconceito e discriminação. Entretanto, essas reuniões e materiais como essa cartilha são fundamentais para consolidar o tema, garantir e manter conquistas e ampliar o debate sadio, a fim de que o país siga com suas diversas matrizes religiosas. Dessa forma, a OAB e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, vem fazendo um trabalho sério e dedicado, contribuindo para uma sociedade plural e justa.
Foto: Bruno da Matta
Foto: Bruno da Matta
Alunos da Intercultural Brasil-Espanha, em Niterói, visitam o Instituto Cervantes
Já imaginou passar uma manhã em um lugar que tem o ensino voltado para uma língua que é falada em 22 países? Foi o que aconteceu com um grupo de estudantes do Colégio Estadual Guilherme Briggs – Intercultural Brasil-Espanha, em Niterói, na última sexta-feira (10/03). Os alunos visitaram o Instituto Cervantes, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, que é considerado referência no ensino da Língua Espanhola e na difusão da cultura da Espanha.
A iniciativa teve como objetivo estimular o interesse dos estudantes pelo idioma ministrado na unidade escolar, além de ampliar o ensino por meio de experiências fora da sala de aula.
— A minha vivência no local foi bastante positiva. Achei particularmente interessante a vasta coleção de livros em espanhol. A beleza do ambiente também me encantou. Em resumo, foi uma visita memorável — contou a aluna Bruna Ribeiro, que se apaixonou pela biblioteca.
A programação contou com quatro atividades distintas, conduzidas por professores de diferentes nacionalidades, como argentina, chilena e colombiana. Na ocasião, os 42 estudantes conheceram o espaço, visitaram uma exposição cultural e participaram de uma gincana.
— Essa iniciativa é fundamental, pois amplia o conhecimento do idioma de suas interculturais. Por meio dessas vivências, os jovens têm a oportunidade de praticar e aprofundar o contato com essa cultura. Nosso trabalho visa garantir que os jovens da rede estadual tenham cada vez mais acesso à arte, à história e à educação — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
O coordenador Acadêmico do Instituto Cervantes, Pedro Navarro, ressaltou a importância da parceria com a Seeduc-RJ.
— Essa parceria é muito importante. É gratificante receber alunos da rede estadual, que chegam aqui muito motivados. Percebemos o interesse deles e buscamos proporcionar uma rica imersão cultural, com a apresentação da língua e das culturas que se expressam em espanhol — destacou Pedro Navarro.
Foto: Bruno da Matta
Saiba mais sobre o Instituto Cervantes
O Instituto Cervantes é uma instituição criada pela Espanha, em 1991, com o objetivo de promover o ensino da língua espanhola e divulgar a cultura dos países hispanofalantes.
Atualmente, o Instituto está presente com mais de 80 centros em cinco continentes. No Brasil, destaca-se uma unidade do Rio de Janeiro, a segunda criada no país. A partir dela, são coordenadas redes de Centros Associados e centros de inscrição e aplicação do exame DELE na América do Sul, incluindo Argentina, Chile e Peru
Foto: Bruno da Matta
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Seeduc premia alunos da I Jornada de Matemática
Medalhistas receberam medalhas e certificados e comemoraram a vitória
A cerimônia de premiação da I Jornada de Matemática da Secretaria de Estado de Educação – uma iniciativa inédita voltada para estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental da rede estadual do Rio de Janeiro – reuniu, nesta quinta-feira (09/04), no Centro do Rio, os estudantes premiados na fase estadual da primeira edição. A ação, desenvolvida durante o ano letivo de 2025, premiou estudantes de sete escolas da rede Seeduc-RJ nas categorias ouro, prata e bronze. Mais de 200 equipes de diferentes regiões do estado participaram. A medalha de ouro foi conquistada pela equipe “Meta”, do Colégio Estadual Doutor Armando Sá Couto, em São Gonçalo.
A Jornada tem como foco a resolução colaborativa de desafios matemáticos, promovendo o protagonismo estudantil, o desenvolvimento de competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a valorização do ensino da matemática de forma prática, lúdica e contextualizada.
A secretária de estado de educação, Luciana Calaça, destacou o papel de professores, diretores e alunos na Jornada de Matemática, ressaltando o compromisso coletivo com o aprendizado. A gestora agradeceu aos docentes e diretores pelo empenho e reforçou que a continuidade do trabalho depende diretamente da atuação deles.
– Os professores atuam como mentores e facilitadores, indo além da transmissão de conteúdo ao incentivar a curiosidade, a experimentação e a busca por soluções criativas. E os nossos diretores têm importante atuação para o sucesso da iniciativa garantindo apoio logístico e um ambiente favorável ao desenvolvimento pedagógico e socioemocional dos nossos alunos. É importante valorizar o protagonismo dos estudantes e tornar o ensino da matemática mais dinâmico e envolvente.
E finalizou, parabenizando os alunos pelas vitórias.
– Hoje é dia de premiá-los. Aproveitem essa oportunidade e busquem sempre o reconhecimento. Dediquem-se, esforcem-se e busquem mais medalhas. O reconhecimento pelo trabalho de vocês é uma recompensa merecida e um incentivo para continuarem aprendendo e crescendo. Esta é a chance de vocês mostrarem seu potencial e de fazerem da Matemática uma aliada para o futuro.
Foto: Sandra Barros
Os alunos da equipe ‘Meta’, conquistaram a medalha de ouro. Abraão da Silva de Assis, Enzo Silva Costa, Eloá de Souza Viana, Miguel Ângelo Silveira Santos e Thiago Silva Damasceno, tiveram como orientador o professor Thiago Alves Vendroski.
A premiação na categoria prata destacou o trabalho das equipes ‘Meninas Superpoderosas’, do Instituto de Educação Eliana Duarte Da Silva Breijão, em Porciúncula; ‘Mentes Vitais’, da Escola Estadual Vital Brasil em Belford Roxo; e “Os Detetives da Matemática” do Colégio Estadual Doutor João Nery, em Mendes. O trabalho contou com a orientação, das professoras Lívia Magalhães, Yasmin Simões Pimenta e Priscila Teixeira Estevão, respectivamente.
As medalhas de bronze reconheceu o empenho de escolas dos municípios da Baixada Fluminense, Nova Iguaçu e Nilópolis, e da região Centro-Sul, Mendes. Os times premiados nessa categoria foram ‘Vitoriosa’, ‘Desafios em Ação!’ e ‘Annalu’, que trabalharam sob a orientação, respectivamente, das professoras Luciana Rodrigues de Andrade Silva, Jurema Borges Pereira e Rosimar Ferreira da Costa.
Orientador da equipe Meta, o professor Thiago Alves Vendroski, relembra que, já na primeira fase, os alunos foram destaque na pontuação geral e isso aumentou o interesse do grupo pela conquista da medalha de ouro.
– Ao longo do processo, realizamos avaliações, acompanhando os resultados e ajustando as atividades. No início, trabalhamos conceitos básicos e, aos poucos, avançamos para conteúdos mais complexos, envolvendo também leitura e interpretação. No sétimo ano, com a introdução às equações, temos um momento desafiador, pois exige que os alunos compreendam novos métodos para chegar às soluções.
E o professor ainda destaca aspectos importantes no desenvolvimento do projeto.
– Um dos pontos positivos foi o desenvolvimento do raciocínio e do equilíbrio nas resoluções. Muitas vezes, os alunos encontravam caminhos diferentes para chegar aos resultados, o que gerava debates e enriquecia o aprendizado. Alguns temas foram mais desafiadores, mas, com prática e acompanhamento, os alunos conseguiram evoluir. No geral, foi um processo de aprendizado contínuo, com avanços importantes ao longo do tempo.
O estudante Abraão da Silva de Assis conta como ele e os colegas que integram a equipe Meta – Eloá de Souza Viana, Enzo Silva Costa, Miguel Ângelo Silveira Santos e Thiago Silva Damasceno – trabalharam para alcançar bons resultados e conquistar a medalha de ouro.
– Foi uma experiência muito boa. Achei as atividades bem interessantes. Principalmente, as histórias que foram contadas em cada uma delas. Em questões mais fáceis ou mais difíceis, a nossa equipe deu o máximo – disse Abraão.
O encontro também premiou alunos do Instituto de Educação Eliana Duarte da Silva Breijão, em Porciúncula, finalistas da Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF). Receberam a premiação os estudantes Helena Cozendey Dornellas de Souza, Júlia Araujo Joi, Kauã Jefersson Pereira Martins Aguiar e Rafaella Paradelas Araujo. A Olitef é uma iniciativa realizada pelo Tesouro Nacional, com o apoio do Ministério da Educação (MEC) que busca promover o conhecimento financeiro entre alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio.
Presentes à cerimônia, a subsecretária de Gestão de Ensino Daniela Pereira Vasques, a Superintendente de Avaliação e Acompanhamento do Desempenho Escolar, Erika do Nascimento Pinheiro Mendes, o Superintendente da Superintendência de Gestão das Regionais Pedagógicas, Pedro de Moraes Rocha e a assessora da Superintendência Pedagógica, Luciane Da Silva Rodrigues. Vários profissionais das equipes de coordenadores e profissionais das escolas, das regionais e da sede que colaboram na execução do projeto, também prestigiaram a premiação.
Foto: Sandra Barros
Alunos, professores e escolas premiadas
OURO
CE DOUTOR ARMANDO SÁ COUTO
Equipe: “Meta”
Professor.: Thiago Alves Vendroski
Alunos: Abraão Da Silva De Assis
Enzo Silva Costa
Eloá De Souza Viana
Miguel Ângelo Silveira Santos
Thiago Silva Damasceno
PRATA
IE ELIANA DUARTE DA SILVA BREIJÃO
Equipe: “Meninas Super-Poderosas”
Professora.: Lívia Magalhães
Alunos: Lavínia Estanislau de Souza
Karina da Silva Vieira
Lavínia Helena da Silva Custódio
Elisa Nascimento Costa
Maria Gabriella Gomes da Rocha
EE VITAL BRASIL
Equipe: “Mentes Vitais”
Professora.: Yasmin Simões Pimenta
Alunos: Ysabella Cristina Sales Da Cruz
Gabriel Conceição Da Silva De Oliveira
João Victor Barroso Da Silva Miguel
Kauê Graça Rodrigues
Igor Luca Carvalho Vidigal
CE DOUTOR JOÃO NERY
Equipe: “Os Detetives da Matemática”
Professora.: Priscila Teixeira Estevão
Alunos: Mariane de Paula Oliveira Pereira
Cauã Rodrigues Silvestre
Rayan da Costa Santos
Marcelo Matosinho Chedid
BRONZE
EE NILO PEÇANHA
Equipe: “Vitoriosa”
Professora.: Luciana Rodrigues de Andrade Silva
Alunos: Luiz Fernando da Conceição Machado
Welison Conceição Batista
Yasmin Fernandes Rodrigues de Andrade
Agatha Victoria de Souza Fernandes
Simão Pedro Sousa Barros
CE ANTÔNIO FIGUEIRA DE ALMEIDA
Equipe: “Desafios em Ação!”
Professora: Jurema Borges Pereira
Alunos: Luis Guilherme da Silva Pires
Jose Gabriel Felix Bonates
Andrey Rodrigues da Costa
CE DOUTOR JOÃO NERY
Equipe: “Annalu”
Professora: Rosimar Ferreira da Costa
Alunos: Anna Clara de Oliveira Fraga
Luisa de Paula Almeida
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Foto: Ellan Lustosa
Governo do Estado RJ: 2.250 professores são convocados em processo de Migração 2026
Profissionais devem comparecer às Regionais administrativas com toda a documentação solicitada. Iniciativa atende a uma reivindicação antiga da categoria
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Educação, publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (10/04) a convocação de 2.250 professores classificados no Processo Seletivo Interno para a migração da carga horária de Professor Docente I de 18 horas para 30 horas semanais. Esse processo permitirá que os professores recebam uma remuneração maior, compatível com a nova jornada. Com mais horas destinadas ao planejamento e à formação, o professor ganha melhores condições de trabalho.
O edital convoca professores para as áreas de Matemática, Língua Portuguesa/Literatura, Inglês, Espanhol, História, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Artística, Geografia, Química, Biologia, Educação Física, Física, Filosofia, Pedagogia, Sociologia, Ensino Religioso, Enfermagem, Administração e Informática.
— Essa convocação atende a uma reivindicação antiga da categoria e demonstra o compromisso sério assumido por nossa gestão com a educação fluminense — comentou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
O regime de 30 horas semanais deverá ser cumprido na forma de 20 horas de efetiva regência, acrescida de 10 horas de planejamento e estudo, seguindo assim a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Também não haverá prejuízo na progressão para os que optarem pela troca do regime, sendo assegurada a manutenção do nível e referência que se encontravam antes da migração, conforme Plano de Carreira do Magistério, bem como será mantida a classificação do docente na unidade escolar para efeito de alocação nas turmas e turnos.
Foram chamados profissionais das regionais Centro Sul, Metropolitanas I, II, III, IV, V, VI e VII, Baixadas Litorâneas, Noroeste Fluminense, Norte Fluminense, Serrana I e II e Sul Fluminense, e também para as unidades escolares prisionais e socioeducativas. Agora, os aprovados devem se dirigir à Coordenadoria de Gestão de Pessoas da Regional de sua lotação, no dia e horário fixados no edital publicado hoje, para, neste primeiro momento, entregar toda a documentação necessária a fim de comprovar os títulos e experiências cadastrados na inscrição. A escolha das vagas com os horários das aulas acontecerá num segundo momento, após a publicação da migração em diário oficial.
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Jovem Repórter 2026: Seeduc e Fundação Cecierj realizam formação técnica para alunos do projeto
Alunos selecionados para a edição de 2026 do Jovem Repórter participaram, nesta quarta-feira (8/4), de atividades de práticas jornalísticas em um workshop especial realizado no Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias. O projeto, criado em 2024, visa dar voz aos alunos, proporcionando experiências práticas na área da comunicação, além de auxiliar nas escolhas profissionais de cada um.
— Essa dinâmica é muito interessante, pois esse encontro vai além do aprendizado básico. É um momento de interação e conhecimento técnico real que, desejamos, será divertido para todos. Sou também oriundo de uma escola estadual e graças à educação, consegui alcançar meus objetivos. Tenho certeza de que todos aqui estão no caminho certo — pontuou Tiago Dionísio da Silva, superintendente de Projetos Estratégicos da Seeduc-RJ, representando a secretária Luciana Calaça.
O projeto é resultado de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação (Seeduc-RJ), da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais. A iniciativa permite que estudantes da rede vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem como repórteres na cobertura de eventos oficiais.
— É uma chance ímpar para adquirir novos conhecimentos e ver uma realidade diferente, conhecer muita gente importante e aprender cada vez mais – comentou a jovem repórter Luana Trindade, 17 anos, aluna do Colégio Estadual Piauí Intercultural Brasil - França, de Volta Redonda, no Sul Fluminense.
Foto: Sandra Barros
O treinamento realizado nesta quarta-feira (08/04) faz parte de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e a Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj). O objetivo é preparar os jovens para os desafios deste projeto.
— Essa primeira imersão na área é muito importante por oferecer uma experiência real a esses jovens repórteres. Esse workshop é parte desse processo, fazendo com que eles tenham, aqui, uma experiência real. É com felicidade que recebemos todos vocês aqui. Hoje, os estagiários da área de comunicação da nossa Fundação foram jovens repórteres da Seeduc-RJ — afirmou Heloísa Cunha, vice-presidente de Educação Superior a Distância da Fundação Cecierj.
Durante o encontro, palestras e oficinas – realizadas por profissionais de comunicação das instituições – abordaram técnicas de reportagem, filmagem e fotografia. Os jovens também tiveram que colocar a ‘mão-na-massa’ em uma atividade prática especialmente desenvolvida para eles, permitindo que os participantes aplicassem os conhecimentos adquiridos. Eles receberam certificados de suas participações neste dia tão inspirador.
— Tenho certeza de que vou aprender muito. Esse é um excelente começo para o meu futuro na área de jornalismo, que é meu grande sonho — contou Maria Clara Alves Branco, de 17 anos, jovem repórter do Colégio Estadual Presidente Kennedy, de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Durante o ano letivo, os participantes do projeto vivenciam rotinas típicas do jornalismo, com produção de textos e vídeos. O material produzido é divulgado nos canais digitais da Seeduc, das escolas e em plataformas institucionais do governo.
— A integração e interação que estamos vendo aqui é uma base para a formação de grandes profissionais. Acredito muito na função do jornalismo, que nos dá o acesso à informação e é fundamental para o estado democrático de direito. Vocês são o futuro! – frisou Gabriel Costa, vice presidente Científico e de Recursos Educacionais da Fundação Cecierj.
Foto: Sandra Barros
Desde sua criação, em 2024, o Jovem Repórter já proporcionou aos estudantes a possibilidade de cobrirem eventos de grande relevância, como o G20, a Cúpula dos Líderes do Brics, além da Bienal do Livro do Rio. O Parlamento Juvenil, o Energy Summit e o Rio Innovation Week, entre outros, também ajudaram a ampliar a prática dos alunos na produção de conteúdo.
— Acompanhei o trabalho de vários colegas que participaram do projeto em 2025. Agora, também selecionado para o Jovem Reporter, eu quero muito aprender e poder mostrar muitas coisas legais que temos na nossa escola e em toda a rede estadual — explicou Anna Clara Ferraz de Melo, de 17 anos, que estuda no Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil – Turquia, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Ao longo do ano de 2026, os jovens farão a cobertura jornalística dos principais eventos realizados no estado do Rio de Janeiro, como a Rio Fashion Week e o Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude. Além disso, eles serão convidados a fazer a cobertura de diversas ações do Governo do Estado, produzindo conteúdo para site e mídias sociais, e também farão reportagens sobre ações realizadas na escola e na comunidade.
— Sempre me envolvi em atividades de comunicação em minha escola e, desde o começo, tive muita vontade de participar do projeto e estou super animada. Como quero muito seguir na área, e esse é o meu grande desejo para o futuro, este programa é um divisor de água, um passo muito importante que dou na minha vida — destacou Nina Machado Pereira Vasconcelos, de 17 anos, aluna do Ciep 413 Adão Pereira Nunes Intercultural Brasil – México, de São Gonçalo.
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Alunos da rede estadual do Rio de Janeiro participam de encontro nacional sobre educação científica em Brasília
Estudantes, professores e diretores de duas escolas da rede estadual representaram o Rio de Janeiro no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola, realizado entre os dias 24 e 26, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. O evento teve como objetivo fortalecer o diálogo entre ciência, educação e desenvolvimento social, reunindo educadores, pesquisadores, gestores públicos e estudantes de todo o país.
— Acreditamos que a ciência tem um papel fundamental ao abrir caminhos, inspirar descobertas e desafiar as certezas dos jovens fluminenses. Por isso, estamos trabalhando para ampliar o número de escolas na nossa rede com o Itinerário de Iniciação Científica na rede. Atualmente, são 17 no estado — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
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As unidades selecionadas para participar da experiência foram os colégios estaduais Barão de Aiuruoca, em Barra Mansa, e Rio Grande do Norte, em Volta Redonda, ambos no Sul Fluminense. Ao todo, 21 estudantes, seis professores e dois diretores dessas unidades escolares vivenciaram esse momento importante para a ciência.
— Essa oportunidade abre portas para o futuro e amplia nosso aprendizado. Acredito que esse projeto é um gostinho do que o futuro nos reserva — disse a estudante Emanuele da Silva, do Colégio Estadual Barão de Aiuruoca, que desenvolve, desde 2019, atividades com foco em robótica.
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As escolas com Itinerário de Iniciação Científica estimulam a investigação no ambiente escolar e fortalecem habilidades como criatividade, autonomia e pensamento crítico.
— Nossa unidade foi escolhida como projeto piloto para a implementação da Iniciação Científica nas demais escolas da rede. Em 2024 e 2025, conquistamos o Prêmio Shell NXplorers – Programa de Educação Científica. Esse encontro nacional foi enriquecedor para os alunos e essencial para darmos continuidade ao nosso trabalho pedagógico — afirmou a diretora-geral, Cláudia Paiva.
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Estudantes de Ciep da Baixada Fluminense ganham cinco medalhas em campeonato estadual de luta olímpica
Alunos conciliam estudos e treinamento em unidade escolar que oferece o Itinerário Esportivo
Disciplina, foco, superação e alunos da rede estadual no lugar mais alto do pódio. Foi isso que aconteceu com os estudantes do Ciep Brizolão 374 Augusto Rodrigues, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Eles conquistaram cinco medalhas – uma de ouro, três de prata e uma de bronze – no Campeonato Estadual de Wrestling 2026, modalidade também conhecida como luta olímpica. A competição foi promovida pela Confederação Brasileira de Wrestling (CBW) e realizada na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O desempenho expressivo dos jovens se deve à unidade escolar que, desde 2025, passou a ofertar o Itinerário Esportivo em sua grade curricular.
— O esporte possibilita a oportunidade de ensinar não apenas regras e estratégias, mas também valores fundamentais, como disciplina, respeito e colaboração. Conquistas como essas nos fazem explorar a importância do esporte na formação dos nossos alunos — disse Luciana Calaça, secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
De acordo com o estudante Ygor Ribeiro, medalhista de ouro na competição, a rotina equilibrada entre estudos e treinamento foi fundamental para o seu desempenho.
— Tivemos um desenvolvimento muito bom, com foco em adquirir mais técnicas e superar os desafios. Eu me alimentei bem, tanto em casa quanto na escola, e contei com o apoio de ótimos profissionais na unidade. Estou muito feliz com esse resultado — contou o estudante, que está na 2ª série do Ensino Médio.
O coordenador de desporto da escola, Fernando Melo, afirmou que o diferencial está na transição estratégica entre o esporte escolar e o alto rendimento.
— Os alunos que se destacam nas aulas regulares são integrados às equipes de performance. Além da prática, apresentamos aos estudantes todas as vertentes profissionais possíveis dentro da formação esportiva, expandindo seus horizontes de carreira. O calendário de 2026 está apenas começando — destacou Fernando.
Agora, o foco está nas próximas etapas. Com uma agenda cheia ao longo do ano, a preparação continua intensa. O desafio seguinte será nos Jogos Estudantis do Rio, no qual os estudantes pretendem manter o desempenho e conquistar novos resultados.
— Essas conquistas são a realização de um sonho para todos nós da equipe diretiva e para a comunidade no entorno. Vamos continuar apostando neles, pois sabemos que podem ter um futuro melhor. A escola acredita no potencial deles — afirmou a diretora-geral, Maria Aparecida.
Saiba mais sobre essa modalidade de ensino
As escolas com Itinerário em Esportes se baseiam na diversidade de atividades esportivas, com conteúdos complementares das áreas de saúde, comunicação e marketing, recursos humanos, dentre outros.
Atualmente, a rede estadual de ensino conta com 21 turmas e 497 estudantes atendidos nesse itinerário, distribuídos por seis unidades escolares em cinco municípios.
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Colégio estadual destruído pelas chuvas é reinaugurado no Noroeste Fluminense
A Semana Santa foi marcada por lágrimas de alívio, sorrisos e um sentimento mais do que especial para alunos e professores do Colégio Estadual Alcinda Lopes Pereira Pinto, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. A unidade foi reinaugurada nesta quarta-feira (01/04), após ter sido destruída pelas fortes chuvas que castigaram a região em março de 2024, causando alagamentos e deixando dezenas de famílias desabrigadas em todo o município.
Na ocasião, a estrutura do prédio foi avaliada pelas equipes técnicas do Governo do Estado já nos primeiros dias, e um processo de reforma foi iniciado. Entre os espaços revitalizados estão: as salas de aula, que agora contam com televisores, o refeitório, a sala maker, a sala de recursos, a biblioteca e a sala de informática.
Foi feita a troca de todas as portas e janelas, a substituição de todos os computadores, dos mobiliários de sala de aula e de escritórios e dos equipamentos industriais de cozinha, além da pintura completa, obras de acessibilidade e a criação de um laboratório de Ciências. Em uma segunda fase, estão previstas ainda a reforma da quadra e a implantação de uma horta comunitária.
Referência para todos, a professora Lidete Couto, que trabalha na escola há 38 anos, dos quais 31 à frente da direção, viveu cada minuto da tragédia em 2024. Ainda em sua casa, pelo sistema de monitoramento do colégio, Lidete já assistia, com aperto no peito e lágrimas nos olhos, as águas invadirem a escola enquanto moradores que haviam se refugiado no espaço corriam para as partes mais altas em busca de socorro. Ao chegar lá e ver o estrago, a gestora coordenou a resposta, mobilizou equipes e foi o ponto focal entre a comunidade e as autoridades, motivo pelo qual foi elogiada e homenageada esta semana, mostrando que o amor ao ensino e a paixão pelo C. E. Alcinda Lopes é muito maior do que a força da natureza.
Foto: Sandra Barros
A diretora Lidete Couto com seus alunos
A docente contou que, mesmo durante a limpeza e o período de obras, a escola não deixou de funcionar, garantindo o acesso à educação para os 90 alunos dos ensinos Fundamental e Médio, atendidos pela unidade.
– Há dois anos, nós vivemos um dos momentos mais duros da nossa história, e eu não queria que a comunidade perdesse essa escola, mesmo tendo certeza de que a água tinha destruído tudo. Mas havia algo que ela não podia levar, a nossa força, que encontrei em Deus, em cada funcionário, em cada aluno e em cada um dos pais que seguraram minhas mãos enquanto suas próprias casas estavam inundadas – afirmou a docente.
O estudante da 2ª série do Ensino Médio Lyan Victor Radaeli, que na época foi um dos voluntários, contou como tudo aconteceu e como se sente hoje.
– Foi muito triste ver que tudo que foi construído ao longo dos anos se perder na chuva, mas, no dia seguinte, as pessoas já estavam limpando, toda a escola estava unida e hoje ela está de pé de novo. É muita felicidade, uma coisa boa, um recomeço. A escola, hoje, está melhor do que antes, a gente não pode desistir – afirmou o jovem.
Foto: Sandra Barros
Fachada do C.E. Alcinda Lopes Pereira Pinto, reformado e reinaugurado, em Bom Jesus do Itabapoana
Relembre o caso
Mais do que um colégio, a unidade servia como ponto de abrigo para chuvas fortes, tarefa que sustentou por horas, enquanto casas do entorno já estavam com água quase no teto. Após resistir bravamente, a correnteza do rio Itabapoana, na divisa com o Espírito Santo, venceu o prédio e invadiu a escola, derrubando muros e destruindo computadores, mobiliários, equipamentos e até mesmo livros, registrando mais de um metro de água e deixando dor e tristeza no lugar.
Esses sentimentos, porém, se tornaram a força que uniu ainda mais todo o bairro de Usina Santa Isabel, onde a escola está localizada. Naquele dia, juntos, moradores, alunos e servidores iniciaram, já nas primeiras horas após a chuva, um grande mutirão de limpeza, seguido do suporte dado pelo Governo do Estado que resultaria na reforma e inauguração do prédio, ocorrida esta semana.
Religiosa, Lidete lembrou que a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ficava em sua sala, foi encontrada na frente da escola, suja de lama e barro, mas de pé, um símbolo forte de fé e de esperança e um sinal de que não estavam sozinhos.
– Escolhemos acreditar e continuar. Nós nos adaptamos, trabalhamos em condições difíceis, mas não deixamos de abrir a escola nem um dia sequer, não deixamos de cumprir nossa missão de educar, acolher e transformar vidas. Hoje, vemos a prova de que com amor, com fé e com garra somos capazes de recomeçar ainda mais fortes, junto com novos sonhos, oportunidades e futuros. Eu não tenho dormido de tanta alegria – concluiu a diretora.
Na cerimônia de reinauguração, ela e a comunidade escolar receberam homenagens da Seeduc, por meio da Regional Metropolitana Noroeste Fluminense, e até mesmo uma Moção de Congratulação e Aplausos aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana, de autoria do vereador Pedro Baptista, que a entregou em mãos. Autoridades, pais, estudantes e ex-alunos participaram do encontro e lembraram dos desafios superados. Entre eles, o senhor Leandro Carvalho, que tem três filhos matriculados na escola e viveu o drama das chuvas.
– Todos os meus sete filhos passaram por aqui e cada um ajudou um pouco na limpeza e na remoção de tudo que foi destruído. A escola reformada representa tudo pra nós – afirmou o músico, que toca acordeon com os alunos.
Em meio a apresentações artísticas, música, dança e discursos emocionantes, o novo ciclo da unidade foi iniciado. Com isso, o Colégio Estadual Alcinda Lopes Pereira Pinto e toda sua comunidade escolar se provaram verdadeiros exemplos, mostrando que nada é capaz de parar a educação quando se tem profissionais dedicados e um governo que se importa com o ensino.
Foto: Ellan Lustosa
Mutirão de limpeza da escola em 2024
Foto: Sandra Barros
Governo do Estado do Rio concede bonificação a mais de 45 mil servidores da Educação
Benefício de R$ 3 mil é para profissionais das escolas que atingiram as metas de desempenho educacional
O governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro Ricardo Couto de Castro iniciou o pagamento de uma bonificação de R$ 3 mil para mais de 45 mil servidores efetivos das escolas estaduais, nesta quarta-feira (01/04). O benefício é destinado a profissionais de unidades que atingiram as metas de desempenho educacional. A medida mobiliza R$ 137 milhões, sem aumento de despesa para o Estado, já que os recursos são do Fundeb, e integra a Política Estadual Excepcional de Progressão Parcial no Ensino Médio.
O bônus contempla profissionais de unidades escolares que atingiram os indicadores definidos nas políticas de Recomposição de Aprendizagens e da Progressão Parcial, dentro do Pacto Estadual de Enfrentamento à Evasão, voltado à permanência dos estudantes na escola.
A progressão parcial adotada pelo estado não configura aprovação automática. O modelo prevê um plano estruturado de recomposição de aprendizagem, com duração de três meses no ano letivo seguinte, incluindo acompanhamento individualizado dos estudantes. Os alunos poderão avançar com até seis dependências na 1ª e 2ª séries do Ensino Médio e até três disciplinas na 3ª série, com atividades de recuperação no horário regular ou no contraturno.
- Reforçamos o compromisso de valorizar nossos estudantes e nossos professores, certos da força transformadora da educação no futuro dos nossos jovens. Sabemos o tamanho do desafio de manter o aluno na escola, garantir aprendizado e evitar a evasão. A gente quer que o aluno siga em frente, mas com aprendizado de verdade. Por isso, criamos a progressão parcial com acompanhamento de perto, metas claras e recuperação séria - destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Para receber a bonificação, as escolas precisaram atingir metas mínimas de aprovação: 95% no Ensino Fundamental; 92% na 1ª série do Ensino Médio; 95% na 2ª série do Ensino Médio; e 97% na 3ª série do Ensino Médio. Já os servidores devem atuar na regência de turmas e demais funções da unidade escolar durante o ano de apuração dos resultados.
Foto: Bruno da Matta
Intercultural Brasil-Turquia comemora a chegada da primavera
Ciep de Duque de Caxias realizou atividades culturais para celebrar o Nevruz, data importante para os turcos, que marca o início da nova estação
Nesta quarta-feira (01/04), alunos e professores do Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil-Turquia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, comemoraram uma data muito especial para a comunidade turca: o Nevruz, que marca a chegada da primavera no Hemisfério Norte, anunciando o renascimento da natureza. Para celebrar a nova estação, a unidade realizou diversas atividades e apresentações musicais, enfatizando a cultura turca e a boa relação com o Brasil.
— É muito significativo termos uma ação desta na unidade que fortalece os laços com a Turquia, representando o dia a dia e as celebrações de lá. Este é o grande objetivo de nossas interculturais: serem verdadeiros centros culturais, vivenciando os costumes dos países parceiros dentro dos muros da escola e expandindo por toda a comunidade — destacou Luciana Calaça, secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
Toda a escola se mobilizou para o evento, caracterizando-se de forma temática para que todos pudessem compreender os conceitos que implicam na realização da festividade. A celebração pode inserir ainda mais a comunidade na cultura turca, conhecendo toda a sua tradição e corroborando com o ideal das escolas interculturais da rede estadual de ensino.
— A cada ano que passa, a gente vê o aperfeiçoamento dos projetos. Não é só aprender o conteúdo, aqui estamos vivendo o Nevruz. Assim, neste dia, podemos ver o desenvolvimento de todos, com o trabalho em grupo, e, de fato, a interculturalidade proposta pela escola — pontuou a diretora-adjunta da unidade, Patrícia Zarro.
Foto: Bruno da Matta
Durante a celebração, o colégio dividiu as atividades entre as turmas: os alunos da 1ª série do Ensino Médio fizeram a ornamentação do espaço, os da 2ª série organizaram as barraquinhas e os da 3ª fizeram uma atividade especial. E todos se uniram para apresentações de dança e do coral.
— Eu já estava muito ansioso de vir para essa escola, experimentar e falar sobre os projetos. Participar dele é uma sensação incrível. É algo novo que estou amando viver — ressaltou Marcos Vinícius dos Santos, de 15 anos, aluno da 1ª série do Ensino Médio.
Assim, com muitas atrações, incluindo danças, comidas e até músicas cantadas em turco, os estudantes do Ciep da Baixada Fluminense puderam aprofundar seus conhecimentos e aproveitaram também para fazer competições saudáveis entre as turmas, levando em consideração suas compreensões sobre a cultura turca. O clima foi de muita alegria, com todos, incluindo professores e convidados, vivenciando os costumes do país.
— Este é um evento importante, pois permite que os alunos conheçam e valorizem várias sociedades de forma prática e divertida, promovendo a integração entre os estudantes e tornando o aprendizado mais dinâmico. Assim, celebrar o Nevruz na escola é uma forma de unir conhecimento, cultura e convivência em um ambiente enriquecedor — disse Letícia Maria Lima de Oliveira, aluna da 3ª série da unidade escolar da Baixada Fluminense e uma das estudantes selecionadas para a edição 2026 do projeto Jovem Repórter.
Foto: Bruno da Matta
Tradição na Ásia e no Oriente Médio
As origens do Nevruz remontam a pelo menos 2 mil anos atrás e não são muito claras, mas a tradição está viva e é comemorada em todos os países que, em algum momento, fizeram parte do Império Persa. Celebrado em diversas nações da Ásia e do Oriente Médio, está associado ao amor pela natureza e por todos os seres vivos, ao respeito pela humanidade e à disseminação do bem.
De acordo com a tradição, nesta data é realizado um festival folclórico, baseado na veneração da natureza, do sol e do universo. Registrado pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o Nevruz promove o entendimento mútuo e a amizade entre diversas comunidades étnicas, podendo desempenhar um papel determinante na união de pessoas de diferentes culturas, países e nações.
— O Nevruz é uma nova vida, pois, com a primavera, vemos a natureza mais colorida e vibrante. E trazemos isso para a humanidade. É fundamental os alunos terem esse diálogo e experenciar a interculturalidade, enriquecendo o aprendizado deles — afirmou Yashnar Kalandarov, professor de turco da unidade.
*colaborou a Jovem Repórter Rayssa do Carmo Felicio
Foto: Bruno da Matta
Foto: Ellan Lustosa
Estudantes selecionados para o Jovem Repórter 2026 participam de workshop com profissionais de comunicação
Durante capacitação, eles aprenderam noções básicas de jornalismo para atuarem como repórteres em eventos oficiais
Nesta segunda-feira (30/03), estudantes das escolas estaduais do Rio de Janeiro selecionados para participar do Projeto Jovem Repórter 2026 assistiram a um workshop, ministrado por profissionais de comunicação do Governo do Estado, no qual aprenderam noções básicas de jornalismo para atuarem como repórteres em eventos oficiais. A capacitação foi realizada no auditório do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.
— É um orgulho poder ter mais essa edição deste projeto tão especial. A comunicação está sempre presente ao nosso lado, levando informações para todos. Não podemos ter vergonha de perguntar, pois estamos sempre aprendendo, e que este momento seja o início de uma linda jornada para vocês — disse Luciana Calaça, secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
Durante o treinamento, os jovens repórteres participaram de oficinas sobre técnicas de comunicação e assistiram a palestras de jornalistas como Flávia Jannuzzi, repórter com mais de 25 anos de experiência, com passagem pela Rede Globo; Waléria de Carvalho, repórter especial do jornal ‘O Dia’ e Marcelo Smigol, jornalista esportivo.
— É o máximo estar aqui. Não há nada mais dinâmico do que a comunicação, que muda o tempo todo, com as novas tecnologias. Não somos mais reféns das grandes mídias, cada um de nós pode fazer a diferença nesse meio. Estou mais feliz do que eles, com essa oportunidade de compartilhar um pouquinho do que vivi — comentou Smigol.
Foto: Ellan Lustosa
O Projeto Jovem Repórter é fruto de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação (Seeduc-RJ), da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da Subsecretaria de Relações Internacionais. A iniciativa permite que estudantes da rede estadual, que têm no currículo o estudo de línguas estrangeiras, vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias.
— Tem dias que a gente sai de casa com a certeza de encarar novos desafios e dias, como o de hoje, orgulhoso de ter todos vocês aqui, principalmente por ter sido um dos grandes incentivadores deste projeto. Hoje, a comunicação é maior, com informações 360°, e o repórter tem uma figura muito mais ampla do que já foi um dia — afirmou o secretário de Estado de Comunicação e Publicidade, Igor Marques.
Estudantes que participaram do Jovem Repórter nos anos anteriores também compartilharam suas experiências, contando como o projeto influenciou suas vidas. Foi o caso de Eloah Ferreira, ex-aluna do Ciep 117 Carlos Drummond de Andrade Intercultural Brasil-Estados Unidos, que passou para Mídias Sociais na Universidade Federal Fluminense; Heitor Cardoso, egresso do Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil-Turquia, aprovado em Jornalismo com bolsa de 100%; Paulo Sergio Bongestab, que também estudou no Ciep 218 e foi aprovado em 1º lugar no Prouni (Comunicação - Publicidade e Propaganda na UFRJ e Direito na Unisuam); e Ana Carolina Gonçalves, que participou da primeira edição do projeto, em 2024, estudou no Ciep Filinto Mulller e, hoje, cursa Jornalismo na Uerj.
— O Jovem Repórter foi uma grande surpresa para mim. Eu imaginava fazer Direito e que isso seria mais um hobby, mas minha participação fez com que buscasse algo novo para meu futuro. Considero o projeto como o destino. Hoje, não me vejo cursando outra área — destacou Eloah.
A próxima etapa da capacitação acontecerá no dia 8 de abril, promovida pela Fundação Cecierj, que também se tornou parceira nesta ação, preparando os estudantes para os desafios da reportagem.
Neste ano, os jovens repórteres terão a missão de fazer a cobertura jornalística de eventos como a Rio Fashion Week e o Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude, produzindo conteúdo para site e mídias sociais do Governo do Estado. Além disso, farão reportagens de ações realizadas na escola e na comunidade, a serem divulgados nas mídias oficiais da Seeduc.
Foto: Sandra Barros
Destaque nas edições anteriores
Para serem escolhidos, os estudantes tiveram que desenvolver um vídeo, com duração de até um minuto, respondendo à seguinte pergunta: “Por que desejo participar do projeto e como o Jovem Repórter pode contribuir para o meu projeto de vida?”
— É a primeira vez da minha escola no projeto e estou bastante animada. É uma área com que sempre sonhei e quero muito desfrutar deste momento — ressaltou Lilian dos Santos Lannes, de 16 anos, aluna do Ciep 309 Zuzu Angel Intercultural Brasil-Colômbiaa.
Nas edições anteriores, os jovens repórteres tiveram destaque nacional e internacional na cobertura de grandes eventos, como o G20, em 2024, e o encontro dos líderes do Brics, em 2025, além da Bienal do Livro do Rio, do Parlamento Juvenil, do Energy Summit, do Rio Innovation Week e do Seminário do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
Foto: Sandra Barros
Foto: Ellan Lustosa
Alunos da rede estadual visitam a Seção Judiciária do Rio de Janeiro
Palestra, simulação de audiência e visita ao Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) provocaram o interesse dos estudantes
Os estudantes do Ciep 329 Juan Martinho Carrasco e do Colégio Estadual Professora Eliana de Almeida Santos, localizados em Itaguaí, foram convidados para participar do programa ‘Conhecendo a SJRJ’, nesta última semana de março. Durante o evento, eles assistiram a uma apresentação sobre o funcionamento da Seção Judiciária do Rio de Janeiro (SJRJ), sobre o papel dos Poderes da República, conheceram o trabalho de estágio oferecido pela entidade, ouviram sobre a trajetória profissional do juiz federal Carlos Adriano Bandeira e participaram da simulação de uma audiência.
Na simulação, dois estudantes, um de cada escola, foram eleitos pelos colegas para atuarem como testemunhas de defesa e acusação. No final da exposição da defesa, da acusação e das testemunhas, coube aos alunos opinarem sobre a possibilidade de absolvição ou condenação do réu, um exercício que levou os jovens a entenderem como funciona uma audiência.
O programa ‘Conhecendo a SJRJ’ é direcionado, prioritariamente, a estudantes de Ensino Médio da rede pública de ensino e tem como um de seus objetivos desmistificar os órgãos do Poder Judiciário e o papel dos magistrados. A iniciativa visa, também, provocar reflexões sobre o exercício da cidadania e mostrar as atribuições da Justiça Federal.
Foto: Ellan Lustosa
Além do tribunal simulado, a oportunidade de conversar com um juiz federal foi um dos pontos altos do evento. Os estudantes participaram com interesse e fizeram muitas perguntas.
– Eu acho que esse contato com os estudantes é sempre muito proveitoso. É uma oportunidade, tanto para eu aprender como essa nova geração está se comportando como para dar a eles um pouco de acesso à magistratura. Os juízes, às vezes, são vistos como figuras inatingíveis, mas eu sou juiz e estou aqui. A ideia do projeto é realmente a magistratura se dar a conhecer e mostrar como a justiça federal funciona. Isso é importante para que eles, se um dia precisarem, possam ingressar com ações aqui – disse Carlos Adriano Bandeira.
Sobre o interesse dos alunos em como um tribunal funciona, com muitas perguntas baseadas até em séries de televisão, o juiz comentou sobre a possibilidade de todos.
– Penso que é fundamental mostrar para eles que existem caminhos no mercado de trabalho aqui mesmo, que eles podem ingressar nas carreiras jurídicas, que eles podem se tornar juízes – finalizou o magistrado.
Foto: Ellan Lustosa
Para a estudante Enny Souza Oliveira, do Colégio Estadual Professora Eliana de Almeida Santos, a experiência foi muito interessante pelo conteúdo e pela recepção dos organizadores.
– O meu interesse é pela área de artes, mas é importante aprender outras coisas, não ficar só naquilo que a gente gosta, sabe? Gosto de aprender o porquê de muitas coisas, pensar no que é certo e no que é errado. Foi muito bom. E a recepção também foi ótima – destacou Enny.
No final do encontro, os alunos participaram da visita orientada ao Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), onde conheceram os espaços centenários das galerias, teatro, cinema, sala de cursos, além da Sala de Sessões, este último um local de relevância histórica, que abrigou sessões do Supremo Tribunal Federal até 1960, quando houve a transferência da capital para Brasília.
Para mais informações sobre o programa ‘Conhecendo a SJRJ’, acesse o link https://www.trf2.jus.br/jfrj/consultas-e-servicos/programa-educativo-conhecendo-sjrj.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Ellan Lustosa
Seeduc recebe propostas de agricultores familiares para fornecimento de alimentos para as escolas estaduais
A Secretaria de Estado de Educação segue investindo na qualidade da alimentação dos estudantes adquirindo gêneros alimentícios da agricultura familiar. Nesta sexta-feira (27/03), foram abertos os envelopes com as propostas de agricultores familiares, cooperativas e associações para o fornecimento de alimentos para as escolas da rede estadual de ensino.
Essa etapa do edital de Chamada Pública é fundamental para a execução da política pública de alimentação escolar, além do cumprimento da legislação vigente, que estabelece que, no mínimo, 45% dos recursos repassados no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam destinados à aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar. Essa ação contribui para o fortalecimento da economia local, da produção rural e para a ampliação da oferta de alimentos frescos e regionais nas unidades escolares.
Para a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, oferecer uma alimentação saudável e de qualidade para os estudantes é fundamental para garantir a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Anualmente, são servidas mais de 280 milhões de refeições nas escolas estaduais.
– Para muitos estudantes, a alimentação na escola é a única refeição do dia. E isso é muito importante para que o nosso aluno possa ter um bom desenvolvimento no ensino. Acho que termos políticas públicas que consigam enfrentar esse desafio é fundamental – afirma a secretária.
Foto: Divulgação/Seeduc
Durante o 3º Encontro Nacional de Conselhos de Alimentação Escolar, realizado em 2025, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio, a Seeduc reconheceu a importância da agricultura familiar para o fornecimento de alimentos para as escolas da rede. O incentivo à comercialização e à atividade de pequenos produtores de alimento foi um dos temas centrais do evento.
Além disso, ainda durante o evento, a pasta apresentou ações para melhorar a gestão da alimentação escolar, como a pesquisa de valores máximos para aquisição de gêneros alimentícios e o aprimoramento dos contratos da agricultura familiar.
Nas próximas etapas do edital de Chamada Pública, serão anunciados os resultados do mapeamento (15/04) e o questionamento dos Projetos de Venda apresentados pelos agricultores familiares que não foram elencados no mapeamento (de 16 a 17/04). O último passo será a formalização dos contratos, entre 27/04 e 11/05.
Foto: Divulgação/Seeduc
Abertura dos envelopes da agricultura familiar no Noroeste Fluminense. No alto, abertura dos envelopes na Metro V, em Duque de Caxias
Foto: Bruno da Matta
Seeduc apresenta projetos de empreendedorismo para estudantes
Em parceria com a Junior Achievement, ações visam criar oportunidades e desenvolver a mentalidade empreendedora nos alunos da rede estadual
Pensando no futuro dos estudantes da rede estadual, a Secretaria de Estado de Educação, em parceria com a Junior Achievement Rio de Janeiro, apresentou os detalhes da edição anual do projeto Super Futuro e o lançamento da Trilha Empreendedora 2026, durante evento realizado, nesta quarta-feira (25/03), na Biblioteca Parque, no Centro do Rio. As duas ações têm o objetivo de ampliar as oportunidades, preparar os jovens para o mercado de trabalho e desenvolver a mentalidade empreendedora dos alunos, por meio de diversas atividades.
— Essa já é uma parceria duradoura e consolidada em nossa rede, trazendo essa discussão sobre o mundo do trabalho, habilidades e empreendedorismo, levando ainda mais conhecimento prático para nossos estudantes. É uma alegria ver esse projeto se potencializando e também ampliando o número de escolas atendidas — afirmou a subsecretária de Planejamento e Ações Estratégicas da Seeduc, Viviane Dorado.
Foto: Bruno da Matta
O encontro promoveu oficialmente o Projeto Super Futuro, que amplia possibilidades para estudantes, por meio de premiações, mentorias, olimpíadas e desafios educacionais, além de movimentos voltados à empregabilidade e à preparação para o mundo do trabalho. Também foi apresentada a Trilha Empreendedora 2026, com sua formação destinada ao desenvolvimento de competências sustentáveis e empreendedorismo, numa jornada gamificada que reconhece o engajamento de escolas e estudantes.
— A parceria com a Seeduc-RJ é fundamental para a implantação de nossos programas nas escolas. Acredito que essa junção continue se revertendo em excelentes frutos. Resultados consistentes nascem de parcerias que compartilham propósito e compromisso com o futuro. Estamos no caminho certo para a transformação da educação e do futuro do trabalho— comentou Tessa Luz, vice-presidente da Junior Achievement Rio de Janeiro.
Em sua 9ª edição, a Trilha Empreendedora contempla todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e aplica uma sequência de programas da organização dentro do currículo do Ensino Médio. A iniciativa conta com o apoio de empresas patrocinadoras e aborda temáticas como empreendedorismo, educação financeira, mercado de trabalho, sustentabilidade, ética e muitos outros temas importantes para o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens. Neste ano, a Trilha será desenvolvida em 167 unidades escolares.
— Estamos em contato direto com gestores e professores para que a gente consiga chegar até a ponta dessa linha, que são os alunos. É muito relevante ter todos os atores que estão envolvidos no processo reunidos, em busca do melhor resultado sempre — destacou o gerente de projetos da Trilha Empreendedora, Michel Mesquita.
O Super Futuro, que também conta com a parceria da Supergasbras, já impactou positivamente mais de 7.600 jovens da rede pública em todo o país. Dentro do projeto, os alunos têm a oportunidade de participar de diversas atividades enriquecedoras, preparando os estudantes para o mercado de trabalho. Em 2026, serão oferecidos dois programas educacionais para as 70 unidades participantes: O Futuro do Trabalho e Negócios Sustentáveis. Assim como a Trilha, este programa fortalecerá a inclusão de estudantes da educação especial, promovendo maior equidade no acesso às atividades educacionais.
— Nós, na JA, costumamos dizer que criamos um mundo de possibilidades, e não estamos sozinhos. E isso só é possível com a união de forças, e os resultados positivos comprovam esse compromisso — ressaltou Ana Luiza Silva, diretora-executiva da JA.
Foto: Bruno da Matta
O Rio de Janeiro é um dos estados que fazem parte da rede global Junior Achievement, uma das dez organizações sociais mais impactantes do mundo, segundo a Thedotgood, um dos mais respeitados rankings internacionais que avaliam os impactos de ONGs pelo mundo. A JA foi indicada por quatro anos consecutivos ao Prêmio Nobel da Paz. No Rio, já proporcionou mais de 600 mil experiências educacionais a adolescentes, jovens, estudantes da rede pública de ensino e pessoas em vulnerabilidade, com o apoio de aproximadamente 20 mil participações voluntárias estimulando iniciativas de uma Educação Empreendedora para docentes, estudantes e toda a comunidade.
O impacto desta iniciativa vai além do aprendizado e das práticas. A mentalidade empreendedora cultivada durante a ação será algo valioso ao longo das trajetórias profissionais dos estudantes. O compromisso do projeto é preparar os jovens para os desafios e oportunidades da sociedade contemporânea, capacitando-os com competências essenciais.
— O sucesso da secretaria é o sucesso de nossos estudantes e professores. Estamos aqui para um projeto de futuro, integrando nossos jovens ao mercado de trabalho, pensando nas habilidades e competências do século 21. Essa é uma parceria de muito êxito e que faz diferença na vida de nossos estudantes — destacou Daniela Vasques, subsecretária de Gestão de Ensino da Seeduc.
Foto: Bruno da Matta
Foto: Sandra Barros
Seeduc divulga lista dos alunos selecionados para participar do Projeto Jovem Repórter 2026
A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) divulgou, nesta quarta-feira (25/03), a lista dos estudantes selecionados para participar do Projeto Jovem Repórter em 2026. Os estudantes inscritos podem conferir o resultado da seleção no site da secretaria, por meio do link https://www.seeduc.rj.gov.br/início
A iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, realizada em parceria entre as secretarias de Estado de Educação, Casa Civil e Comunicação Social e Publicidade, além da subsecretaria de Relações Internacionais, ganhou destaque nos principais veículos de comunicação nos últimos dois anos. O projeto permite que estudantes da rede estadual, que têm no currículo o estudo de línguas estrangeiras e de culturas de outros países, vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem na cobertura de eventos oficiais como repórteres.
— Estamos muito felizes, pois já temos os protagonistas dessa iniciativa que tem transformado vidas em nosso estado. Esperamos que eles tenham um ano de muito aprendizado e que encontrem neste projeto a oportunidade de realizarem um sonho que começa, de fato, ainda no Ensino Médio — destaca a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Para se tornarem Jovens Repórteres 2026, os estudantes tiveram que desenvolver um vídeo, com duração de até um minuto, respondendo à seguinte pergunta: “Por que desejo participar do projeto e como o Jovem Repórter pode contribuir para o meu projeto de vida?”
— Estou extremamente feliz e ansiosa para viver o que o projeto vai me possibilitar. Não consegui conter a emoção. Espero aprender muito, conhecer pessoas novas e fazer amizades, além de aprofundar meus conhecimentos sobre o que será apresentado ao longo dessa trajetória — conta Beatriz Miranda, estudante da Intercultural Brasil-Suécia – Ciep 345 Y-Juca Pirama, na Baixada Fluminense, que está entre os selecionados.
Evellin Tavares, diretora-geral da unidade que participa pela primeira vez desta edição, não escondeu o orgulho das estudantes.
— Acompanhar esse momento é mais do que celebrar uma seleção: é testemunhar sonhos sendo fortalecidos e trajetórias ganhando novos horizontes. Sinto um orgulho imenso por cada uma delas e tenho a certeza de que estamos contribuindo para a formação de jovens protagonistas, conscientes e inspiradoras — afirma a gestora, que está há seis anos na unidade.
Imersão em comunicação
Na próxima segunda-feira (30/03), os estudantes selecionados participarão de um workshop com profissionais renomados da comunicação, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. O evento tem como objetivo prepará-los para atuarem na edição deste ano. Além disso, os jovens vão participar de uma formação com oficinas práticas de fotografia, filmagem, edição de vídeo e jornalismo, ministrado por profissionais da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj). O curso acontecerá no dia 8 de abril, no Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias.
— O projeto foi um presente na minha vida. Foi ali que eu deixei de só sonhar e comecei, de verdade, a acreditar que eu podia ser jornalista. Cada oportunidade, cada aprendizado, tudo foi me construindo aos poucos. Hoje, estar na UFRJ e viver a experiência de estagiar na Fundação Cecierj é a prova de que valeu a pena não desistir. E eu sei, no meu coração, que tudo começou lá. Eu sou muito grata por tudo que o Jovem Repórter me proporcionou — declara Sarah Sena Gonçalves, de 19 anos, que participou da primeira edição do projeto, em 2024, e hoje cursa Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Foto: Sandra Barros
Seeduc realiza semana de Avaliação Diagnóstica para identificar competências dos alunos da rede estadual
Provas serão aplicadas para estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Regular e Integrado até sexta-feira (27/03)
Chegou a hora! Entre os dias 23 e 27 de março, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) realizará a Avaliação Diagnóstica, destinada aos alunos da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Regular e Integrado. As provas serão aplicadas presencialmente, nas próprias unidades escolares, com o objetivo de identificar o nível de aprendizagem dos alunos da rede. A iniciativa também busca apoiar professores e gestores na definição de estratégias pedagógicas mais eficazes, contribuindo para o fortalecimento do ensino, especialmente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.
— A participação dos estudantes é fundamental, pois a avaliação permite identificar pontos fortes e desafios da aprendizagem em todo o estado. O principal objetivo é subsidiar a criação de estratégias pedagógicas que fortaleçam, cada vez mais, a qualidade da educação em nossa rede — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
As avaliações são 100% impressas, e cada aluno fará duas provas: Língua Portuguesa e Matemática. Cada prova possui 32 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas. Os testes serão aplicados em dias distintos, para melhor organização. Ao final, os estudantes deverão entregar o caderno de provas e o gabarito.
— Essa avaliação é importante, pois vai mostrar o que eu e a turma já temos de conhecimento e o que ainda é necessário aprender. Em Português, por exemplo, ajuda a perceber as dificuldades na leitura, escrita e interpretação. Em Matemática, mostra se entendo os passo a passos das contas e dos problemas — disse Luiz Miguel Ferreira, de 18 anos, aluno da 3ª série do Ensino Médio.
Para Eduardo Tavares, diretor-geral do Colégio Estadual Castelnuovo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, a partir do resultado da avaliação, é possível elaborar planos de recomposição da aprendizagem, reforço e aprofundamento, de acordo com as necessidades reais de cada turma e de cada estudante.
— Mais do que uma simples prova, ela é um instrumento pedagógico que nos permite compreender, com maior precisão, o nível de aprendizagem dos nossos alunos e identificar as habilidades que já foram consolidadas e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas — afirmou o gestor, que está há nove anos na direção da unidade.
Foto: Ellan Lustosa
Escola intercultural de Itaguaí recebe visita do cônsul-geral do Japão
Acompanhada de uma equipe da Seeduc, comitiva japonesa conheceu as atividades desenvolvidas no Colégio Estadual José Maria de Brito Intercultural Brasil-Japão
Um dia especial para a comunidade escolar do Colégio Estadual José Maria de Brito – Intercultural Brasil-Japão, em Itaguaí. Nesta segunda-feira (23/03), a unidade recebeu a visita de uma comitiva do Consulado do Japão, liderada pelo cônsul-geral, Takashi Manabe, ao lado de uma equipe da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ). O encontro fortaleceu a parceria com o país asiático, que viabiliza a oferta de um ensino relacionado à cultura oriental.
– É com muita alegria que recebemos o cônsul e sua comitiva, além da equipe da secretaria. A escola tornou-se intercultural em 2021, e esse marco foi um divisor de águas para a comunidade, com a conquista de grandes resultados. Aquilo que vivenciamos diariamente em nossa escola é um exemplo de como a educação pode ser ponte entre as nações, promovendo respeito, cooperação e amizade – destacou a diretora-geral da unidade, Jussara Castilho.
Foto: Ellan Lustosa
Cônsul-geral do Japão no Rio de Janeiro, Takashi Manabe
Durante o encontro, os visitantes conheceram as dependências da escola e a proposta pedagógica desenvolvida por lá. Eles também promoveram oficinas especiais e assistiram a performances artísticas realizadas pelos estudantes.
– As escolas interculturais são unidades de referência, com um trabalho de excelência, que, mais do que o idioma, os alunos vivenciam o cotidiano do país parceiro. Parabéns para toda a comunidade e, principalmente, aos professores, que ensinam com muita qualidade, carinho e entusiasmo – afirmou o superintendente de Projetos Estratégicos da Seeduc, Tiago Dionísio da Silva, representando a secretária no evento.
O cônsul-geral do Japão ficou encantado com o projeto e enalteceu a força desta união com o estado do Rio de Janeiro para a formação dos jovens.
– Japão e Brasil, tradicionalmente, têm relações muito boas de amizade, e é importante fortalecê-las para as gerações futuras. Estamos vendo isso aqui, nesta instituição, e que esses jovens possam estreitar ainda mais esses laços. Estou muito contente por estar aqui e conhecer essa escola – disse Takashi Manabe.
Foto: Ellan Lustosa
Sucesso das escolas interculturais
Criado pela Seeduc em 2014, o modelo intercultural alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros.
Ao todo, 40 escolas interculturais estão em funcionamento no Estado do Rio. Essa proposta pedagógica permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros "centros culturais", portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país.
– Estudar em uma escola intercultural é uma experiência única, singular, pois a gente conhece várias culturas e se integra à realidade dos países. Está sendo especial, aprendemos muito e temos uma interação bem legal com os representantes do consulado do Japão – comentou Lawinia Oliveira, de 16 anos, aluna da 2ª série do Ensino Médio e presidente do grêmio estudantil da escola de Itaguaí.
As interculturais são um grande sucesso. Prova disso são os excelentes resultados que essas instituições conseguiram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com notas acima da média. O apoio pedagógico vindo desta parceria contribui com a aquisição de materiais, livros e recursos pedagógicos para o desenvolvimento das atividades, além da formação e qualificação dos professores. Tudo isso graças a parcerias firmadas com consulados, embaixadas e institutos internacionais. Ao longo dos anos, os alunos dessas unidades são preparados para atuarem no mercado de trabalho, seja aqui no Brasil ou em qualquer país.
– As escolas interculturais têm uma dinâmica clara, bem definida e realizada de maneira prazerosa, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes, motivando-os. Assim, dentre tantas vantagens, expande o conhecimento e diminui a evasão na rede estadual – ressaltou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Ellan Lustosa
Diretora Jussara Castilho e a equipe do Grêmio Estudantil do Colégio Estadual José Maria de Brito – Intercultural Brasil-Japão
Foto: Ellan Lustosa
Cônsul da Itália visita escola intercultural Brasil-Itália em Niterói
Encontro celebrou a parceria que viabiliza a oferta de ensino na modalidade intercultural
Nesta sexta-feira (20/03), o Colégio Estadual José Bonifácio – Brasil-Itália, em Niterói, recebeu a visita do cônsul da Itália, Massimiliano Iacchini. Ao lado do subsecretário de Relações Internacionais do Governo do Estado, Bruno Costa, o cônsul conheceu a unidade que, a partir de 2025, passou a ofertar o ensino da cultura italiana em duas unidades da rede estadual de ensino. O encontro celebrou a parceria com o país europeu, que viabiliza a oferta do ensino na modalidade intercultural.
— Essa parceria é importante para o futuro desses jovens, já que, além das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular, os estudantes aprendem de forma integral o idioma, a cultura e o estilo de vida dos países parceiros. Este ano, temos 40 unidades interculturais em todo o estado. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais essa oferta para os nossos jovens — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Ellan Lustosa
O cônsul da Itália, Massimiliano Iacchini, expressou satisfação em conhecer a unidade escolar e ressaltou a importância da parceria.
— Temos muito orgulho em apoiar as escolas brasileiras do Rio de Janeiro, incentivando o contato com a cultura italiana. Consideramos essa parceria muito muito relevante — ressaltou o cônsul.
O subsecretário de Relações Internacionais do Estado, Bruno Costa, destacou a importância do governo no fortalecimento da iniciativa, com foco no aprendizado em diferentes línguas.
— O projeto das escolas interculturais amplia o contato dos estudantes com outros idiomas, enriquece a formação e abre novas oportunidades. Temos orgulho de contribuir, conectando consulados e institutos culturais à Secretaria para fortalecer essas iniciativas — afirmou o subsecretário.
Foto: Ellan Lustosa
Durante a visita, o cônsul conheceu o laboratório de línguas em implantação, com mobiliário doado pelo Instituto Italiano di Cultura e livros cedidos pela embaixada. A programação contou ainda com a participação dos alunos na leitura de um poema em italiano e apresentação da orquestra de flauta doce da escola. Ele também visitou a horta escolar e o refeitório, onde os alimentos estão identificados em italiano.
— Comecei a estudar italiano aqui na escola e acabei me apaixonando pela Itália. Hoje, sonho em cursar Biologia naquele país. Para mim, a visita do representante consular é muito importante, pois demonstra o interesse em ampliar nosso contato com a cultura italiana. Acredito que esse tipo de visita também desperta o interesse dos alunos mais novos — contou o aluno Bruno Lopes, da 2ª série do Ensino Médio.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Sandra Barros
Alunos da Intercultural Brasil-França, em Volta Redonda, visitam exposição que celebra 200 anos de parceria entre os dois países
A exposição está em cartaz na Biblioteca Nacional
Imagina ter a oportunidade de mergulhar na história do bicentenário das relações entre Brasil e França na maior biblioteca nacional da América Latina e uma das maiores do mundo? Foi o que aconteceu com um grupo de estudantes do Colégio Estadual Piauí – Intercultural Brasil-França, em Volta Redonda, no Sul Fluminense, nesta quinta-feira (19/03). Os alunos puderam conhecer de perto a exposição “França-Brasil: 200 anos de relações políticas e poéticas”, em cartaz na Biblioteca Nacional, no Centro do Rio.
A iniciativa teve como objetivo estimular o interesse dos estudantes pela história, cultura e relações internacionais, além de ampliar o aprendizado por meio de experiências fora da sala de aula. Durante a visita, o grupo teve acesso a diversas obras e registros históricos que evidenciam a construção dos laços entre as duas nações ao longo dos últimos 200 anos.
— Eu percebo neles um olhar de deslumbramento quando saem da escola e têm a oportunidade de conhecer lugares tão ricos como a Biblioteca Nacional. E é mais uma oportunidade para aprofundarem o contato com a cultura que aprendem na unidade escolar. Nesses espaços eles vivenciam, em um contexto mais amplo, o que ensinamos em sala de aula — destacou a professora de Língua Francesa, Mara Claudia.
Foto: Sandra Barros
A aluna Ana Luiza Camporezi, de 17 anos, da 3ª série do Ensino Médio, afirmou que, para ela, um dos principais aprendizados da visita foi a possibilidade de desenvolver uma análise mais detalhada sobre as guerras, complementando conteúdo já visto em sala sobre o tema.
— Esta foi minha primeira visita à Biblioteca, e a experiência foi muito interessante. É notável como o contato direto com as obras, fora da sala de aula, enriquece ainda mais o nosso aprendizado. Nunca vou esquecer — contou a estudante.
Ainda durante a viagem à capital, os alunos também visitaram o Museu de Arte do Rio (MAR). O espaço promove uma leitura transversal da história da cidade, abordando desafios, expectativas sociais, além de exposições que articulam dimensões históricas e contemporâneas da arte por meio de mostras de longa e curta duração, de âmbito local e nacional.
— Essa iniciativa da unidade escolar é fundamental para a formação do pensamento crítico e da identidade dos nossos estudantes. Precisamos garantir que os alunos da rede estadual tenham cada vez mais acesso à arte, à história e à educação — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Sandra Barros
Saiba mais sobre a exposição
A mostra reúne cerca de 130 itens de acervos da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e de instituições francesas, como a Bibliothèque Nationale de France, os Archives Nationales e o Ministère de l’Europe et des affaires étrangères.
Além de documentos escritos, a exposição reúne materiais audiovisuais do Institut national de l’audiovisuel, além uma playlist temática.
A curadoria é das historiadoras da Universidade Federal Fluminense, (UFF) e da Université Paris 8, respectivamente, Giselle Venancio e Armelle Enders, e, também da historiadora, bibliotecária e coordenadora de acervos especiais da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Mônica Carneiro Alves.
Entre os destaques da exposição estão o Tratado de Amizade (1826), que oficializa, pela primeira vez, as relações diplomáticas entre os dois países; o hino “La Marche Triomphale de Counani”, da efêmera república estabelecida entre Brasil e Guiana Francesa (1890); o cartaz do primeiro voo comercial transatlântico entre França e Brasil (1934); além de vídeos raros com entrevistas de exilados políticos na França durante a ditadura militar.
Foto: Sandra Barros
Foto: Bruno da Matta
Coordenação de Inspeção Escolar da Seeduc-RJ reúne equipes de todo o estado e apresenta principais ações para 2026
O evento também comemorou o Dia do Professor Inspetor Escolar celebrado em 14 de março
Nesta segunda-feira (16/03), a Coordenadoria-Geral de Inspeção Escolar, Certificação e Acervo (COOGIE) promoveu, na sede da Secretaria de Estado de Educação, na Cidade Nova, Zona Central do Rio, um encontro com os coordenadores e assistentes de Inspeção Escolar de todas as regionais da rede estadual de ensino. O objetivo da iniciativa foi apresentar o planejamento das ações previstas por essa coordenação para o ano letivo de 2026.
Para a coordenadora-geral da COOGIE, Monique Malla, a reunião foi um momento importante de alinhamento e reflexão sobre as práticas de trabalho dos inspetores.
– Durante o nosso encontro, foi possível discutir desafios enfrentados no exercício da função, compartilhar experiências e apresentar orientações para aprimorar as atividades de fiscalização – contou Monique.
A coordenadora explicou também que a expectativa é que os pontos debatidos contribuam para fortalecer as ações dos inspetores ao longo de 2026, especialmente no que se refere à padronização de procedimentos, ao aumento da eficiência nas inspeções e ao fortalecimento da comunicação entre as equipes.
– Além disso, a reunião reforçou a importância do compromisso com a qualidade do serviço prestado e com a responsabilidade institucional, elementos fundamentais para garantir resultados mais efetivos nas atividades de inspeção. A Inspeção Escolar não apenas fiscaliza; ela garante o direito à educação de qualidade e a memória da trajetória de cada estudante – enfatizou.
Durante a reunião, foi igualmente abordado o processo de acompanhamento e avaliação que será conduzido pela Inspeção Escolar junto às escolas, atendendo a uma demanda do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que tem o objetivo de verificar se as escolas estão cumprindo a Lei nº 14.164/2021, que trata da Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, e o Decreto Federal nº 12.686/2025, que trata da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva.
O evento contou com a participação da ouvidora-geral da Seeduc-RJ, Wania Torres, e do professor Sidney Borges, da Fundação CECIERJ, que abordaram, respectivamente, as demandas da Ouvidoria e a certificação da rede CEJA.
Wania Torres apresentou dados sobre o quantitativo de demandas pertinentes à Coordenação de Inspeção Escolar, as mudanças realizadas na estrutura da Ouvidoria para melhor atendimento ao cidadão e aos servidores e, ainda, propostas de inovação em alguns processos.
– Achei extremamente promissor este encontro no que diz respeito ao fato de as áreas conhecerem o trabalho da Ouvidoria e se sentirem parte atuante nos novos projetos que envolvem o dia a dia desses profissionais. Entendo que a iniciativa abre portas para a construção de objetivos em comum – disse a ouvidora.
A ocasião também marcou o Dia do Professor Inspetor Escolar, celebrado em 14 de março. Os profissionais foram homenageados pelo trabalho realizado em suas regionais e receberam um quadro alusivo à data.
A subsecretária de Gestão Administrativa, Luciana Gomes Magalhães, também parabenizou os profissionais.
– Hoje é dia de reconhecer e valorizar o trabalho que vocês realizam diariamente. Com dedicação, responsabilidade e compromisso, nossos professores inspetores contribuem para a organização, a segurança e o bom funcionamento das nossas escolas, fazendo a diferença na vida de tantos jovens – destacou a subsecretária.
Também presente ao evento o superintendente de Gestão das Regionais Administrativas, Marcos Felipe Gonzaga de Paiva.
Foto: Bruno da Matta
Sobre a Coordenação de Inspeção Escolar
A Inspeção Escolar atua em várias frentes, como a certificação de alunos concluintes da rede estadual de ensino, a autorização de funcionamento de escolas privadas, o acompanhamento do Censo Escolar e a emissão de documentos de escolas extintas, entre outras atividades.
Para conhecer os serviços prestados pela Coordenação de Inspeção Escolar, acesse: https://www.inspecaoescolar.educacao.rj.gov.br/
Foto: Bruno da Matta
Foto: Sandra Barros
Inscrições abertas para o Projeto Jovem Repórter 2026
Estudantes podem se inscrever no site da Seeduc até o dia 21 de março
A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) abriu, nesta quarta-feira (11/03), as inscrições para estudantes que desejam participar do Projeto Jovem Repórter em 2026. Os interessados têm até o dia 21 de março para se inscrever no site da secretaria, por meio de formulário on-line disponível no link:https://www.seeduc.rj.gov.br/aluno/programas-e-projetos.
A iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, realizada em parceria entre as secretarias de Estado de Educação, Casa Civil e Comunicação Social e Publicidade, além da subsecretaria de Relações Internacionais, ganhou destaque nos principais veículos de comunicação nos últimos dois anos. O projeto permite que estudantes da rede estadual, que têm no currículo o estudo de línguas estrangeiras e de culturas de outros países, vivenciem a experiência de produzir conteúdo para diferentes mídias e atuem na cobertura de eventos oficiais como repórteres.
— Esse projeto é muito importante para a formação dos nossos alunos que têm interesse em seguir áreas ligadas à Comunicação Social. A expectativa é de um ano de muito aprendizado para esses jovens e, claro, da realização de um sonho que começa, de fato, ainda no ensino médio, destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Como critério de avaliação neste ano, os candidatos deverão produzir um vídeo na horizontal, com duração de até um minuto, respondendo à seguinte pergunta: Por que deseja participar do projeto e como o Jovem Repórter pode contribuir para o seu projeto de vida?
— Se eu pudesse indicar o Jovem Repórter para outro estudante da rede pública, diria para aproveitar essa oportunidade sem medo. É um projeto que abre portas e permite viver experiências que muitas vezes parecem distantes da nossa realidade — afirmou Paulo Sergio Bongestab, ex-aluno do Ciep 218 Ministro Hermes Lima – Intercultural Brasil-Turquia e aprovado no curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Saiba mais sobre o Jovem Repórter
Criado em 2024, o projeto é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ), em parceria com as secretarias da Casa Civil, de Comunicação Social e Publicidade e da subsecretaria de Relações Internacionais, que seleciona estudantes da rede estadual, especialmente de escolas interculturais e com ênfase em línguas, para atuar na produção de conteúdo jornalístico.
Após um processo de qualificação com profissionais das pastas, os alunos vivenciam, na prática, atividades como reportagem, fotografia e produção audiovisual, cobrindo eventos institucionais e agendas do Governo do Estado.
Ao longo das duas últimas edições, os alunos se destacaram na cobertura de grandes eventos, como o G20 e a Cúpula dos Líderes do Brics, além da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, do Parlamento Juvenil, do Energy Summit, do Rio Innovation Week e do Seminário do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, ampliando a experiência prática na produção de conteúdo.
— O Jovem Repórter foi uma experiência que eu nunca vou esquecer. Além de me aproximar do Jornalismo na prática, me ajudou a entender melhor o universo da comunicação e a dimensão dessa área. A iniciativa me deu a certeza do que eu queria para o meu futuro. Hoje, estou cursando Comunicação Social – Jornalismo em uma faculdade privada com bolsa do Prouni — contou o mais novo universitário, Heitor Cardoso, ex-aluno do Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil–Turquia, em Duque de Caxias.
Foto: Sandra Barros
Foto: Ellan Lustosa
Estudantes de escola da Tijuca participam do lançamento de série televisiva e visitam a baleia Laboon
Grupo conheceu o universo de ‘One Piece’, interagiu com os personagens e ganhou cartaz com foto
Alunos do Colégio Estadual Prado Jr, na Tijuca, participaram, nesta segunda-feira (09/03), de ação de lançamento da série televisiva ‘One Piece’. A atração maior foi a presença da baleia Laboon, montada na areia da praia de Copacabana. Os estudantes passearam dentro da baleia, a personagem que representa a esperança e a lealdade na jornada do herói Luffy. A participação na experiência imersiva, que transforma os espectadores em participantes ativos, visou o estímulo dos estudantes à leitura e o contato com processos criativos na área cinematográfica, cenografia e produção cultural.
Foto: Ellan Lustosa
Para Messias dos Santos Dias Filho, 19 anos, aluno da 3ª série do Ensino Médio, esse tipo de experiência é sempre interessante. Ele faz curso de teatro, com algumas participações em televisão, e tem na atuação um ponto de interesse, apesar da intenção de cursar engenharia.
– Vivenciarmos algo novo fora do ambiente escolar é muito bom. E esse evento tem tudo a ver comigo, faz parte do meu mundo – explica.
Foto: Ellan Lustosa
Os estudantes que completaram todas as etapas da ativação ganharam um cartaz personalizado com o nome e foto.
Para a professora de Língua Portuguesa Ana Luiza Porto, que acompanhou o grupo, essas ações criam oportunidades para os alunos conhecerem outros espaços, outras histórias.
– Em algumas ocasiões, já tive alunos que conheceram o mar pela primeira vez em uma atividade como essa, por exemplo – conta a professora.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Bruno da Matta
Seeduc promove ação para celebrar o Dia Internacional da Mulher
Servidoras puderam aproveitar serviços como limpeza de pele, massagem auricular e maquiagem
A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ), em parceria com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), realizou, nesta segunda-feira (09/03), uma ação especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O evento aconteceu na sede da pasta, na Cidade Nova, Região Central do Rio. A iniciativa teve o objetivo de homenagear as profissionais que atuam na educação do estado, frisar a importância da mulher na sociedade e a história da luta pelos seus direitos.
Ao longo do evento, as servidoras foram contempladas com serviços como massagem auricular, limpeza de pele e maquiagem, além de receberem dicas de aproveitamento integral de alimentos. A ação contou ainda com uma palestra da psicóloga Rose Teixeira, que abordou temas como a autoestima, o autocuidado e a valorização da mulher.
Para a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça, a comemoração da data é fundamental para evidenciar a busca das mulheres por uma sociedade igualitária. Ela ressaltou ainda a importância de ter essas profissionais na secretaria.
– Nossa ideia foi proporcionar um dia agradável para as nossas servidoras, mulheres aguerridas que trabalham, diariamente, para transformar a vida dos nossos jovens por meio da educação pública – destacou a secretária.
Foto: Bruno da Matta
Indiara Valeriano, agente de pessoal na Coordenadoria de Movimentação e Frequência (Comof), foi uma das servidoras que participaram da ação e aprovou a iniciativa da Seeduc.
– Achei um reconhecimento, uma forma de abrir espaço para o campo feminino. Minha mensagem para as mulheres é que elas possam considerar as fases que se encontram na vida, se perceberem e florescerem – disse ela, enquanto aguardava sua vez para fazer a massagem auricular.
A servidora Luciana Pereira Guimarães Borges, que trabalha na prestação de contas, aproveitou todos os serviços oferecidos no evento.
– Amei a iniciativa. Fiz limpeza de pele. Agora, vou fazer maquiagem e, depois, vou lá fazer a massagem. É muito importante a mulher se cuidar – contou.
Foto: Bruno da Matta
Rita Luane, assistente-executiva na Coordenadoria de Bens Patrimoniais da Seeduc, também ressaltou a importância da ação ao expor trabalhos individuais de outras mulheres. Ela afirmou ter sido muito bem recebida.
– Achei a iniciativa maravilhosa. A gente está se sentindo cuidada. Um trabalho de excelência para dizer que nós somos importantes e exercemos um papel fundamental no Governo do Estado – comentou ela, deixando ainda uma mensagem para todas as mulheres.
– Somos guerreiras e não podemos desistir de lutar. Contem conosco, pois as mulheres da Seeduc estão sempre a postos para ajudar – finalizou.
Foto: Bruno da Matta
Foto: Divulgação/Seeduc
Seeduc + Perto leva mais de 50 serviços para Nova Iguaçu
A ação Conexão Trabalho contou com a participação de diversos órgãos em um mutirão de atendimento para a população da região
Nesta sexta-feira e sábado (06 e 07/03), o programa Seeduc + Perto esteve presente em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, levando um mutirão de serviços para estudantes e servidores, durante a ação Conexão Trabalho, uma parceria com a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab). O evento, que aconteceu nos bairros de Carmari e Jardim Nova Era, ofereceu oportunidades e soluções para a população, proporcionando um atendimento sem burocracia e contribuindo para a promoção da cidadania e superação das barreiras econômicas.
Foto: Divulgação/Seeduc
A Seeduc participou da ação com uma equipe especializada, oferecendo mais de 50 tipos de serviços à população. O objetivo desta iniciativa é aproximar a sociedade da secretaria, atender as demandas da comunidade escolar e evitar a necessidade de deslocamento da população dos bairros mais distantes para a sede da pasta.
– O Seeduc + Perto foi criado para que servidores e alunos consigam resolver qualquer tipo de demanda que tenham com a secretaria, como emissão de certificados, orientações sobre as regras de aposentadoria e contratos temporários, entre outros – destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Foto: Divulgação/Seeduc
O Conexão Trabalho contou ainda com a participação de diversos órgãos, como Detran, Firjan e Fundação Leão XIII, levando oportunidades de qualificação profissional, emprego e outros serviços essenciais ao cidadão. Foram oferecidas vagas de estágio e Jovem Aprendiz, cursos profissionalizantes e livres, atendimento social, saúde e empreendedorismo, documentação gratuita, identificação civil e muito mais.
Foto: Divulgação/Seeduc
Foto: Divulgação/Seeduc
Aluno de escola estadual de Resende vai cursar Medicina na Universidade Federal de São Carlos
Daniel da Silva Expedito atribui a conquista da vaga ao trabalho e à dedicação dos professores do Colégio Antonina Ramos Freire
Uma história de superação, dedicação e do poder transformador da educação pública de qualidade. Egresso do Colégio Estadual Antonina Ramos Freire, de Resende, no Sul Fluminense, Daniel da Silva Expedito, de 19 anos, superou diversos obstáculos e, graças a seu esforço, conquistou uma vaga em Medicina na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), localizada no interior de São Paulo e uma das mais importantes instituições do país. Nascido na cidade de Floresta, no sertão de Pernambuco, o estudante credita os bons resultados ao trabalho e à dedicação de professores e da equipe da escola da rede estadual. Matriculado no ensino integral com ênfase em empreendedorismo, Daniel encontrou não apenas ensino, mas incentivo, acolhimento e oportunidades.
— Eu vim de uma realidade humilde e sei que o caminho até aqui não foi fácil. Ao longo da minha trajetória, enfrentei dificuldades, mas nunca usei isso como desculpa para desistir dos meus sonhos. Estudar no Antonina foi um grande diferencial na minha vida. Sempre tive fé e a certeza de que o estudo seria o caminho para transformar a minha vida — contou Daniel, feliz com seu desempenho.
Sempre focado e determinado, Daniel se destacou nas competições de Matemática, participando da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) por três anos consecutivos e conquistando as medalhas de bronze nacional em 2022, prata nacional em 2023 e ouro estadual no mesmo ano. Além disso, foi o 4º colocado no estado do Rio de Janeiro e medalha de bronze nacional em 2024.
Por causa das medalhas e de seu desempenho acadêmico, o estudante foi aprovado na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de selecionado para o Impa Tech, curso de excelência em Matemática ligado ao Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Ele chegou a cursar o primeiro período no Impa Tech, mas decidiu seguir seu verdadeiro sonho: a Medicina.
Após realizar o Enem, Daniel conquistou bolsa de 100% pelo ProUni para Biomedicina nas universidades Estácio de Sá e Dom Bosco, foi aprovado pelo SISU em Engenharia Aeroespacial na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e, finalmente, alcançou seu grande objetivo: a aprovação em Medicina na Universidade Federal de São Carlos.
— Daniel Expedito é um bom exemplo para todos. Iniciou sua jornada no Ensino Médio Integral em Empreendedorismo com muito foco nos projetos e oportunidades. A dificuldade socioeconômica sempre existiu, mas foi a mola propulsora para alavancar as conquistas dele, dentro e fora do colégio, com o apoio constante da gestão e dos professores do Colégio Antonina — declarou a orgulhosa diretora da unidade, Sheila Patrícia de Rezende Costa Koenigkam.
Foto: Divulgação/Seeduc
Exemplos de sucesso
O Colégio Estadual Antonina Ramos Freire desenvolve uma proposta pedagógica voltada ao empreendedorismo como projeto de vida, incentivando o protagonismo juvenil, a participação em olimpíadas científicas, o desenvolvimento tecnológico e a preparação estratégica para o Ensino Superior.
Outro grande exemplo é o de Jonas Gabriel Barão Alves. Ele e sua família enfrentaram dificuldades financeiras, instabilidade familiar e situações de violência. Em busca de melhores condições, mudaram-se para Resende, onde passaram a contar com o apoio de familiares.
A partir da nota do Enem, Jonas se inscreveu no SISU e obteve classificações expressivas em instituições de ensino superior de destaque: Universidade de Brasília (UnB) – Química Tecnológica; Universidade Federal de Lavras (UFLA) – Ciência da Computação; Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) – Ciência da Computação; Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Ciência da Computação (aprovação final pelo SISU); e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – Engenharia Elétrica.
— A educação transformou minha perspectiva de vida. O Colégio Estadual Antonina Ramos Freire não foi apenas uma escola, mas um espaço de formação humana, acadêmica e profissional. Lá, encontrei professores que acreditaram no meu potencial, me orientaram, me corrigiram e me incentivaram a ir além das minhas limitações. Sou prova de que, com apoio, dedicação e oportunidade, é possível construir novos caminhos — destacou Jonas.
Foto: Divulgação/Seeduc
Orgulho da comunidade escolar
A conquista de Daniel é motivo de orgulho de toda a comunidade escolar e de sua família. Mais do que uma aprovação, essa é a confirmação da força das escolas públicas, profissionais comprometidos e alunos determinados capazes de transformar sonhos em realidade. O curso de Medicina da UFSCar, onde o jovem conquistou sua vaga, tem foco na Atenção à Saúde, Gestão e Educação e é um dos principais do país, com nota máxima (5) no Enamed (2026).
— Sou muito grato a todos que me apoiaram, especialmente àqueles que acreditaram em mim antes mesmo das medalhas e da aprovação em Medicina. Hoje, eu vejo que essa conquista é apenas o começo. Quero aproveitar ao máximo a universidade, aprender, crescer e me tornar um excelente profissional. Meu sonho é ser neurocirurgião e, com dedicação e esforço, acredito que vou transformar esse objetivo em realidade. Essa conquista não é só minha, é de todos que caminharam ao meu lado — concluiu Daniel.
Foto: Divulgação/Seeduc
Foto: Ellan Lustosa
Governo do Estado abre 4,5 mil vagas para ampliação da carga horária de professores da rede estadual
Docentes poderão migrar de 18 para 30 horas semanais. Quase 10 mil profissionais já aderiram à medida de valorização da carreira
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, vai abrir inscrição para mais uma fase de migração da carga horária de 18 para 30 horas semanais dos Professores Docentes I (do 6° ao 9° ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio). Ao todo, são 4.500 novas vagas para a mudança de jornada neste ano. A nova etapa terá inscrições abertas de 4 a 23 de março. Até o momento, quase 10 mil professores já realizaram a migração da carga horária.
Para o governador Cláudio Castro, a medida representa mais um avanço na política de valorização dos profissionais da educação.
— A valorização dos professores é fundamental para garantirmos uma educação pública cada vez melhor. Com a ampliação da carga horária, o docente passa a ter mais tempo de dedicação à escola, com a devida remuneração e melhores condições para desenvolver o seu trabalho. Seguiremos investindo na carreira do magistério e no fortalecimento da nossa rede estadual de ensino — afirmou o governador.
O novo regime de trabalho garante remuneração compatível com a ampliação da jornada, além de mais tempo destinado ao planejamento e à formação, proporcionando melhores condições de trabalho aos docentes.
— A ampliação da carga horária atende a uma demanda histórica da categoria e reforça o compromisso do Governo do Estado com a valorização dos profissionais da educação. Essa é uma medida que impacta diretamente na qualidade do ensino oferecido aos nossos estudantes — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Os interessados devem se inscrever pelo site https://conexao.educacao.rj.gov.br/migracaoch.
Saiba mais sobre a migração
A mudança é aplicada em todas as áreas da carreira, incluindo os benefícios que serão incorporados à aposentadoria, com remuneração proporcional à nova carga horária. A migração não traz prejuízo à progressão funcional, sendo assegurada a manutenção do nível e da referência do docente, de acordo com o Plano de Carreira do Magistério. Também fica preservada a classificação do professor na unidade escolar para fins de alocação de turmas e turnos.
— Já alcançamos a marca de quase 10 mil professores da rede estadual contemplados com a migração da carga horária entre 2024 e 2025. Esse resultado demonstra o avanço contínuo das políticas de valorização docente e o diálogo permanente com a categoria — completou a secretária.
Foto: Ellan Lustosa
Seeduc realiza formação continuada com nova ferramenta de Educação Inclusiva
Programa é voltado para a capacitação de professores, com distribuição de material para mais de 150 escolas em todo o estado
Os professores da rede estadual receberam treinamento sobre nova ferramenta tecnológica, em mais uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação de investimento na área de Educação Inclusiva. A formação, que aconteceu de 24 a 27 de fevereiro na sede da pasta, teve como objetivo promover a inclusão educacional de estudantes com deficiência, facilitando o processo de alfabetização e letramento por meio de tecnologias assistivas e plataformas educacionais adaptadas para o uso em computadores, tablets e celulares.
Durante o treinamento, os profissionais contaram com uma monitoria, com dados, informações e instruções de uso, e tiraram dúvidas sobre a ferramenta, que terá distribuição de material próprio para mais de 150 escolas em todo o estado, além de disponibilização de acesso para a utilização de plataforma inclusiva.
— As tecnologias assistivas vêm para auxiliar os professores em suas atividades. Esse é o resultado de um trabalho muito árduo, que contou com a participação de todos. O contexto inclusivo consiste nas ações em que qualquer um se sinta pertencente a um grupo — destacou Daniel Bove, superintendente de Educação Especial da Seeduc.
Foto: Ellan Lustosa
A Seeduc realizou o treinamento dos professores no Programa Educacional TiX Letramento em parceria com o Grupo Actcon e a TiX Tecnologia Assistiva. A ideia é promover a autonomia, a expressão e o desenvolvimento em habilidades de leitura e escrita dos alunos, rompendo barreiras de acesso e criando espaços de aprendizagem mais acessíveis e eficazes, integrando-os plenamente no ambiente educacional e social.
O programa funciona como uma ferramenta de comunicação alternativa e de alfabetização, utilizando plataformas e recursos tecnológicos adaptados às necessidades pedagógicas de cada estudante.
— O trabalho com tecnologias assistivas possibilita o acesso dos estudantes com deficiência na utilização de diversos dispositivos. A proposta é desenvolver a cognição e a aprendizagem acadêmica desses alunos, evoluindo dentro da demanda que cada um tenha — explicou Alexandre Assis, diretor do Grupo Actcon.
Foto: Ellan Lustosa
Cada vez mais presente em diversas áreas e aplicações, a tecnologia assistiva é uma grande aliada na Educação Especial, tornando-se um dos pilares das práticas de inclusão e equidade adotadas pela Seeduc.
— Desta maneira, a secretaria entrega o que há de melhor no cenário da Educação Especial, tendo o Atendimento Educacional Especializado (AEE) mais completo em termos de serviços, sempre em busca da melhor educação pública e inclusiva de qualidade e para todos — concluiu o superintendente Daniel Bove.
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Centenário do Colégio Estadual Higino da Silveira movimenta a comunidade escolar
Um século formando gerações de jovens fluminenses
Este ano, o Colégio Estadual Higino da Silveira, em Teresópolis, celebra 100 anos de história, dedicação e compromisso com a educação pública. Referência na Região Serrana do Rio de Janeiro, a instituição comemora o centenário com palestras, atividades culturais e ações especiais voltadas ao resgate da memória escolar e à valorização de trajetórias que ajudaram a construir sua identidade.
Motivo de orgulho para Teresópolis, o colégio chega a esse marco histórico reafirmando seu papel na formação de jovens fluminenses. Estudantes, ex-alunos e professores destacam a importância da escola em suas vidas acadêmicas e pessoais.
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Concluindo o Ensino Médio neste ano simbólico, a estudante Lara Rezende, da turma 3002, afirma que a formatura vai ser marcada por muita emoção.
— Ao longo desses anos, tive o privilégio de fazer parte de um ambiente sempre acolhedor, onde os professores realmente se dedicam ao nosso crescimento e nos ajudam de verdade. Os funcionários também fazem a escola acontecer. Tudo com carinho, competência e respeito. Será um momento de despedida, mas também de muita gratidão pela convivência e pelas lembranças que construo aqui — relata.
Lara destaca ainda a importância de vivenciar o centenário como aluna concluinte.
— É impossível não se emocionar com os 100 anos da escola. É um marco que reforça o quanto esse lugar transforma vidas e constrói histórias. Estou encerrando minha trajetória no Higino com orgulho e saudade de tudo o que vivi e conquistei — conta.
A relação com a escola também atravessa gerações. Leandro Branco de Oliveira, professor de Filosofia, concluiu o Ensino Médio na instituição e, anos depois, retornou como docente. Para ele, o colégio foi determinante em sua formação.
— No Higino, construí valores, amizades e aprendizagens que levo para toda a vida. O conhecimento adquirido foi além dos conteúdos formais; aprendi sobre responsabilidade, convivência, respeito e sonhos. Foi aqui que compreendi a força transformadora da educação e o papel da escola na construção de caminhos e possibilidades. Hoje, tenho o privilégio de lecionar em um espaço repleto de memórias, enquanto ajudo a construir novas histórias com meus alunos — afirma.
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Muitas das emoções vividas pelo colégio, contaram com o acompanhamento da Corporação Musical Higino da Silveira, formada há 10 anos. O maestro Felipe Vilch Son conta que a música sempre foi muito mais do que som na trajetória da escola.
– A música foi identidade, foi força, foi resistência e foi união. A banda não é apenas um grupo que toca instrumentos, é um símbolo vivo da grandeza da escola. Celebrar esses 100 anos é celebrar uma trajetória de conquistas, de talento e de união. É entender que o Higino da Silveira não forma apenas alunos. Ele forma campeões, músicos, líderes e pessoas preparadas para o mundo – diz o maestro.
A diretora-geral, professora Adriana Gaspar Coutinho, ressalta a responsabilidade de conduzir uma instituição centenária e reforça o compromisso com a educação pública de qualidade.
— Assumir a direção do Higino da Silveira é mais do que exercer uma função administrativa; é um compromisso diário com a formação humana e com a criação de oportunidades reais para nossos estudantes. Ao longo de um século, a escola formou milhares de alunos que hoje atuam em diversas áreas da sociedade, levando consigo valores como responsabilidade, ética e perseverança — destaca.
Segundo a gestora, a trajetória da instituição é resultado do trabalho coletivo.
— Nossa história é construída por professores dedicados, servidores comprometidos, famílias parceiras e, sobretudo, por estudantes que transformam desafios em conquistas. Celebrar este centenário é reconhecer o passado, valorizar o presente e reafirmar nosso compromisso com o futuro.
As comemorações seguem ao longo do ano, reunindo a comunidade escolar em torno de um marco que simboliza tradição, pertencimento e continuidade. Para a direção, o objetivo é que os próximos 100 anos sejam de ainda mais avanços e histórias de sucesso, consolidando o Colégio Estadual Higino da Silveira como patrimônio educacional de Teresópolis e referência na educação pública fluminense.
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Equipe do Seeduc + Perto leva mais de 50 serviços ao Complexo da Maré
Nesta quarta-feira (25/02), a região recebeu o Conexão Trabalho, ação que reuniu diversos órgãos em um mutirão de atendimento
O programa Seeduc + Perto, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação que leva um mutirão de serviços para estudantes e servidores da pasta, esteve presente na ação Conexão Trabalho, realizada nesta quarta-feira (25/02), no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. O evento, em parceria com a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda, ofereceu oportunidades e soluções para a população, proporcionando um atendimento sem burocracia e contribuindo para a promoção da cidadania e superação das barreiras econômicas.
A Seeduc participou da ação com uma equipe especializada, com o objetivo de aproximar a sociedade da secretaria, atender as demandas da comunidade escolar e evitar a necessidade de deslocamento da população dos bairros mais distantes para a sede da pasta. Foram oferecidos mais de 50 tipos de serviços à população.
O Conexão Trabalho levou oportunidades e orientação para quem busca emprego, qualificação e inclusão social. A ação, dentre outras finalidades, ajudou na orientação profissional e resolveu questões importantes para a população, levando serviços essenciais para próximo da comunidade.
Foram disponibilizadas vagas de estágio e Jovem Aprendiz, cursos profissionalizantes e livres, atendimento social, saúde e empreendedorismo, documentação gratuita, identificação civil e muito mais, além de serviços de diversos órgãos, como Detran, Firjan e Fundação Leão XIII.
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Governador Cláudio Castro nomeia Luciana Calaça como nova secretária de Educação
Ex-presidente da Fundação Leão XIII assume a pasta com a missão de fortalecer a rede estadual de ensino
O governador Cláudio Castro nomeou, na última segunda-feira (23/02), Luciana Calaça como nova secretária de Estado de Educação. Calaça era presidente da Fundação Leão XIII, onde conduziu ações na área de assistência social, ampliou serviços e fortaleceu a rede de atendimento em diferentes regiões do estado. Sua atuação na Fundação foi marcada pela modernização de processos administrativos e integração entre políticas públicas.
- A nova secretária assume o cargo com a missão de fortalecer a rede estadual, com foco na melhoria dos indicadores de aprendizagem, na valorização dos profissionais e na ampliação de oportunidades para os estudantes - afirmou o governador Cláudio Castro.
Formada em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luciana Calaça construiu sua trajetória profissional no campo da assistência e da gestão pública. Na Fundação Romão Duarte, instituição de acolhimento infantil mais antiga do país, iniciou como estagiária em 1994 e, ao longo de 25 anos de atuação, chegou ao cargo de diretora, função que exerceu até 2019. Também já esteve à frente da coordenação da Casa de Repouso Santa Maria São Manoel.
No Governo do Estado do Rio de Janeiro, integrou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos como subsecretária de Promoção, Defesa e Garantia de Direitos Humanos.