Foto: Divulgação
Escola estadual de Nova Iguaçu capacita professores em impressão 3D para criação de recursos acessíveis aos alunos
Ideias desenvolvidas por professores estão ganhando forma em materiais de aprendizagem no Ciep 026 São Vicente de Paula Intercultural Brasil-Suécia, em Nova Iguaçu, com o uso da impressão 3D como recurso pedagógico. Nesta segunda-feira (27/07), a unidade promoveu o workshop "Dar Forma ao Invisível: A Revolução do Aprendizado Tátil na Sala de Aula", que capacitou docentes no uso da tecnologia para a produção de materiais pedagógicos acessíveis, ampliando as possibilidades de aprendizagem, especialmente para estudantes com deficiência visual.
A formação apresentou conceitos de impressão 3D e cultura maker de forma prática, mostrando como a tecnologia pode ser incorporada ao cotidiano escolar para contribuir com diferentes estratégias de ensino, especialmente no desenvolvimento de recursos voltados a alunos com deficiência visual.
Durante o workshop, os professores conheceram as etapas do processo de fabricação digital, incluindo noções de modelagem, funcionamento das impressoras e características dos filamentos utilizados. A atividade também abordou formas de criar materiais táteis e adaptados, que podem auxiliar no processo de aprendizagem de estudantes com deficiência visual.
Foto: Divulgação
Além da parte teórica, os participantes colocaram os conhecimentos em prática. Divididos em grupos interdisciplinares, os docentes desenvolveram propostas utilizando os recursos apresentados e experimentaram as possibilidades da tecnologia para diferentes áreas do conhecimento.
— A modelagem e a impressão 3D permitem transformar conteúdos em recursos pedagógicos que enriquecem as aulas e favorecem diferentes formas de aprendizagem — destacou Maria Elizabeth, professora de Artes.
Ao longo da formação, os professores aprenderam a utilizar modelos já disponíveis em plataformas digitais e a adaptá-los às necessidades de cada disciplina. Na prática, desenvolveram e imprimiram suas próprias peças, que poderão ser utilizadas como apoio às atividades em sala de aula.
Com a capacitação, a impressão 3D passa a integrar o conjunto de recursos pedagógicos disponíveis na unidade, ampliando as possibilidades de criação de materiais acessíveis e de apoio à aprendizagem.
Foto: Divulgação
Foto: Bruno da Matta
Volta às aulas: Escolas estaduais retomam rotina com novidades na estrutura
Unidades passaram por reformas no recesso e recebem estudantes com alarmes solares e foco nos projetos pedagógicos
Após o recesso escolar de meio de ano, os estudantes da rede estadual de ensino voltaram às salas de aula nesta segunda-feira (27/07). Durante o período de férias, unidades escolares passaram por intervenções de infraestrutura, incluindo manutenções no sistema de fornecimento de energia elétrica e reformas em espaços de uso comum. Para marcar o retorno, as escolas realizaram dinâmicas de acolhimento e integração entre estudantes, professores e equipes pedagógicas.
Em algumas unidades, a recepção foi focada na introdução dos projetos pedagógicos planejados para a segunda metade do ano letivo. As atividades de integração buscam restabelecer a rotina escolar e aproximar o corpo docente dos alunos neste início de semestre.
— Quero focar mais nos estudos para o vestibular e aproveitar os novos projetos e atividades que a escola está preparando. Será motivador para continuar os estudos e alcançar meus objetivos — destacou a estudante Andrielly Alvarez Manhães Areias de Marins, da 3ª série do Ensino Médio do Ciep 097 Filinto Muller Intercultural Brasil-China, em Duque de Caxias.
Foto: Bruno da Matta
Manutenção predial
Durante o recesso, equipes técnicas atuaram nas unidades escolares para a execução de serviços estruturais. O cronograma incluiu revisões na rede elétrica, reparos em quadras esportivas, cozinhas, banheiros, vestiários, refeitórios e bibliotecas, além de adequações gerais de acessibilidade.
O estudante Fletcher Bichara, da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Rio Grande do Norte, em Volta Redonda, ressaltou a importância do foco no aprendizado.
— Eu amo estudar e acredito que o conhecimento é o caminho do sucesso. Com dedicação e esforço nos estudos, sei que as portas irão se abrir para mim — disse.
Entre as atualizações de infraestrutura implementadas para o semestre está a instalação de sistemas de alarme movidos a energia solar em unidades da rede estadual. O equipamento opera de forma independente da rede elétrica convencional com o objetivo de monitorar as instalações e mitigar ocorrências de furto de cabos elétricos ou vandalismo na fiação.
Foto: Bruno da Matta
O retorno do calendário escolar abrange todos os anos da rede estadual, com atenção voltada também aos estudantes do Ensino Médio que se preparam para exames nacionais e avaliações de acesso ao mercado de trabalho.
— Confesso que já estava com saudade da rotina, dos amigos, dos professores e de todo o ambiente da escola. É um novo semestre, com novas oportunidades de aprender, crescer e viver momentos especiais — concluiu Maria Luiza Costa de Oliveira, estudante da 3ª série do Ensino Médio do Ciep 097 Filinto Muller Intercultural Brasil-China, de Duque de Caxias.
Foto: Bruno da Matta
Foto: Divulgação
Equipe do Seeduc + Perto leva mais de 50 serviços à Nova Iguaçu
Ação, em parceria com a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda, reuniu diversos órgãos em um mutirão de atendimento
O programa Seeduc + Perto, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação que leva um mutirão de serviços para estudantes e servidores da pasta, esteve presente em uma ação especial realizada neste sábado (25/07), no Corumbá, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O evento, em parceria com a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab), ofereceu oportunidades e soluções para a população, proporcionando um atendimento sem burocracia e contribuindo para a promoção da cidadania e superação das barreiras econômicas.
A Seeduc participou da ação com uma equipe especializada, com o objetivo de aproximar a sociedade da secretaria, atender às demandas da comunidade escolar e evitar a necessidade de deslocamento da população dos bairros mais distantes para a sede da pasta. Foram oferecidos mais de 50 tipos de serviços à população.
Realizações como essas, visando à promoção da cidadania, tem como objetivo garantir direitos civis, políticos e sociais, incluindo acesso à justiça, inclusão social, combate à fome e o fortalecimento da democracia.
Foto: Divulgação
A iniciativa levou oportunidades e orientação para quem busca emprego e qualificação, além de vagas para diversas áreas. Dentre outras finalidades, o projeto ajudou na orientação profissional e resolveu questões importantes para a população, levando serviços essenciais para próximo da comunidade.
Foram disponibilizadas vagas de estágio e Jovem Aprendiz, cursos profissionalizantes e livres, atendimento social, saúde e empreendedorismo, documentação gratuita e identificação civil, além de serviços de diversos órgãos, como Detran, Firjan e Fundação Leão XIII.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Clique aqui e confira a listagem dos projetos homologados no âmbito do Financiamento de Boas Práticas Pedagógicas.
A próxima etapa do processo consistirá na avaliação dos projetos, em conformidade com os critérios e procedimentos estabelecidos no edital publicado no Diário Oficial em 29/12/2025.
Foto: Divulgação
Clique aqui e confira a listagem dos projetos homologados no âmbito do Financiamento de Boas Práticas Pedagógicas/ Prêmio Diálogos de Gestão para a Aprendizagem.
A próxima etapa do processo consistirá na avaliação dos projetos, em conformidade com os critérios e procedimentos estabelecidos no edital publicado no Diário Oficial em 29/12/2025.
Foto: Ellan Lustosa
Substituição da jornada de 18 para 30 horas semanais contempla profissionais aprovados em processo seletivo interno
O Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira (24/07), a convocação de mais 1.254 professores da rede estadual para a ampliação da carga horária de 18 para 30 horas semanais. A medida contempla profissionais aprovados no processo seletivo interno.
A carga horária de 30 horas semanais será composta por 20 horas de regência em sala de aula e 10 horas destinadas ao planejamento das atividades pedagógicas e aos estudos, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Com a maior permanência nas unidades escolares, os docentes passam a acompanhar mais de perto a rotina pedagógica e o desenvolvimento dos estudantes.
Os professores convocados deverão comparecer à Coordenadoria Regional de Gestão de Pessoas de sua lotação, na data e no horário estabelecidos no edital publicado no Diário Oficial, para a escolha das vagas e definição dos horários das aulas.
Coordenada pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), a ampliação da carga horária mantém o nível e a referência já conquistados pelos docentes no Plano de Carreira do Magistério, sem alteração dos direitos previstos para a categoria.
A remuneração será ajustada de acordo com a nova jornada de trabalho e ocorrerá após o processamento da alteração da carga horária na folha de pagamento. A mudança também poderá repercutir nos benefícios incorporados para fins de aposentadoria, conforme a legislação vigente.
Foto: Sandra Barros
Medalhista de ouro da OBMEP da rede estadual revela rotina de estudos e dá dicas para conquistar bons resultados
Preparação do estudante inclui resolver provas anteriores, manter a disciplina e cuidar da saúde emocional
Resolver avaliações de provas anteriores, aprender com os próprios erros, manter uma rotina de estudos consistente e cuidar da saúde. Esses são os principais segredos de Rafael Ambrosio, de 15 anos, estudante do Colégio Estadual Baldomero Barbará, em Barra Mansa, no Sul Fluminense, que conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Para ele, o sucesso não está em estudar por muitas horas, mas em manter a disciplina e a qualidade do aprendizado.
— Minha principal técnica é fazer provas passadas de edições anteriores da olimpíada, disponíveis nos sites oficiais e em plataformas especializadas. Além disso, resolvo as questões, aprendo com os meus erros e sigo em frente. Acredito que é fundamental manter a constância e evoluir a cada exercício — explica o estudante.
Ao longo da vida escolar, Rafael conquistou nove medalhas em olimpíadas do conhecimento. Entre as mais marcantes, para ele, estão a medalha de ouro da OBMEP, pelos benefícios acadêmicos proporcionados pela conquista; a primeira medalha na competição, que lhe garantiu participação no 10º Encontro do Hotel de Hilbert; e a medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP), modalidade pela qual também demonstra grande interesse.
A carga horária de estudos varia de acordo com a rotina e o interesse pelos conteúdos. Em algumas semanas, ele costumar resolver entre 42 e 49 questões, mas destaca que a quantidade não é o mais importante.
— Às vezes, faço apenas algumas questões; em outras, resolvo uma prova inteira. Quando um assunto me chama a atenção, gosto de estudá-lo até entendê-lo bem — enfatiza.
De acordo com o jovem, entre os conteúdos mais estudados, estão geometria, trigonometria, combinatória, álgebra e aritmética, que ele define como temas considerados difíceis e que deixam de ser um desafio quando são trabalhados com persistência.
Bem-estar, saúde e lazer
Além da preparação técnica, o aluno cuida da saúde física e emocional. Ele procura dormir pelo menos oito horas por noite, manter uma alimentação equilibrada e, na véspera das provas, prefere descansar a estudar intensamente para controlar a ansiedade.
— Normalmente, a ansiedade vem antes da prova. No dia, não faço questões. Respiro fundo, tento relaxar e não penso muito nisso — conta.
Durante a realização da prova, Rafael revela que adota uma estratégia para administrar o tempo: começa pelas questões mais fáceis e, caso encontre alguma muito difícil, passa para a seguinte e retorna depois com uma nova abordagem.
Foto: Sandra Barros
O jovem entrega outro segredo do sucesso: quando não está estudando, reserva momentos de lazer.
— Caminho, jogo vôlei com os amigos e fico um tempo longe do celular. São hábitos que ajudam a manter minha mente descansada — diz.
O medalhista de ouro acredita que essa experiência também contribui para a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
— Provas como essas estimulam o nosso raciocínio lógico. Ao fazermos, passamos a resolver as questões com mais rapidez e entendemos melhor o que está sendo proposto. Acredito que isso é fundamental e contribui diretamente para um bom desempenho no Enem — afirma.
Ao deixar uma mensagem para estudantes que sonham em conquistar uma medalha, ele resume sua experiência em três conselhos:
— Façam questões antigas, aprendam com os erros e não desanimem.
Orgulho da escola
No colégio, a comunidade escolar e os colegas de turma celebram o desempenho do estudante na OBMEP, competição que reuniu mais de 18,5 milhões de alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da 1ª à 3ª série do Ensino Médio, além de reconhecerem toda a dedicação que resultou na conquista da medalha.
— Nós ficamos muito felizes. Todos têm muito orgulho dele. Ter um estudante da nossa região que se destaca pela inteligência, conquista uma medalha e demonstra tanta disciplina é motivo de grande alegria. Ele merece todas as homenagens, como o cartaz exposto na entrada da escola, que reconhece esse excelente desempenho — exalta a aluna Estella Valentina.
Rodrigo Guedes, professor de Matemática que lecionou para Rafael no 8º ano do Ensino Fundamental, conta que o estudante sempre demonstrou interesse em participar de avaliações externas.
— Quando dei aula para ele, Rafael já chamava a atenção por ser um aluno muito dedicado e por sempre sentar nas primeiras carteiras. Fazia os exercícios propostos muito mais rápido do que esperávamos. Era um estudante que realizava todas as atividades com o objetivo de evoluir e conquistar uma medalha. Esse reconhecimento é fruto de muito esforço e dedicação — destaca o professor.
Foto: Sandra Barros
Foto: Sandra Barros
Estudantes da rede estadual de ensino vão mostrar seu futebol na Noruega
Doze alunos que participam do projeto social Karanba viajaram, nesta sexta-feira (17/07), para Oslo
Estudantes de 12 escolas da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro embarcaram, nesta sexta-feira (17/07), para a Noruega, onde vão participar da Norway Cup, torneio internacional de futebol juvenil, que será realizada em Oslo, capital do país, entre os dias 25 de julho e 1º de agosto. Eles vão integrar a delegação de 32 adolescentes do time de futebol do instituto Karanba, projeto social criado pelo ex-jogador norueguês Tommy Nilsen. Os alunos atletas vão poder vivenciar uma experiência esportiva e cultural internacional e, para muitos, também realizar a sua primeira viagem ao exterior.
A Norway Cup é realizada anualmente e reconhecida como o maior torneio de futebol para crianças e jovens do mundo, reunindo equipes de dezenas de países em disputas nas categorias de 6 a 19 anos. O evento é também uma plataforma de intercâmbio cultural entre atletas de diferentes nacionalidades e realidades sociais.
A participação dos alunos visa reforçar o vínculo do projeto com a rede pública de ensino e evidencia como o esporte tem sido, para essas famílias, também uma porta de entrada para novas oportunidades educacionais.
A chegada da equipe à Noruega com antecedência foi planejada para os jogadores se adaptarem ao fuso horário, ao clima e à rotina de treinamentos antes da estreia.
David Marins, 14 anos, aluno do Colégio Estadual Alecrim, em São Gonçalo, conta que ficou emocionado com a notícia da viagem.
– Estou vivendo uma experiência incrível. Vou realizar um sonho que é viajar e jogar fora do país. Eu espero alegria, diversão e muito trabalho nos últimos treinos para conquistar a taça para o Brasil. Também quero conhecer o país, a cultura deles. Quero viver essa oportunidade – diz ele.
Foto: Sandra Barros
Ariane Rosa Barbosa, 17 anos, do Colégio Estadual Joaquim Távora, em Niterói, explica que joga futebol desde criança. E que participar da competição é uma grande oportunidade, não só para ela como para as amigas que estão treinando muito.
– Essa viagem é a realização de um sonho não só para mim, mas para a minha família também, porque é muito difícil as pessoas saírem de onde a gente veio para outro país. Fiquei feliz quando soube que ia para a Noruega, ia para fora do país. Minha família ficou feliz, meus professores e a diretora ficaram felizes. Lá é bem diferente do Brasil. Estou ansiosa para ver coisas novas.
Sobre a possibilidade de trazer a taça da Norway Cup, a estudante define o momento com poucas palavras.
– Todo mundo quer ganhar, e os treinos são necessários e exigem bastante. Mas nós não estamos trabalhando à toa – resume ela.
Pais e responsáveis dos alunos estiveram no embarque e vão acompanhar os resultados dos jogos, torcendo para mais uma conquista dessa turma de jovens talentosos e determinados.
Foto: Sandra Barros
Alunos da rede estadual de ensino que integram a delegação
Ana Júlia da Silva - Ciep 382 - Aspirante Francisco Mega
Ana Carolina Cardoso Rubio - Colégio Estadual Santos Dias
Lívia Santana Rogério - Colégio Baltazar Bernardino
Camilly Victória Ferreira Chaves - Colégio Compositor Luiz Carlos da Vila
Ariane Rosa Barbosa - Colégio Joaquim Távora
Emilly Julia Candido - Colégio Compositor Luiz Carlos da Vila
Alejandro Costa Dias - Colégio Estadual Augusto Cezário Diaz André
Davi Marins Ferreira - Colégio Estadual Alecrim
Nycollas Fernandes Lima - Colégio Estadual Professor Francisco de Paula Achilles
José Pedro Soares de Melo Martins Brito - Colégio Estadual Dr. Humberto Soeiro de Carvalho
Rhuan Albino da Conceição - Ciep 240 Professor Haroldo Teixeira Valladão
Bryan Coelho da Cunha - Colégio Professor Francisco de Paula Achilles
Hiago Barroso da Costa Santos - Colégio Eleonor Moreira Franco
Kayo Assis Moura - Colégio Professor Francisco de Paula Achilles
Foto: Sandra Barros
Foto: Divulgação
Alunos da rede estadual de ensino participam de intercâmbio na França
Selecionados por mérito acadêmico, dois estudantes do Ciep Intercultural Brasil-França, em Niterói, embarcaram para duas semanas de estudos
Nesta sexta-feira (17/07), Nathaly Mendes Matos e Pedro Henrique Barci, alunos do Ciep 449 Gov. Leonel de Moura Brizola Intercultural Brasil-França, embarcam para a França. Vão participar do programa internacional ‘Génération LabelFrancEducation 2026’, promovido em parceria com o Cavilam–Alliance Française de Vichy. Com o apoio da Embaixada da França no Brasil, a experiência de duas semanas reunirá cerca de 40 estudantes de instituições certificadas com o selo LabelFrancEducation em todo o mundo. O selo é a certificação máxima de qualidade concedida pelo governo francês às instituições de ensino bilíngue ao redor do mundo.
O encontro vai acontecer na cidade de Vichy e tem como objetivo proporcionar aos jovens uma imersão linguística, cultural e esportiva, fortalecendo a aprendizagem da língua francesa e os intercâmbios internacionais entre escolas da rede LabelFrancEducation.
No roteiro, entre as atividades pedagógicas, os estudantes vão conhecer bairros parisienses, navegar pelo Rio Sena, participar de oficinas culinárias e de atividades esportivas em parques da cidade, visitar os pontos históricos de Vichy e assistir às apresentações artísticas e musicais na Ópera da cidade.
Na região de Auvergne, eles vão visitar as históricas cidades de Clermont-Ferrand, famosa por sua catedral gótica, e Saint-Nectaire, conhecida por seu castelo do século 12, o Château de Murol, que oferece uma verdadeira imersão na Idade Média. Também está programada uma caminhada guiada pelas Montanhas Bourbonnais. No final do encontro, apresentação dos resultados das oficinas e entrega de diplomas em uma noite que marca o encerramento da viagem.
Nathaly, de 16 anos, que cursa o último ano do Ensino Médio, conta que sempre teve interesse em estudar a língua francesa. Segundo ela, a oportunidade de participar desse intercâmbio na França representa o reconhecimento pelo esforço e pela dedicação aos estudos ao longo de sua trajetória escolar.
– Estudar na Intercultural Brasil-França me motivou a conhecer melhor o idioma e a forma de viver dos franceses. O que mais me chama a atenção nesse país é a valorização da arte, da história e da literatura. Também gosto muito da gastronomia e da forma como a cultura está presente no dia a dia das pessoas – diz a estudante.
Foto: Divulgação
Em preparativos para a sua primeira viagem internacional, ela já está pesquisando sobre a história da cidade de Vichy, clima e costumes.
– Essa viagem representa muito mais do que conhecer outro país. É uma oportunidade de crescimento pessoal, cultural e acadêmico. Quero aproveitar ao máximo cada aprendizado, conhecer novas pessoas, praticar o francês no dia a dia e voltar com experiências que levarei para a vida toda. Espero que essa conquista também incentive outros estudantes a se dedicarem aos estudos e acreditarem que o esforço pode abrir portas para oportunidades incríveis – comenta Nathaly.
Foto: Divulgação
Concluindo este ano o Ensino Médio, Pedro Barci, de 17 anos, também vai viver a sua primeira viagem internacional. Ele conta que o seu interesse pelo idioma francês já existia antes de ingressar no Ensino Médio.
– Antes mesmo de entrar no Intercultural Brasil-França, eu já tinha interesse pela língua francesa. Foi a minha primeira opção no ato da matrícula para o Ensino Médio. Estou ansioso e com uma expectativa bem alta. Quero desenvolver bastante o meu francês durante a viagem. Além do diferencial para o mercado de trabalho e acesso a obras nesse idioma, acho uma língua muito chique – revela o aluno.
De malas prontas, Pedro diz que pretende aproveitar a experiência na França para aprimorar ainda mais seus conhecimentos na língua francesa e desenvolver sua fluência no idioma para o exame de proficiência oferecido no final do curso, o DELF. Com certificação concedida pelo governo francês e reconhecida internacionalmente, o exame é disponibilizado pela unidade escolar no final da 3ª série, sem custo para o estudante.
– Quero aprender ainda mais e voltar com um aprendizado incrível para realizar a prova de proficiência em francês – afirma o estudante.
As famílias dos alunos também valorizam essa nova experiência e sua contribuição para o crescimento acadêmico e pessoal dos jovens.
– Estou muito feliz em ver que o meu filho foi contemplado com uma oportunidade tão especial. Os preparativos estão avançando a cada dia que passa. Toda a família está radiante e muito alegre com a realização do sonho dele – destaca Carla Barci, mãe de Pedro.
Foto: Divulgação
Também Viviana Mendes, mãe de Nathaly, fala da certeza de que a experiência será transformadora para a estudante.
– Vai trazer aprendizado, crescimento pessoal e novas perspectivas para o futuro dela. Sinto um orgulho imenso ao ver essa conquista da minha filha, resultado de todo o esforço, dedicação e o compromisso dela com os estudos – diz Viviane.
Para o diretor da escola, o professor Cícero Tauil, ver os alunos selecionados para um programa internacional traz uma profunda sensação de orgulho, coroando o esforço diário de uma comunidade que acredita no poder transformador da educação pública.
– A nossa escola consolidou um modelo pedagógico integral altamente eficaz, hoje com cerca de 560 alunos já aprovados em Diploma de Estudos em Língua Francesa (DELF) – conta o diretor.
No retorno dos estudantes ao Brasil, a escola promoverá um encontro para que eles compartilhem as experiências vividas durante a viagem. O objetivo é inspirar e incentivar outros estudantes a participarem das próximas edições e de novos desafios de aprendizagem.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Mostra Intercultural aproxima Brasil e Rússia em celebração de cultura e conhecimento em escola de Belford Roxo
Evento no Colégio Estadual Tenente Otávio Pinheiro – Intercultural Brasil–Rússia reuniu estudantes, professores e autoridades em programação com música, dança e gastronomia
Um dia marcado pela cultura, pela arte e pela integração entre povos. O Colégio Estadual Tenente Otávio Pinheiro – Intercultural Brasil-Rússia, em Belford Roxo, promoveu a Mostra Intercultural, evento que concluiu a segunda etapa da Gincana CETOP 2026 e reuniu estudantes, professores e autoridades em uma grande celebração da parceria entre Brasil e Rússia. A programação fortaleceu os laços de amizade, cooperação e intercâmbio que fazem parte da identidade da unidade escolar.
O evento teve uma cerimônia de abertura com a execução dos hinos do Brasil e da Rússia e contou com apresentações de música, dança, gastronomia e atividades pedagógicas, que levaram um pouco de Moscou e de outras regiões do país euroasiático à Baixada Fluminense, transformando a escola em um espaço de aprendizado, troca de experiências e valorização da diversidade cultural.
— A mostra reafirma o compromisso da nossa equipe com a excelência do trabalho pedagógico e evidencia o protagonismo dos estudantes na construção do conhecimento. É motivo de grande satisfação contribuir para a consolidação desse projeto, que promove o diálogo entre culturas, amplia oportunidades de aprendizagem e fortalece a formação integral dos nossos alunos — afirmou a diretora-geral da unidade, Denize Alves da Silva.
A gincana cultural teve como objetivo ensinar, unir a escola e fortalece o espírito de equipe. Durante a programação, os estudantes foram os grandes protagonistas, realizando apresentações em língua russa e no Grupo de Dança do CETOP. Nos estandes culturais, eles apresentaram a riqueza e a diversidade das culturas brasileira e russa por meio de pesquisas, curiosidades, tradições, manifestações artísticas e elementos folclóricos.
A gastronomia também teve papel de destaque na celebração. Os estudantes prepararam pratos típicos da Rússia e do Brasil, encantando os visitantes com sabores tradicionais como o borsch, o plov e a baklava, além de diversas iguarias da culinária brasileira.
Para a estudante Ana Julia Ignácio, da 3ª série do Ensino Médio, o evento foi de grande aprendizado. Ela frisou que, ao ver as culturas russa e brasileira representadas de maneira tão bonita e respeitosa, aprendeu a valorizar e ver a beleza nas diferenças.
— Também aprendi muito sobre cada estado, cada cidade, sua história e importância; provei comidas, ouvi músicas, vi danças e me senti parte de cada cultura. Vivenciei uma experiência completa. Para mim, projetos como esse sempre deveriam existir, porque, além de nos ensinar a valorizar a diversidade, trazem experiências que levarei para toda a vida — disse Ana Julia.
Nos últimos anos, Brasil e Rússia fortaleceram suas relações, ampliando a cooperação em áreas como comércio, tecnologia e inovação. Integrantes do BRICS, os dois países mantêm um diálogo permanente e compartilham interesses estratégicos no cenário internacional.
Foto: Divulgação
As interculturais
A escola de Belford Roxo é uma das 40 de todo estado no modelo intercultural, que alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros.
Essa proposta pedagógica permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros "centros culturais", portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país. As escolas têm uma dinâmica clara e bem definida, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes.
— Como diretora desta unidade escolar, sinto-me honrada em ter participado da implementação da Escola Intercultural Brasil–Rússia, uma importante iniciativa que fortalece a educação pública de forma inovadora e conectada ao mundo — ressaltou Denize Alves.
A mostra na Intercultural Brasil-Rússia criou um ambiente de cooperação e trocas, com foco no aprofundamento das relações humanas e na ampliação do repertório cultural, fazendo com que, ao fim do dia, os estudantes se integrassem ainda mais ao projeto pedagógico da escola e se sentissem mais seguros de seus potenciais, dispostos a fazer a diferença no mundo.
Foto: Divulgação
Foto: Ellan Lustosa
Iniciativa reúne empresas parceiras de diversos segmentos, com condições especiais na aquisição de produtos e serviços
A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) fortalece sua política de valorização dos servidores por meio do Programa de Descontos, iniciativa que oferece condições especiais para a aquisição de produtos e serviços em empresas credenciadas de diversos segmentos. O benefício contempla cerca de 150 mil servidores ativos, inativos, aposentados e pensionistas da rede estadual de ensino, podendo ser estendido aos seus dependentes, conforme a política adotada por cada empresa parceira.
Instituído pela Resolução Seeduc nº 6.202, de 25 de outubro de 2023, o programa tem como objetivo ampliar o acesso dos profissionais da educação a produtos e serviços com preços diferenciados, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e a valorização dos servidores públicos. As oportunidades estão nas áreas de qualificação profissional, saúde, cultura e bem-estar.
Entre os serviços com descontos, estão os cursos de francês, graduação e pós-graduação, além de cursos técnicos em formações nas áreas de Administração, Contabilidade, Logística, Recursos Humanos, Eventos e Secretaria Escolar. Os benefícios também incluem descontos em planos odontológicos, serviços médicos, aquisição de livros e diversas outras áreas voltadas à qualidade de vida dos servidores e de seus dependentes.
Para utilizar o benefício, não é necessário realizar cadastro, pagar taxa de adesão ou autorizar qualquer desconto em folha. Basta apresentar o último contracheque e um documento oficial de identificação ou a carteira funcional no momento da compra ou da contratação do serviço.
As empresas credenciadas oferecem percentuais de desconto definidos de forma independente, sem padronização de valores, o que amplia a diversidade de opções disponíveis aos beneficiários. O credenciamento também não garante exclusividade às instituições participantes, permitindo a constante ampliação da rede de parceiros.
A Seeduc-RJ também incentiva a participação dos próprios servidores na expansão do programa. Qualquer profissional pode indicar empresas interessadas em integrar a iniciativa por meio de formulário disponível nos canais oficiais da Secretaria. Da mesma forma, empresas e instituições que desejam oferecer benefícios aos servidores podem solicitar o credenciamento preenchendo o formulário de adesão.
Além do Programa de Descontos, os profissionais da educação contam com outro importante benefício previsto na Lei Estadual nº 8.775, de 24 de março de 2020. A legislação assegura aos profissionais em efetivo exercício nas instituições de ensino públicas e privadas, bem como aos aposentados, o pagamento de meia-entrada em casas de espetáculo e praças esportivas que promovam atividades de lazer e cultura. Para garantir o direito, basta apresentar o contracheque ou a carteira funcional emitida pelo órgão empregador.
Confira mais informações acessando o link https://www.seeduc.rj.gov.br/servidor/programa-de-descontos
Foto: Divulgação
Escola intercultural da Baixada Fluminense retrata a história do Uruguai
Projeto de Ciências Humanas foi realizado por alunos do Ensino Médio para narrar trajetória de país parceiro
Conhecer a história de um país parceiro por meio de um projeto pedagógico. Este foi o objetivo central da ação de Ciências Humanas desenvolvida no Colégio Estadual Jardim Marilice Intercultural Brasil-Uruguai, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A atividade, realizada por alunos do Ensino Médio, mobilizou toda a comunidade escolar para narrar a trajetória da nação vizinha, desde suas origens até as transformações que a tornaram uma das mais importantes das Américas.
Para a diretora-geral da unidade, Margareth Cataldi, o projeto revelou o empenho, a dedicação e a animação das turmas ao explorarem os temas propostos para cada série.
— As pesquisas, desenvolvidas com a orientação cuidadosa de nossos professores e coordenadores, despertaram a curiosidade, a autonomia e o compromisso com a aprendizagem. Foi emocionante acompanhar cada estudante superando a timidez, enfrentando a inibição e se preparando, por meio de ensaios e muito esforço, para apresentar pequenos textos teatrais aos seus familiares e à comunidade escolar — contou a gestora.
Foto: Divulgação
O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul e o terceiro menos populoso. Sua história é marcada por muitas batalhas e conflitos promovidos ao longo do tempo. No início do século 20, o país experimentou um momento de prosperidade econômica que, combinada com as características da sua população, em grande parte formada por imigrantes espanhóis e italianos, lhe deu a fama de “Suíça da América”. A cultura uruguaia apresenta elementos tradicionais europeus e nativos da própria região, incorporando muito do modo de vida rural e dos costumes e tradições do campo, refletindo-se, principalmente, no vestuário e na gastronomia.
A ação do colégio foi desenvolvida com foco em três períodos históricos. As turmas da 1ª série abordaram as origens do local, antes da chegada dos conquistadores espanhóis, quando o país era habitado por índios charruas, guaranis e chanaés. Os alunos da 2ª série retrataram o processo de independência do território, enquanto os estudantes da 3ª série relembraram o período marcado por golpes na América Latina, quando o Uruguai viveu sob uma ditadura.
A diretora Margareth Cataldi disse que o projeto de Ciências Humanas fortalece a formação integral dos estudantes ao integrar os conhecimentos de História, Geografia, Filosofia e Sociologia. Segundo ela, as disciplinas tornam o aprendizado mais significativo, formando jovens conscientes, preparados para conviver com as diferenças e atuar de forma responsável em uma sociedade cada vez mais integrada.
— A História possibilita compreender a trajetória e as relações entre Brasil e Uruguai. A Geografia amplia a percepção sobre os territórios, as fronteiras e as identidades. A Filosofia incentiva a reflexão crítica, o diálogo e o respeito às diferentes formas de pensar, e a Sociologia promove a compreensão das relações sociais, da cidadania e da diversidade cultural — detalhou a diretora.
Foto: Divulgação
Unidades interculturais
O modelo de escola intercultural alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros.
Essa proposta pedagógica permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros "centros culturais", portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país. As escolas têm uma dinâmica clara e bem definida, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes.
Assim, o projeto da Intercultural Brasil-Uruguai atende ao grande objetivo desta modalidade de ensino, promovendo uma real integração e estreitando os laços entre os países. Os estudantes aprendem de forma dinâmica e prática, aproximando ainda mais o país vizinho da unidade escolar da Baixada Fluminense. Uma aula de história e de convivência em harmonia.
— Ao abrir esse projeto à comunidade, a escola reafirmou seu compromisso com uma educação participativa, intercultural e transformadora, aproximando famílias, estudantes e educadores em um momento de valorização do conhecimento, da cultura e do trabalho coletivo. Foi uma experiência enriquecedora, que demonstrou que aprender também é compartilhar, dialogar e construir pontes entre diferentes culturas — concluiu a diretora Margareth Cataldi.
Foto: Divulgação
Foto: Ellan Lustosa
Seeduc realiza palestra sobre saúde mental masculina para celebrar Dia Nacional do Homem
Ação voltada para servidores e parceiros debateu o impacto da pressão social no bem-estar emocional
Em celebração ao Dia Nacional do Homem, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) promoveu, nesta quarta-feira (15/07), uma ação voltada para o bem-estar emocional de seus servidores, parceiros e colaboradores. O evento foi realizado na sede da pasta, na Cidade Nova, Zona Central do Rio. O principal objetivo da atividade foi desconstruir o histórico tabu de que "homem não chora". Por meio de um debate sobre o impacto da pressão social e da chamada “cultura do silêncio”, a iniciativa visa incentivar o autoconhecimento, a expressão emocional e a busca por ajuda profissional e especializada, sem medo de julgamentos.
De acordo com o terapeuta e palestrante do encontro, Júlio César Papadopoulos, o debate é fundamental para a desconstrução de estigmas sociais.
— Esse é um período essencial para refletirmos sobre o bem-estar emocional dos homens, quebrar tabus e criar espaços seguros para que cada um possa falar, ouvir e buscar ajuda sem julgamento. Cuidar da saúde emocional é um ato de coragem — afirmou o terapeuta.
Foto: Ellan Lustosa
Historicamente, a população masculina é instruída a encarar o sofrimento como um sinal de fraqueza, o que gera o hábito de camuflar dores e emoções. Esse comportamento equivocado, focado na autossuficiência e na infalibilidade, contribui para o aumento de quadros de adoecimento mental entre os homens.
A cultura machista enraizada na sociedade impõe um padrão emocional restrito aos homens. No Brasil, a taxa de suicídio entre o público masculino é quatro vezes maior do que a registrada entre as mulheres. De acordo com especialistas, esse indicador não significa que os homens sofram mais, mas evidencia que eles encontram maior resistência para buscar apoio psicológico. O silêncio, a dificuldade em expressar sentimentos ou pedir ajuda podem se tornar fatais.
— Nós, homens, muitas vezes somos desleixados por natureza, principalmente com questões ligadas à saúde. Essa iniciativa é especial, pois cria reflexões importantes, de demandas que devem ser faladas, aumentando nosso autocuidado — destacou Marcelo Thiago Rodrigues da Silva, assessor da Cooperativa de Profissionais de Administração, Ciências Contábeis e Economia (COOACCT).
Foto: Ellan Lustosa
A falta de tempo também é usada como desculpa para os homens não se cuidarem. Porém a adoção de um conjunto de hábitos simples tem grande poder para o bem-estar masculino. O problema emocional, muitas vezes não percebido e, por isso, sem tratamento adequado, afeta diretamente a convivência com familiares, companheiras e amigos. Normalizar conversas sobre sentimentos, incentivar homens a procurar ajuda psicológica e oferecer espaços seguros de escuta são formas eficazes de transformar essa realidade.
— É muito interessante a promoção desses eventos, como o de hoje, celebrando o Dia do Homem. Com toda a correria do dia a dia, de nossa vida profissional, a gente não consegue pensar muito em nosso bem-estar. Essa ação faz com que a gente dê uma pausa para repensar o nosso estilo de vida — ressaltou Carlos Eduardo Espindola, assistente da Superintendência de Gestão de Contratos e Convênios da Seeduc.
A grande conclusão do encontro aponta que o autoconhecimento é a ferramenta ideal para o homem reconhecer seus limites, necessidades, fraquezas e traumas. Ao contrário das imposições históricas e culturais, o evento reforçou que a população masculina não precisa suportar o sofrimento em silêncio. Cuidar da mente, realizar exames de rotina e buscar apoio especializado — sem mitos ou tabus — são, na realidade, demonstrações de força, coragem e inteligência.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Sandra Barros
Ciep 201 de Duque de Caxias promove lançamento do Almanaque Afetivo Africanidades e formação inspirada em Carolina Maria de Jesus
Projeto referência em educação antirracista reúne memória, cultura afro-brasileira e práticas pedagógicas inovadoras em programação especial
O Ciep 201 Aarão Steinbruch, em Duque de Caxias, realizou uma programação especial que reafirma seu compromisso com a valorização da cultura afro-brasileira e o fortalecimento da educação antirracista. A unidade promoveu o lançamento do ‘Almanaque Afetivo Africanidades’ e o 2º Encontro da Formação Carolina(s): Entre Animes e Mangás — A Força de Personagens Negras que nos Inspiram, iniciativas que ampliam o diálogo entre memória, identidade e práticas pedagógicas inovadoras.
Criado em 2003 pelo professor Júlio César Araujo dos Santos, o Projeto Africanidades tornou-se uma referência na rede estadual de ensino ao desenvolver ações voltadas para a valorização da população negra, da educação patrimonial e da formação cidadã. Reconhecido como Ponto de Memória, o projeto contribui para fortalecer a autoestima dos estudantes, estimular o protagonismo juvenil e preservar as histórias e saberes da comunidade escolar.
– O projeto ganhou tanta relevância no Ciep 201 que as suas memórias estão gravadas nas paredes, nos corredores e nos corpos das pessoas. O grafite é uma das formas mais recorrentes de expressão nas periferias e sua vivência pode ser transformadora. É muito importante destacar os impactos dessas imagens produzidas nas oficinas, não apenas na visualidade do ambiente da escola, mas nos corpos e nas mentes dos estudantes que se envolvem diretamente no processo – conta o professor Cristiano Azeredo, acrescentando que as paredes do colégio têm imagens de personalidades como Ailton Krenak, Nêgo Bispo e Emicida.
Foto: Divulgação/Seeduc
2º Encontro da Formação Carolina(s): Entre Animes e Mangás — A Força de Personagens Negras
Um dos destaques da programação foi o lançamento do ‘Almanaque Afetivo Africanidades’, publicação que reúne memórias, experiências e práticas pedagógicas construídas ao longo da trajetória do projeto. A obra registra iniciativas que transformaram o cotidiano da escola por meio da valorização da cultura afro-brasileira e celebra o envolvimento de estudantes, professores, famílias e parceiros institucionais na construção de uma educação mais democrática, inclusiva e comprometida com a preservação da memória.
Para Vitória Lima, ex-aluna do Ciep 201 e atualmente estudante de Artes Visuais/Gravura na EBA/UFRJ, o Africanidades foi um divisor de águas em sua vida, transformando sua visão e sua perspectiva de futuro.
– O projeto foi fundamental porque, além de ter todo um incentivo, tem uma questão voltada para a autoestima das pessoas negras, o que é muito importante. Também teve esse incentivo com relação aonde a gente pode chegar, quais são os lugares que a gente deve e pode ocupar, os lugares que são nosso por direito – diz Vitória Lima.
A programação também incluiu o 2º Encontro da Formação Carolina(s): Entre Animes e Mangás — A Força de Personagens Negras que nos Inspiram. A atividade integra o projeto ‘Carolina em Anime’, desenvolvido pelo Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos em parceria com o Coletivo e Ponto de Memória Africanidades.
Foto: Sandra Barros
Lançamento do 'Almanaque Afetivo Africanidades'
Voltado aos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, a formação apresentou a trajetória e o legado de Carolina Maria de Jesus por meio de referências do universo dos animes e mangás, estabelecendo conexões com o cotidiano dos jovens e promovendo reflexões sobre identidade, representatividade, literatura e enfrentamento ao racismo. A proposta utilizou a linguagem da cultura pop japonesa para aproximar os estudantes da obra da escritora e estimular debates sobre diversidade, pertencimento e cidadania.
Idealizado pelo Dr. Elbert Agostinho, pesquisador das relações entre educação, histórias em quadrinhos, mangás, animes e Educação para as Relações Étnico-Raciais, o projeto promove rodas de conversa, análise de personagens, atividades colaborativas e produção criativa, incentivando os participantes a produzirem suas próprias narrativas, reconhecendo-se como autores de suas histórias. A iniciativa integra literatura, ciência, cultura visual e práticas pedagógicas inovadoras, reafirmando que novas linguagens também podem contar antigas histórias de resistência.
Ao reunir o lançamento do almanaque e a formação inspirada na obra de Carolina Maria de Jesus, o Ciep 201 Aarão Steinbruch reafirma seu papel como espaço de construção de conhecimento, preservação da memória e promoção de uma educação comprometida com a equidade racial, tornando-se uma referência na implementação de práticas pedagógicas que valorizam a diversidade e o protagonismo dos estudantes.
Foto: Divulgação/Seeduc
2º Encontro da Formação Carolina(s): Entre Animes e Mangás — A Força de Personagens Negras
Foto: Sandra Barros
Festa de Rodeio promove integração e celebra encerramento do semestre em escola estadual de Nova Iguaçu
Evento no Ciep 345 Y Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia reúne estudantes, professores e comunidade em momento de confraternização
Um dia de muita alegria, acolhimento e integração marcou a quinta-feira (9/7) no Ciep 345 Y Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A unidade promoveu a quinta edição da tradicional Festa de Rodeio, iniciativa que já faz parte do calendário escolar e reúne estudantes, professores e a comunidade em um momento de confraternização. Além de celebrar a conclusão do primeiro semestre letivo e a proximidade do recesso escolar, o evento valoriza ainda a diversidade cultural brasileira por meio de uma programação temática.
— Esta celebração é esperada por todos aqui, desde o início do ano. É um momento especial de confraternização e alegria, com a participação de todos, o que cria uma ligação especial da comunidade com a escola — afirmou a diretora-geral da unidade, Evellin Tavares.
A festa contou com concursos culturais, brincadeiras e atividades interativas, fortalecendo os vínculos entre a comunidade escolar e proporcionando um ambiente de acolhimento para os alunos que ingressaram na unidade neste ano e um momento de descontração para os estudantes que estão concluindo o Ensino Médio. Os jovens também participaram de uma dança cheia de graça, criatividade e entusiasmo, arrancando aplausos do público.
— É um dia muito legal, que todo mundo se diverte, e junta a escola toda. Estou muito feliz e acho que todos estão gostando bastante — disse Matheus Vinícius, de 13 anos, aluno do 3º ano do Ensino Fundamental.
Foto: Sandra Barros
As festas countries são celebrações marcadas pela valorização das tradições e pela diversidade cultural. Ao longo dos anos, consolidaram-se como eventos que reúnem influências trazidas por imigrantes, costumes regionais e elementos do universo sertanejo, incorporando também referências aos rodeios e à cultura country norte-americana. No Brasil, essas festividades se fundiram com as tradicionais festas juninas, resultando em comemorações que unem música, gastronomia, danças típicas e manifestações culturais.
— Essa ação foi bem divertida, uma das mais queridas da escola. Em todos os anos, temos touro mecânico, pescaria com brindes e outras coisas, além das comidas e barracas espalhadas pelo pátio. Também tem a música, que o pessoal sempre se anima pra dançar. Não tem como não gostar — destacou Júlia Maria Rangel Anunciação de Oliveira, aluna da 3ª série do Ensino Médio.
A celebração ganhou um significado especial para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio, que vivenciam seus últimos meses na escola e puderam compartilhar um momento de descontração e memória afetiva antes da conclusão dessa etapa de suas trajetórias educacionais.
Para Manuella Sousa de Oliveira, o evento vai deixar saudades. A estudante, que se forma no fim do ano, afirmou que vive uma mistura de sentimentos e que é grata por tudo que vivenciou na escola.
— Eu amo participar de todos os projetos. Saber que é minha última festa do rodeio, como aluna, dá um aperto no coração, mas quero aproveitar todos esses momentos deste ano aqui no Ciep — contou Manuella Sousa.
O aluno Leonardo César é outro que vai sentir falta da festa.
— Estou na 3ª série e sempre participei deste evento. É estranho, mas não estou triste de ser a último. Fico feliz por ter participado e por tudo que vivi na escola — ressaltou Leonardo.
Foto: Sandra Barros
Saiba mais sobre as interculturais
A escola da Baixada é uma das que integram o modelo intercultural da rede estadual de ensino, que alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros. Elas têm uma dinâmica clara e bem definida, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes.
A proposta pedagógica das interculturais permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros "centros culturais", portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país.
— Lutamos muito para que nossa escola se tornasse uma intercultural, e agora podemos ver o sucesso que estamos tendo, e, principalmente, a alegria e a sensação de pertencimento de nossos alunos, engajados na cultura do Brasil e também de um país muito desenvolvido como a Suécia — destacou a diretora.
Foto: Sandra Barros
Foto: Acervo pessoal
Estudante de Bom Jesus do Itabapoana realizou sonho cultivado há anos
Em meio à rotina de cadernos, provas, redações e os corredores da escola, uma jovem estudante da rede estadual do Rio de Janeiro descobriu que as palavras também podem construir caminhos. Foi assim que a aluna, Lavynia Silvestre (17 anos), transformou o hábito de escrever histórias em uma grande conquista: o lançamento oficial do livro “O Que Me Leva Até Você”, publicado em março de 2026, na plataforma UICLAP.
A obra, marcada por emoção, romance e conflitos intensos, acompanha a trajetória de Margot Van’shein e Dante, dois jovens de mundos completamente diferentes que acabam descobrindo uma conexão capaz de desafiar medos, certezas e as barreiras impostas pela vida. Entre a delicadeza dos sonhos e a dureza da realidade, a história conduz o leitor por reflexões sobre amor, amadurecimento e superação.
Estudante da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Marcílio Dias, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense, Lavynia revela que, embora este seja seu primeiro livro publicado oficialmente, a escrita sempre esteve presente em sua rotina.
— Não foi exatamente minha primeira experiência literária, porque eu já escrevia histórias antes, mas foi o primeiro livro que consegui lançar oficialmente. A escrita sempre fez parte da minha vida, então esse lançamento acabou sendo um passo muito importante para mim — contou.
A conquista da estudante vai além do conteúdo pedagógico e incentiva talentos, criatividade e projetos de vida. Foi dentro da escola que Lavynia encontrou apoio para desenvolver sua escrita e acreditar no próprio potencial.
— A escola teve um papel importante porque foi um ambiente onde eu desenvolvi muito minha criatividade e minha escrita. Alguns professores me incentivaram bastante quando eu dei a notícia, comprando o livro e divulgando. E isso faz uma diferença enorme quando a gente tá começando — destacou.
Conciliar os estudos com o processo de escrita e publicação exigiu dedicação, disciplina e persistência. Ainda assim, a jovem autora não desistiu do sonho de ver suas ideias ganhando páginas reais e chegando às mãos dos leitores.
— É uma sensação muito surreal, porque durante muito tempo isso parecia algo distante. Então eu me sinto muito feliz e realizada por ter conseguido transformar uma ideia minha em algo real, algo que outras pessoas podem ler e sentir — afirmou.
O lançamento de “O Que Me Leva Até Você” representa mais do que uma realização pessoal. A história de Lavynia inspira outros estudantes da rede pública a acreditarem em seus talentos e mostra que a escola também é um espaço onde os sonhos podem nascer, crescer e ganhar o mundo.
Para quem também pensam em escrever, a jovem deixa uma mensagem simples, mas poderosa:
— Não esperem se sentir prontos para começar. Se você ama escrever, comece mesmo com medo, insegurança e dúvidas. Porque às vezes aquele projeto que parece pequeno pode virar algo muito maior do que você imagina — concluiu.
Foto: Bruno da Matta
Estudantes da rede estadual celebram formatura no Programa Forças no Esporte (Profesp)
Parceria entre a Seeduc e a Marinha do Brasil, iniciativa amplia o acesso à prática esportiva e contribui para a redução dos riscos sociais
Na última quinta-feira (9/7), 147 estudantes da rede estadual de ensino concluíram mais uma etapa de suas trajetórias ao se formarem na Turma 2026 do Programa Forças no Esporte (Profesp). Realizado no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), na Zona Norte do Rio, o evento reuniu alunos, ex-alunos, familiares e representantes das instituições parceiras.
A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) e a Marinha do Brasil, com o objetivo de ampliar e democratizar o acesso à prática esportiva no contraturno escolar. Além de incentivar hábitos saudáveis, o programa contribui para a redução da vulnerabilidade social e promove o desenvolvimento integral dos estudantes, fortalecendo valores como cidadania, disciplina e trabalho em equipe.
Durante a solenidade, os concluintes da turma de 2026 receberam certificados em reconhecimento ao desempenho e ao comprometimento demonstrados ao longo das atividades. Os formandos também ganharam, simbolicamente, as camisas do Profesp, marcando a conclusão da fase de adaptação e reafirmando o compromisso com os princípios que norteiam o programa, como respeito, solidariedade e espírito de cooperação.
— O sentido é de gratidão, estou muito feliz por fazer parte do Profesp — disse Willian Gabriel, de 17 anos, estudante do Colégio Estadual Mendes de Moraes, que foi destaque na cerimônia.
Saiba mais sobre a parceria
Por meio do programa, os estudantes têm acesso a mais de 30 modalidades esportivas, como natação, atletismo, futsal, futebol de campo, jiu-jítsu, boxe, voleibol, judô, taekwondo, karatê, remo escaler, remo costeiro, canoa havaiana e futevôlei. Além das atividades esportivas, os participantes contam com curso preparatório para concursos públicos, cursos técnicos e passeios culturais, além de aulas de música, ampliando suas oportunidades de formação.
Desenvolvido no Cefan, o Profesp reforça o compromisso da Seeduc-RJ e da Marinha do Brasil com a transformação social, promovendo inclusão, desenvolvimento e novas oportunidades para os estudantes por meio da educação e do esporte.
Foto: Bruno da Matta
Foto: Ellan Lustosa
Escola estadual de Niterói promove imersão na cultura canadense com projeto interdisciplinar
Iniciativa do Ciep 307 Djanira Intercultural Brasil-Canadá estimula o protagonismo estudantil e amplia o conhecimento sobre a cultura de um dos principais parceiros internacionais do Brasil
Uma verdadeira viagem pela cultura, história e costumes de um dos maiores países do mundo sem sair de Niterói. O Ciep 307 Djanira Intercultural Brasil-Canadá realizou, nesta quarta-feira (8/7), uma programação especial dedicada ao Canadá, reunindo apresentações, exposições e atividades interativas desenvolvidas pelos estudantes. A iniciativa faz parte dos Projetos Trimestrais da unidade escolar, tendo como destaque a proposta ‘All about Canada’ (Tudo sobre o Canadá), elaborado pelas turmas da 1ª série do Ensino Médio.
O objetivo é aproximar a comunidade escolar da cultura canadense de maneira dinâmica, despertando o interesse dos alunos por aspectos históricos, sociais, culturais e geográficos do país. Além de ampliar os conhecimentos dos alunos sobre um dos principais parceiros internacionais do Brasil, o projeto incentiva o protagonismo estudantil, a autonomia, a criatividade e o desenvolvimento das habilidades de comunicação e expressão oral.
— Estamos iniciando este ano como Intercultural Brasil-Canadá e conhecer a sua história, idiomas, geografia, atrações turísticas e suas curiosidades traz uma visão de mundo e entendimento multicultural que só vem a beneficiar o aluno do século 20 — afirmou a diretora-adjunta da unidade, Adriana Contino.
Foto: Ellan Lustosa
Uma das sedes da Copa do Mundo de futebol deste ano, o Canadá é o segundo país do mundo em extensão territorial. A cultura canadense resulta da mistura dos colonizadores ingleses e franceses com os indígenas, e esse aspecto multicultural é percebido, principalmente, nos idiomas, pois há duas línguas oficiais: o francês e o inglês. Hoje, o país é considerado um dos mais receptivos do mundo, com ótimos índices de qualidade de vida.
— Nossos alunos estão nessa imersão, aprendendo um pouco mais da cultura e da história canadense. É um tipo de ensino diferente, de forma divertida, fazendo com que eles possam aprofundar seus conhecimentos — destacou Ilca Silveira, professora de Línguas na escola.
Durante o evento, os estudantes apresentaram pesquisas, compartilharam curiosidades e promoveram atividades que permitiram aos visitantes conhecer um pouco mais sobre o modo de vida, as tradições e as características do Canadá. A programação reforçou a identidade intercultural da escola e fortaleceu os laços entre as duas nações por meio da educação.
— Esse tipo de atividade na escola é muito legal, além de instrutiva, porque cria um ambiente propício para o trabalho em grupo, unindo toda a escola, nos leva a conhecer ainda mais sobre o Canadá, sua riqueza cultural e outros aspectos importantes do país — comentou Anna Karolynna de Oliveira dos Santos, de 17 anos, aluna da 1ª série do Ensino Médio.
Foto: Ellan Lustosa
As unidades interculturais
O modelo intercultural alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros.
Essa proposta pedagógica permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros "centros culturais", portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país. As escolas têm uma dinâmica clara e bem definida, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes.
— É muito importante esse tipo de vivência para toda a escola, pois nos une em um propósito bem legal de aprendizagem. E o mais legal é que nós montamos tudo, e eu já estou me sentindo no Canadá — frisou a estudante Isabele Tavares, de 15 anos, que cursa a 1ª série do Ensino Médio.
O apoio pedagógico vindo desta parceria contribui com a aquisição de materiais, livros e recursos pedagógicos para o desenvolvimento das atividades, além da formação e qualificação dos professores. Tudo isso graças a parcerias firmadas com consulados, embaixadas e institutos internacionais. Ao longo dos anos, os alunos dessas unidades são preparados para atuarem no mercado de trabalho, seja no Brasil ou em qualquer país.
— O objetivo de estudar em uma escola intercultural não é apenas aprender um outro idioma, mas também ampliar os seus horizontes. Para a comunidade escolar, trazer a cultura de outro país para dentro de nossa escola é permitir que novos horizontes se abram e novas possibilidades sejam criadas através do mercado de trabalho — concluiu a diretora Adriana.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Ana Cabral
Estudante da rede estadual representará o Rio de Janeiro no programa Jovem Senador 2026
A estudante Maria Laura Soares, do Colégio Estadual Cabo PM Elisângela Bessa Cordeiro (Cívico-Militar), em Areal, no Centro-Sul Fluminense, foi a grande vencedora da etapa estadual do Programa Jovem Senador 2026 e representará o Rio de Janeiro na iniciativa promovida pelo Senado Federal. A conquista veio por meio de uma redação com o tema "Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável", escolhida entre trabalhos de estudantes de todo o estado.
O programa Jovem Senador reúne alunos do Ensino Médio de todo o país em uma experiência voltada ao exercício da cidadania, incentivando a reflexão sobre temas de interesse nacional e aproximando os jovens do processo legislativo. Nesta edição, o concurso propôs uma discussão sobre o papel das redes sociais na construção de um ambiente democrático, baseado no diálogo, no respeito e na participação responsável.
Foto: Ana Cabral
Como representante fluminense, Maria Laura participará da Semana de Vivência Legislativa, em Brasília, entre os dias 17 e 21 de agosto, ao lado dos demais 26 estudantes selecionados, um de cada unidade da Federação. Durante a programação, os jovens terão a oportunidade de conhecer o funcionamento do Senado Federal e vivenciar atividades relacionadas à elaboração de propostas legislativas.
A revelação foi dada na escola, quando os alunos estavam formados no pátio da unidade e a surpresa caminhou ao lado da emoção, como a própria relatou, emocionada e falou sobre a carreira almejada.
— São momentos como esse que mostram que se estamos aqui é porque há um futuro para cada um de nós, a escola mudou minha vida. Pretendo cursar Relações Internacionais ou Jornalismo, mas independentemente da escolha vou trabalhar para ser diplomata no futuro e serei muito grata às minhas raízes — contou a aluna.
Foto: Agência Senado
A mãe da jovem comentou que Maria Laura ficou três dias preparando a redação em seu quarto e que é muito dedicada aos estudos, enquanto que a direção da unidade afirmou que a jovem estuda na escola desde o 6º ano e que é uma aluna muito aplicada.
Agora, a estudante será acompanhada pela professora orientadora, Andréa Forte Soares, que contribuiu para o desenvolvimento do trabalho vencedor. A participação de ambas reforça a importância do incentivo à produção textual e ao pensamento crítico nas escolas da rede estadual.
A conquista de Maria Laura evidencia o protagonismo dos estudantes da rede estadual de ensino e demonstra como a educação pública pode ampliar horizontes, estimular a participação cidadã e preparar jovens para exercer um papel ativo na sociedade.
Foto: Agência Senado
Foto: Bruno da Matta
Professores da rede estadual visitam Palácio das Laranjeiras após reabertura do espaço
Educadores conheceram de perto um dos principais patrimônios históricos do estado e ampliaram o repertório para desenvolver atividades pedagógicas
Trinta professores da rede estadual de ensino participaram de uma visita ao Palácio das Laranjeiras, residência oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro. A atividade proporcionou aos docentes uma imersão na história e no patrimônio cultural fluminense, reforçando a importância de vivências que complementam o trabalho desenvolvido em sala de aula.
Divididos em dois grupos, um pela manhã e outro de tarde, os participantes conheceram, na quinta-feira (02/07), a trajetória do edifício, construído entre 1909 e 1913 pelo empresário Eduardo Guinle, e exploraram ambientes que preservam parte da memória política, artística e arquitetônica do estado. A visita também apresentou curiosidades e contextos históricos que poderão ser incorporados às práticas pedagógicas das diferentes disciplinas.
Mais do que conhecer um patrimônio histórico, os educadores tiveram a oportunidade de vivenciar conteúdos que podem ser transformados em experiências de aprendizagem para os estudantes, aproximando a teoria da realidade e despertando o interesse pela história e pela preservação da cultura fluminense.
Foto: Bruno da Matta
A professora, historiadora e museóloga, Carmem Dysarz, ficou encantada com o espaço e falou sobre a importância de conhecer o local.
— A iniciativa de trazer professores de História foi ótima! Estar nesse espaço é entender o Brasil do início do século passado, é entender nossa história. Sabemos que o Rio de Janeiro foi capital, mas ver esses patrimônios de perto não têm preço. A casa é maravilhosa, o trabalho de restauro e preservação é muito bacana. Acredito que vir aqui é um valor dado ao professor que agora vai entender melhor como se deram essas relações. Isso fará com que a energia na sala de aula seja diferente. Acho que os alunos terão um ganho muito grande — afirmou.
Para o professor de História, Jorge Coutinho, destacou que professores aprendendo sobre o lugar podem fomentar novas visitas.
A divulgação através do conhecimento que tivemos hoje gera capacidade para renovar o público interessado em conhecer o espaço. Este lugar é distante da população, é um palácio, e de onde emana poder. Conhecer isso aqui é valorizar a democracia. Afinal, a história é feita por pessoas que querem construir suas imagens e esse palácio é a imagem do passado do Brasil — concluiu o docente.
Foto: Bruno da Matta
Entre os destaques do acervo do Palácio das Laranjeiras estão um banheiro inteiramente revestido em mármore Carrara, mobiliário francês inspirado na Belle Époque, o primeiro elevador social instalado no Brasil e uma réplica da escrivaninha utilizada por Luís XIV no Palácio de Versalhes, na França. Cada espaço reúne elementos que ajudam a contar a evolução histórica e cultural do Rio de Janeiro.
A participação dos professores integra a programação de visitas ao Palácio das Laranjeiras, que, nesta etapa, contempla estudantes da rede estadual, educadores e grupos ligados à preservação do patrimônio cultural. A iniciativa busca ampliar o acesso da população a um dos mais importantes bens históricos do estado e fortalecer a valorização da memória fluminense por meio da educação.
Essa versão se distancia da primeira ao abrir com o impacto da experiência para os docentes, reduzir a repetição de informações sobre a reabertura do Palácio e enfatizar o caráter pedagógico da visita, em vez de tratar o evento apenas como mais uma etapa da retomada da visitação.
Foto: Bruno da Matta
Foto: Divulgação/Seeduc
Connect CEAE Baixada Fluminense reúne especialistas para fortalecer a alimentação escolar e o controle social no Estado do Rio
Evento promovido pelo Conselho Estadual de Alimentação Escolar e pela Seeduc-RJ aconteceu nesta terça-feira (7/7), em Nova Iguaçu
Com o objetivo de fortalecer as políticas públicas de alimentação escolar e o controle social, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ), em parceria com o Conselho Estadual de Alimentação Escolar (CEAE-RJ), realizou, nesta terça-feira (7/7), o Connect CEAE Baixada Fluminense. O encontro aconteceu na Universidade Iguaçu (UNIG) – Campus I, em Nova Iguaçu.
O evento, considerado uma iniciativa pioneira, reuniu conselheiros municipais de alimentação escolar, gestores públicos, diretores de escolas, nutricionistas, representantes da agricultura familiar, órgãos de controle e entidades da sociedade civil para discutir estratégias e contribuir para o aprimoramento da execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o controle social no estado, além de ampliar o diálogo entre os Conselhos de Alimentação Escolar (CAEs).
Como parceira do encontro, a Seeduc reconhece a importância dos conselheiros na defesa do PNAE. São eles que fiscalizam a aplicação dos recursos públicos e cuidam da qualidade das mais de 280 milhões de refeições servidas, anualmente, nas 1.241 escolas estaduais do Rio de Janeiro.
A programação incluiu palestras com especialistas de instituições de referência nacional, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de representantes da Seeduc-RJ, do Fórum Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar (FNCAE), do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-4) e de secretarias municipais de educação.
Para a coordenadora de Segurança Alimentar da Seeduc, a nutricionista Lívia Ribera Souza, eventos como Connect CEAE são muito importantes porque promovem a capacitação e a atualização dos atores do PNAE, fortalecendo a atuação de todos os profissionais envolvidos.
– Além de compartilhar conhecimentos e boas práticas, o evento estimula a troca de experiências, a integração entre os participantes e a construção de soluções para os desafios do Programa de Alimentação Escolar. Com isso, contribui para uma execução cada vez mais qualificada e eficiente do PNAE, beneficiando diretamente a alimentação escolar e os estudantes atendidos – diz Lívia.
Foto: Bruno da Matta
Entre os temas em debate, as mudanças na Política Nacional de Alimentação Escolar, a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento local, o fortalecimento do controle social, a execução do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) voltado para as Escolas de Alimentação e Nutrição (EAN) e o papel do nutricionista na promoção da alimentação escolar de qualidade.
Além das palestras, a troca de experiências durante roda de conversa e um quiz interativo, promovendo a integração entre os Conselhos de Alimentação Escolar dos municípios fluminenses.
O Connect CEAE Baixada Fluminense também busca reafirmar a alimentação escolar como um direito dos estudantes e uma política pública essencial para a promoção da saúde, da segurança alimentar e da aprendizagem, fortalecendo o papel dos Conselhos de Alimentação Escolar como instâncias de fiscalização, acompanhamento e assessoramento da execução do PNAE nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.
O evento contou ainda com a presença dos corais do Colégio Estadual Vicentina Duarte, na Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e do Ciep 167 Jardim Paraiso, em Nova Iguaçu. No espaço do encontro, também foi realizada a exposição de telas dos alunos do projeto de pintura Multiarte, do Ciep 196 São Teodoro, também em Nova Iguaçu.
Foto: Divulgação/Seeduc
Foto: Bruno da Matta
Seeduc amplia oferta de cursos de formação para servidores, professores e coordenadores pedagógicos
A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) está fortalecendo a política de formação continuada da rede estadual com uma ampla oferta de cursos voltados ao desenvolvimento profissional de servidores, professores, gestores e coordenadores pedagógicos. As capacitações abordam temas atuais e estratégicos para a melhoria da qualidade do ensino, da gestão escolar e do atendimento aos estudantes.
Entre os destaques para os servidores da secretaria, estão os cursos ‘Segurança e Cidadania Digital em Sala de Aula’, realizado em parceria com a SaferNet Brasil, que orienta sobre a prevenção ao cyberbullying, discursos de ódio e desinformação; ‘Comunicação Não Violenta no Dia a Dia da Educação’, voltado ao fortalecimento das relações interpessoais no ambiente escolar; ‘Segurança da Informação’, sobre boas práticas para proteção de dados e segurança digital, além do Curso SEI/RJ, que capacita os profissionais para utilização do Sistema Eletrônico de Informações.
Foto: Ellan Lustosa
Para os professores, a programação contempla cursos voltados à inovação pedagógica, inclusão e desenvolvimento das competências docentes. Entre eles, estão ‘Letramento Digital’, abordando conceitos de letramento e cyberbullying na educação; além de ‘Refletindo sobre Projeto de Vida’, ‘Magistério em Formação: Reflexões e Diálogos’ e ‘SEJA!’, que promovem o aperfeiçoamento das práticas pedagógicas e o fortalecimento da aprendizagem.
A Educação Inclusiva também ganha destaque com uma série de formações específicas: ‘Transtorno do Espectro Autista (TEA)’, ‘Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtornos da Aprendizagem’, ‘Libras’, ‘Deficiências Visuais, Auditivas, Física e Múltiplas’ e ‘Altas Habilidades/Superdotação’, preparando os profissionais para atender às diferentes necessidades dos estudantes da rede.
Os coordenadores pedagógicos contam com formações direcionadas ao fortalecimento da gestão pedagógica, como o curso ‘CP em Ação’, além de capacitações compartilhadas com docentes, como ‘Explorando a Educação Integral: Teoria e Prática’, ‘Refletindo sobre Projeto de Vida’, ‘Magistério em Formação’ e as formações em educação inclusiva.
Foto: Bruno da Matta
Já para diretores e equipes gestoras, a Seeduc oferece cursos como ‘Elementos Essenciais para Liderança e Gestão Escolar’ e ‘Design Thinking’, que incentivam práticas inovadoras na administração das unidades escolares.
A iniciativa integra o Programa de Formação Permanente dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Proformar-RJ), oferecendo oportunidades de atualização em temas como tecnologia educacional, cidadania digital, saúde mental, inclusão, gestão escolar e metodologias inovadoras. Com diferentes cargas horárias e modalidades de ensino, os cursos - todos on-line - buscam fortalecer as competências dos profissionais da educação e contribuir para uma escola pública cada vez mais inclusiva, inovadora e alinhada aos desafios da educação contemporânea. Para mais informações e inscrições, acesse o link https://www.seeduc.rj.gov.br/servidor e clique na opção ‘Formação e Desenvolvimento dos Servidores’.
Foto: Ellan Lustosa
Foto: Divulgação
Estudante da rede estadual participa de turnê da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga na China
Julia Belmiro, aluna do Ciep 131, de Duque de Caxias, fala do intercâmbio cultural e das apresentações musicais em cidades da província de Zhejiang
A estudante e instrumentista Julia do Nascimento Belmiro, de 15 anos, do Ciep 131 Professora Armanda Álvaro Alberto, em Duque de Caxias, está participando da turnê da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, realizada na China até o dia 15 de julho. Formada exclusivamente por estudantes da rede pública de ensino do Rio de Janeiro, a orquestra cumpre uma programação que reúne apresentações musicais, atividades de formação artística, intercâmbio cultural e visitas a importantes patrimônios históricos e turísticos chineses. A agenda acontece em cidades da província de Zhejiang e reforça os laços de cooperação cultural entre Brasil e China por meio da música.
Durante a viagem, as jovens musicistas já participaram de oficinas de instrumentos tradicionais chineses, prática de conjunto, atividades de pintura em nanquim, caligrafia, vivências sobre música e ópera chinesa, além de visitas ao Lago Oeste, ao Museu Provincial de Zhejiang e ao Museu de Liangzhu. O primeiro concerto da turnê foi realizado no último sábado (4/7), na Universidade de Estudos Internacionais de Zhejiang.
Para Julia, que toca trompa na orquestra, a maior riqueza da experiência está no contato direto com a cultura e o povo chinês.
– O que eu mais estou amando na China é estar com os chineses. Eles são muito acolhedores e estão fazendo a gente viver a cultura deles de verdade. É muito legal sentar para conversar e ver como o Brasil e a China são diferentes. A gente conta daqui, eles contam de lá, e no final a música liga todo mundo – destaca a estudante da rede estadual.
Foto: Divulgação
Esta não é a primeira experiência internacional da jovem instrumentista. Em abril deste ano, Julia e outras três estudantes do Ciep 131 integraram a turnê da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga pela Itália. Na ocasião, o grupo se apresentou na Praça São Pedro, no Vaticano, durante uma audiência pública com o Papa Leão XIV. Em novembro de 2025, a estudante também participou de uma apresentação da orquestra no Carnegie Hall, em Nova York, uma das mais prestigiadas salas de concerto do mundo.
Foto: Divulgação
A programação na China continua nos próximos dias com visitas a museus, patrimônios culturais e comunidades rurais, além da participação no encontro musical sino-brasileiro ‘Harmonia entre o Céu e o Ser Humano’, na cidade de Yanyan. No próximo sábado (11/07), o grupo realiza os últimos ensaios técnicos antes do concerto de encerramento da etapa em Hangzhou, marcado para domingo (12).
– Em Hangzhou, a gente viu como funciona a música deles, as notas, os instrumentos que têm milhares de anos. E o mais legal: aprendemos a escrever e ler em mandarim. Foi demais conseguir falar algumas palavras com eles. Essa troca está sendo maravilhosa. A viagem inteira vale por isso – conta Julia.
Na sequência, a delegação segue na segunda-feira (13/07) para Xangai, onde participa das últimas atividades da missão cultural. O retorno ao Rio de Janeiro está previsto para o dia 15 de julho, com escala em Dubai.
Foto: Divulgação
Foto: Sandra Barros
Programa Transforma leva arte urbana e Valores Olímpicos à escola estadual de Japeri
Parceria entre a Seeduc e o COB, iniciativa capacita professores e utiliza grafite para transformar muros escolares em espaços de pertencimento e aprendizado
Nesta sexta-feira (03/07), o programa Transforma, realizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ), levou ao Ciep 206 Professora Cyrene Moraes Costa, em Japeri, uma ação de arte urbana que une cidadania, criatividade e os Valores Olímpicos. A iniciativa capacitou professores de todas as disciplinas e promoveu intervenções artísticas com grafite nos muros da escola, transformando-os em espaços de expressão, pertencimento e aprendizado para estudantes e docentes.
— Para o Transforma e o COB, esta ação tem um significado muito especial, porque leva os valores olímpicos para além das quadras e salas de aula, deixando um legado permanente dentro das escolas — destacou a representante da área de Cultura e Valores Olímpicos do COB, Marja Cardoso.
A iniciativa tem como objetivo o fortalecimento da cultura esportiva nacional, com a inserção da temática olímpica no ambiente escolar, através dos valores da amizade, excelência e respeito, visando o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Desde o seu lançamento, o programa já atingiu mais de 55 mil estudantes e aproximadamente 21 mil professores.
— Eu gosto muito de pintar, me acalma e me faz feliz. Estou gostando muito de poder fazer essa parede linda para a nossa escola — afirmou Maria Souza Freire, de 12 anos, que cursa o 7º ano do Ensino Fundamental na escola.
Foto: Sandra Barros
Inspirado nos ideais olímpicos e adaptado à realidade brasileira, o programa oferece informação e apoio para que as escolas criem novas maneiras de ensinar valores e estimular novos comportamentos, que servem de exemplo multiplicável para além dos muros escolares, capacitando docentes de todas as disciplinas e realizando ações para professores e alunos.
— Esse trabalho é uma troca muito interessante, pois consigo passar um pouco do que aprendi para os alunos, com todas as técnicas, e eles podem colaborar com a arte, trazendo este marco para a escola, um importante legado que retrata os valores olímpicos — explicou o artista do grafite Vinícius Medeiros, conhecido como Siri Do Muro, que comandou o workshop para os jovens da escola.
O Ciep de Japeri é a quinta escola da rede estadual vocacionada ao esporte a receber o projeto, que revitaliza as unidades através da pintura e sua relação com os ideais olímpicos. Para a diretora-adjunta, Alessandra Callak, a união entre a arte e o esporte moldam cidadãos mais conscientes, criativos e colaborativos.
— É com muita alegria que recebemos essa ação do COB na nossa escola. Unir o esporte e a arte urbana através do grafite é uma forma poderosa de engajar nossos jovens. O esporte ensina disciplina, respeito e superação, enquanto a arte dá voz à expressão deles e transforma o ambiente escolar em um lugar mais vivo e acolhedor. Essa parceria desperta nos alunos um verdadeiro sentimento de pertencimento e renova nossa proposta pedagógica. Iniciativas como essa mostram que a educação vai muito além da sala de aula, inspirando nossos alunos a buscarem seus próprios pódios na vida — declarou a diretora.
Foto: Sandra Barros
A partir de um workshop feito com os alunos, com direito a projeções em óculos 3D, é elaborado o painel a ser pintado na escola, com o auxílio da equipe de grafite do COB. Estudantes e professores participam ativamente de toda a confecção da arte, integrando cada vez mais toda a comunidade acadêmica.
— Acho que a escola está ficando muito bonita, e o desenho vai trazer alegria para todo mundo. Estou muito empolgada em participar — comentou a jovem Bruna Barbosa, de 11 anos, estudante do 6º ano do Ensino Fundamental na escola.
O Transforma promove oficinas de grafite e outras linguagens artísticas em uma imersão que converte os ambientes escolares em verdadeiros espaços olímpicos, ajudando os alunos a expressarem a identidade olímpica e a importância do esporte de forma criativa e visual. Assim, as atividades englobam tanto ações práticas de arte urbana quanto bate-papos criativos, consolidando a cidadania e os princípios do esporte, além de deixar um legado visual e duradouro para as escolas.
— Cada mural foi pensado para dialogar com a realidade da comunidade escolar, valorizando os esportes praticados pelos estudantes, a história do Movimento Olímpico e os valores olímpicos de amizade, respeito e excelência. Além disso, os estudantes participaram ativamente da pintura dos murais, fortalecendo o sentimento de pertencimento ao ambiente escolar e reforçando como o esporte pode ser uma ferramenta de educação, cidadania e transformação social — concluiu Marja Cardoso.
Foto: Divulgação
Foto: Bruno da Matta
Seeduc promove o I Encontro Diálogos Interculturais para capacitação das equipes escolares
O evento reuniu profissionais das 40 escolas da rede estadual que oferecem a modalidade Intercultural
Cerca de 190 educadores que atuam nas unidades interculturais da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro participaram, nesta sexta-feira (26/06), do I Encontro Diálogos Interculturais, que teve como objetivo alinhar as diretrizes pedagógicas e operacionais dessas escolas, bem como fortalecer a atuação das equipes gestoras e docentes por meio do aperfeiçoamento em metodologias de ensino específicas para a modalidade. O evento, realizado na Biblioteca Parque, Centro do Rio, reuniu profissionais envolvidos na implementação e no acompanhamento da política de escolas interculturais. A modalidade é referência na rede estadual, oferecendo ensino em tempo integral e conta com a parceria de embaixadas e instituições culturais.
Organizado pela Coordenação de Ensino Médio, da Subsecretaria de Gestão de Ensino da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ), o encontro contou com a participação de diretores, coordenadores de ensino, agentes de acompanhamento da gestão escolar (AAGEs), coordenadores pedagógicos e professores das disciplinas específicas da oferta intercultural que ouviram palestras e participaram de mesas de debates, onde trataram de questões pedagógicas e administrativas, novas metodologias e da capacitação para as provas de certificação.
Foto: Bruno da Matta
O superintendente de Gestão de Ensino da Seeduc, Amandio Pereira, destacou que o encontro marca o fortalecimento das ações pedagógicas nas escolas interculturais, promovendo o alinhamento das equipes e valorizando o trabalho desenvolvido nas unidades.
– Hoje, realizamos nosso primeiro encontro de 2026 para dialogar com as escolas e fortalecer o trabalho pedagógico desenvolvido nessas unidades. Reunimos profissionais para consolidar o fazer pedagógico das escolas interculturais, contemplando não apenas o ensino da língua, mas também os aspectos culturais e a formação de cidadãos com uma visão global. Neste ano, teremos novamente certificações em grande parte das escolas e queremos fortalecer esse processo ao lado de quem faz a diferença no dia a dia: os profissionais que atuam no chão da escola, valorizando os saberes e as práticas voltadas para as linguagens – disse o superintendente.
A professora Deise Perfeito, diretora do Colégio Estadual Professora Eliane Martins Dantas Brasil – Intercultural Brasil-Alemanha, em Vista Alegre, no Rio de Janeiro, destacou a importância do evento.
– O ensino intercultural de qualidade permite que os alunos aprendam não apenas o idioma, mas também a cultura e a arte de um país, ampliando sua visão de mundo. Este evento é de grande importância para as escolas interculturais, pois possibilita a troca de experiências entre diretores, gestores e equipes pedagógicas. Além disso, o compartilhamento de saberes e de práticas pedagógicas contribui para o aprimoramento do ensino e fortalece a qualidade da educação oferecida aos nossos alunos – afirmou a gestora.
Com essa iniciativa, a pasta visa fortalecer a implementação da política de educação intercultural na rede estadual, promovendo maior alinhamento entre as equipes, aprimorando as práticas pedagógicas e ampliando o suporte técnico às unidades escolares, de modo a contribuir para a qualidade da oferta e para o alcance dos resultados educacionais planejados.
Foto: Bruno da Matta
Foto: Divulgação
A Comissão de Coordenação Geral do Financiamento de Boas Práticas Pedagógicas, tendo em vista o interesse público envolvido na correta homologação do objeto e a necessidade de assegurar a integridade, consistência e qualidade dos resultados, prorrogamos o prazo de homologação por até 30 dias, iniciando em 12/06/2026.
Foto: Divulgação
A Comissão Organizadora do Prêmio Diálogos de Gestão para a Aprendizagem, tendo em vista o interesse público envolvido na correta homologação do objeto e a necessidade de assegurar a integridade, consistência e qualidade dos resultados, prorrogamos o prazo de homologação por até 30 dias, iniciando em 12/06/2026.